Estão abertas as inscrições de curtas metragens interessados em participar da 5ª MOSCA, Mostra Audiovisual de Cambuquira, em Minas Gerais. São aceitas obras de até 30 minutos realizadas em qualquer formato e concluídos a partir de janeiro de 2007, e a inscrição deve ser feita por internet. Os participantes selecionados serão votados por um júri popular. A edição deste ano acontece entre os dias 15 e 19 de julho, com entrada gratuita para o público e atividades paralelas às exibições dos filmes.
A MOSCA é uma mostra audiovisual que acontece anualmente, desde 2005, no Espaço Cultural Sinhá Prado, em Cambuquira, e promove o encontro do curta-metragem e de seus realizadores – ansiosos por exibir e discutir seus trabalhos, com espectadores ainda mais ansiosos por oportunidades culturais e de entretenimento na área de cinema. A mostra busca se firmar no circuito de mostras de cinema como um evento inteligente e popular, fazendo conexão entre o público e a produção nacional.
Da forte presença latina no ano passado no Festival de Cannes, passamos à importante participação européia nesta 62ª edição, anunciada pela organização do evento em uma coletiva de imprensa que aconteceu nesta quinta-feira, 24 de abril, em Paris. Alain Renais, Lars Von Trier e Almodóvar, entre os europeus, além de orientais de peso como Tsai Ming-Liang, são alguns dos diretores anunciados na competição oficial, que não conta até agora com nenhum realizador latino – o que pode mudar até dia 22 de maio, data final para que o festival anuncie todas suas atividades e participantes. O festival acontece de 13 a 25 de maio na Riviera Francesa.
Até agora, foram divulgados 53 filmes de 23 países: 20 deles na competição, outros 20 na seção “Un certain regard” (“Um certo olhar”, focada em trabalhos de diretores iniciantes) e os demais fora de competição. O júri será presidido pela atriz francesa Isabelle Huppert.
Um certo olhar latino
Em todo caso, se a competição oficial deixou de fora a América Latina, a seção “Un certain regard” incluiu dois títulos latinos. O primeiro é o colombiano “Los viajes del viento”, o segundo longa-metragem de Cirro Guerra (“La sombra del caminante”), que estréia na Colômbia na próxima quinta-feira 30 de abril. O país volta a participar de Cannes depois de 11 anos de presença nula. No passado, a Colômbia participou do festival três vezes, com “Cóndores no entierran todos los dias” (em 1984), “Rodrigo D: No Futuro” (1990) e “La vendedora de rosas” (1998). Depois vem o brasileiro “À deriva”, o segundo filme de Heitor Dhália (“O cheiro do ralo”). Veja no UOL comentários do diretor e dos atores envolvidos no projeto.
Semana da Crítica: dois latinos mais
Na Semana da Crítica, paralela ao Festival de Cannes, mas que detém enorme importância, participam outros dois filmes latinos: “Mal dia para pescar”, do uruguaio Álvaro Brechner, residente em Madrid, e “Huacho”, do chileno Alejandro Fernández. Ambos são os primeiros trabalhos dos diretores, que se destacaram até hoje por seus curtas-metragens. Saiba mais sobre ambos projetos no LatAm cinema (texto em espanhol).
A 62ª edição do Festival de Cannes será aberta a animação "Up", dos estúdios Walt Disney, e terminará mês com "Coco Chanel & Igor Stravinsky", de Jan Kounen. Será, segundo seus organizadores, um festival mais austero, em respeito aos nossos dias de crise.
E cresce a rede de sites dedicados à cultura audiovisual latino-americana, com seus porta-vozes sempre em dia com as notícias sobre este universo – até pouco tempo tão limitado, mais ainda para brasileiros. Acaba de juntar-se a ela o Intermedi@arte, um portal de gestão cultural com informações completas sobre concursos, estímulos, formação, festivais, agenda e outros temas úteis a profissionais e estudantes de cinema na América Latina.
Intermedi@arte, criado e administrado por Patricia Martín, há 13 anos à frente do Proyecto Pro@arte, que faz a ponte entre brasileiros e a Escuela Internacional de San Antonio de los Baños, em Cuba, também oferece serviços de consultoria para projetos de internet focados em comunicação interativa para instituições culturais.
O objetivo do site, segundo sua criadora, é usar a internet para compartilhar conhecimento, intercambiar idéias e, especialmente, espalhar a informação. Nada mais importante que isso para fazer crescer, a partir de uma América Latina culturalmente unida, nossos projetos e cinematografias. Conheça o Intermedi@rte aqui.
O próximo projeto de Carlos Reygadas (foto), aclamado diretor mexicano de obras narrativamente pouco convencionais como “Japão” e “Luz silenciosa”, será sobre um tema bastante tratado, mas aparentemente ainda não esgotado pelo cinema: a fronteira México-Estados Unidos.
Quem dá a notícia é o cineasta francês Phillippe Grandieux, que esteve na última edição do Festival de Guadalajara para apresentar alguns de seus filmes, entre os quais se destacam “Sombra”, “A nova vida” e “Um lago”.
Em entrevista a Notimex, Grandieux, anunciou que escreverá com Reygadas, a quem conheceu em um festival de cinema em Estocolmo, um roteiro de ficção sobre o tema, que será ser rodado no México. “Compartilhamos muitos pontos de vista, e isso nos fez saber que tínhamos um vínculo muito forte. Além disso, estamos de acordo em relação ao que o cinema deve ser”, declarou.
O realizador francês conta que o projeto abordará as fortes contradições entre México e Estados Unidos, segundo ele, “um dos países mais poderosos”. Esperemos o que virá por aí.
Durante a mais recente edição do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, a produtora Costa Films, junto com a Argos Cine e o canal Caracol, da Colômbia, entregaram a Gabriel García Márquez o roteiro de “Notícias de um seqüestro”.
O filme, que começa a ser rodado em outubro deste ano, é baseado na novela publicada por García Márquez em 1996.
LatAm cinema conversou com o produtor Eduardo Costanti (filho), da Costa Films, para saber as novidades do projeto.
Quais são as últimas novidades da produção de “Notícias de um seqüestro”?
A adaptação ao cinema de “Notícias de um seqüestro”, de Gabriel García Márquez, começará a ser rodada em outubro e durará 11 semanas. As cenas exteriores do começo do filme, quando começam os seqüestros, serão filmadas em Bogotá, enquanto no México serão rodadas em estúdio as cenas que mostram as pessoas já em cativeiro. Em seguida, começa a fase de pós-produção, até a estréia, prevista para meados de 2010. Em relação ao casting, que não está completamente definido, há a possibilidade de ter a atriz mexicana Salma Hayek. Ela está muito interessada em participar do projeto, já leu o roteiro e está muito entusiasmada para fazer o papel de Beatriz Villamizar, uma das seqüestradas junto com a protagonista Maruja Pachón, de quem era assistente pessoal, além de cunhada. Nas próximas semanas serão formalizadas as propostas a outros atores e, mesmo não podendo citar nomes, conto que será o mais internacional possível. Em relação ao financiamento, estamos em fase de negociação avançada com várias companhias. O filme co-produzido por Costa Films, Argos Cine (México), canal Caracol (Colômbia) e uma empresa da Espanha.
Como surgiu este projeto?
A idéia nasceu em 2002, quando me encontrei com García Márquez no Festival de Cinema de Havana. Aí lhe comentei meu interesse em levar ao cinema este livro, tão importante para a cultura latino-americana. Depois, encontrei com Epigmenio Ibarra, um produtor mexicano que também queria tocar o filme e fomos juntos à Barcelona para conversar com Carmen Barcells, agente de García Márquez, e começamos a trabalhar. Pelos direitos de adaptação competiam vários produtores, inclusive um dos Estados Unidos, mas nós contávamos com uma carta importante: o roteiro seria tarefa da escritora argentina Aída Bortnik, a quem García Márquez tinha sugerido há muitos anos que adaptasse uma obra sua. Tanto para o financiamento como o elenco de alto nível que queremos conseguir, o respaldo do escritor colombiano é um elemento fundamental.
Como foi o encontro com o escritor em Guadalajara?
O encontro que tivemos na edição passada do Festival de Cinema de Guadalajara, no qual lhe entregamos o roteiro, foi realmente emotivo. Aída e Gabo não se viam há quase 18 anos, e ele está muito feliz de que ela seja a responsável por adaptar sua obra para o cinema. Agora García Márquez lerá o material e fará seus comentários.
Gabriel García Márquez é um dos escritores latino-americanos que conta com mais adaptações cinematográficas de sua obra. Em que sentido essa adaptação será diferente de outras, como “O amor nos tempos do cólera”, “Crônica de uma morte anunciada” e “O coronel não tem quem lhe escreva”?
A diferença principal, especialmente em relação a “O amor nos tempo do cólera”, é que nosso filme se distancia do realismo mágico e constitui uma crônica jornalística. Ou seja, não é uma ficção, mas um gênero totalmente diferente, com outra linguagem e outro registro. Neste sentido, a possibilidade de fazer a transposição ao cinema é de outro tipo. García Márquez escreveu “Notícias de um seqüestro” recuperando sua primeira vocação que foi o jornalismo, depois de anos de profunda e exaustiva pesquisa de uma história real. Mas claro que é um relato jornalístico marcado pela visão de um grande escritor e com todos os elementos que marcam sua extraordinária narrativa.
A iniciativa é do Ministério de Cultura da Venezuela e da embaixada venezuelana na Argentina, que juntos criaram a “1ª Semana del Cine Venezolano”. A mostra contará com a exibição de quatro filmes produzidos pela Villa del Cine e distribuídos pela Amazonia Films – ambas empresas estatais -, e acontece em Buenos Aires e em cidades do interior da Argentina de 16 a 23 de abril.
Os filmes programados são: “La revolución no será transmitida” (foto), de Kim Bartley y Donnacha O’Briain, “Miranda regresa”, de Luis Alberto Lamata, “El caracazo”, de Román Chalbaud, “Postales de Leningrado”, de Mariana Rondón, “La clase”, de José Antonio Varela, “Tocar y luchar”, de Alberto Arvelo, e “Víctimas de la democracia”, de Stella Jacobs.
A Producen Bolivia, produtora de cinema com sede em La Paz, em parceria com o Conselho Nacional de Cinema da Bolívia (Conacine), anuncia a criação do Bolivia Lab, o primeiro laboratório cinematográfico e de co-produção a ser realizado na capital boliviana entre 1 e 13 de junho de 2009.
Com o objetivo de estimular produções e co-produções, além de ajudar com o financiamento de alguns filmes, o evento reunirá cineastas e outros profissionais de cinema da Bolívia e de outros países latino-americanos para a realização de workshops, sessões de pitch, encontros de co-produção e assessorias para roteiros.
Os projetos participantes já foram selecionados para as diferentes sessões de atividades, com prêmios em dinheiro e equipamento para os ganhadores do workshop de análise de projeto (veja aqui os selecionados e aqui a proposta do evento). Oito são bolivianos e dez são provenientes de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Venezuela. Da Bolívia, boa notícia para o cinema latino.
Começa nesta sexta-feira, 17 de abril, mais uma edição da mostra World Cinema Fund, organizada pela Fundação Federal da Cultura da Alemanha, pelo Goethe Institut e pelo Festival de Cinema de Berlim anualmente em três cidades diferentes. Em 2009, as cidades escolhidas para os oito filmes que serão exibidos, selecionados entre os que receberam estímulo do fundo para sua realização, são Bogotá (Colômbia), Manila (Filipinas) e Beirute (Líbano).
Os títulos são recentes e, em geral, todos receberam ótimos elogios da crítica. São eles: “Luz silenciosa”, de Carlos Reygadas (México), “La teta asustada” (vencedor do Urso de Ouro deste ano), de Claudia Llosa (Peru), “Hamaca paraguaya”, de Paz Encina (Paraguai), “El custodio”, de Rodrigo Moreno (Argentina), “Filmephobia”, de Kiko Goifman (Brasil), “Las vidas posibles”, de Sandra Gugliotta (Argentina), “Dioses”, de José Mendez (Peru), e “El cielo, la tierra y la lluvia”, de José Luis Torres Leiva (Chile).
O World Cinema Fund, atrelado à Berlinale, tem como objetivo possibilitar financeiramente a realização de projetos cinematográficos em países cujo cinema é incipiente devido a crises econômicas e sociais. A apresentação da mostra está a cargo de Vincenzo Bugno, fundador e co-diretor World Cinema Fund-Berlinale e membro do comitê de programação do Festival de Cinema de Locarno, onde dirige a seção “Open doors”.
A programação em Bogotá dura até o domingo, 19 de abril, e pode ser conferida aqui.
Entre los días 17 y 19 de abril tendrá lugar en la ciudad de Bogotá la Muestra del World Cinema Fund – Spotlight, un evento que se celebra anualmente en tres ciudades distintas de todo el mundo.
Organizado por el World Cinema Fund, el Instituto Goethe y Cine Colombia, el evento incluye en su programación las siguientes películas: “Luz silenciosa”, de Carlos Reygadas; “La teta asustada”, de Claudia Llosa; “Hamaca paraguaya”, de Paz Encina; “El custodio”, de Rodrigo Moreno; “Filmephobia”, de Kiko Goifman; “Las vidas posibles”, de Sandra Gugliotta; “Dioses”, de José Mendez; y “El cielo, la tierra y la lluvia”, de José Luis Torres Leiva.
El World Cinema Fund es un programa de la Fundación Federal de la Cultura en Alemania y del Festival Internacional de Cine de Berlín. Tiene como objetivo posibilitar financieramente la realización de películas en regiones donde la cinematografía está limitada a causa de crisis políticas y/o económicas.
La presentación de la muestra estará a cargo de Vincenzo Bugno, fundador y codirector del World Cinema Fund-Berlinale y miembro del comité de programación del Festival de Cine de Locarno donde dirige la sección ‘Open doors’.
A ocasião é a pré-estréia, em São Paulo, dia 28 de abril, e no Rio de Janeiro, dia 29, de “A Janela”, o mais recente filme do realizador argentino, que dirigiu filmes consagrados em seu país, como “Histórias mínimas” e “O cachorro”. Sorín estará presente em ambas as seções para realizar um debate com os espectadores.
Com estréia comercial no Brasil dia 1º de maio, “A Janela” acompanha o último dia na vida de um homem de 80 anos (interpretado por Antonio Larreta, escritor uruguaio) e é inspirado nas últimas horas de vida de Chejov, o escritor. Segundo Sorín, o roteiro também teve influência externa, de “Morango silvestres” (Ingmar Bergman), filme que mudou sua vida como espectador quando era adolescente.
O filme ganhou o prêmio da FIPRESCI (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) no Festival Internacional de Valladolid em 2008, na Espanha. Veja o teaser abaixo e fique de olho na divulgação das pré-estréias.
La película peruana “La teta asustada” entra a la historia del cine mundial al conquistar el Oso de Oro este año en el Festival de Berlín. El evento está entre los tres principales del mundo y asume cada vez más su cara política, con especial interés por el cine hecho en Latinoamérica.
Por Camila Moraes para Arcadia, revista colombiana de cultura. Para leer el artículo completo, haz click aquí.
Estréia nos cinemas brasileiros dia 10 de abril, sexta-feira santa.
Longa de Pablo Larraín, uma coprodução entre Chile e Brasil. Santiago do Chile, 1978. Em meio à ditadura de Pinochet, Raúl Peralta, um homem com cerca de 50 anos, é obcecado pela idéia de personificação de Tony Manero, o personagem de John Travolta em Os Embalos de Sábado a Noite, e passa os dias ensaiando para ganhar um concurso de imitadores, promovido por uma TV local. A partir daí, sua obsessão também revela a personalidade de um psicopata.
Vencedor do 4º Sanfic - Festival de Cinema de Santiago do Chile e prêmios de melhor filme e melhor ator (para Alfredo Castro) no 26º Festival de Turim, além do prêmio FIPRESCI. Prêmios Coral de Melhor Filme e Melhor Ator (Alfredo Castro) na 30ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana. Prêmio KNF (melhor filme pela crítica holandesa) no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2009 e prêmio Especial do Júri da competição Free Spirit no Festival de Warsaw (Polônia). Estreou no Festival de Cannes 2008 (Quinzena dos Realizadores).
O Consórcio Audiovisual da Galícia abriu sua segunda convocatória de estímulos de co-produção com o Brasil na última segunda-feira, 30 de março. A medida foi anunciada durante o 3º Encontro Audiovisual Galícia-Brasil, que aconteceu entre 12 e 15 de março na Bahia. Desta vez, o fundo foi incrementado com a adição de um orçamento para documentário, já que muitos inscritos apresentam projetos deste tipo. O restante do dinheiro é destinado a longas-metragens de ficção e animação. As realizações Brasil-Galícia – o único acordo cinematográfico de caráter também financeiro entre o Brasil e a Espanha – aceitam a possibilidade de um terceiro país para formar a co-produção. Para interessados no Brasil, as inscrições podem ser feitas através do site da Ancine.
:: Cinema brasileiro em Buenos Aires
Começa dia 23 de abril a segunda edição portenha do Cine Fest Brasil, festival de cinema brasileiro organizado pelo Grupo Inffinito, com as últimas novidades do cinema nacional. Durante sete dias, nove títulos brasileiros competirão pelo troféu “Lente de Cristal”: “Verônica”, de Mauricio Farias, “Última parada 174”, de Bruno Barreto, “Os desafinados”, Walter Lima Jr., “Bela noite para voar”, de Zelito Viana, o documentário “Favela on blast”, de Leandro HBL e Wesley Pentz, “Nome próprio”, de Murilo Salles, “Romance”, de Guel Arraes, “A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele, e “Feliz Natal”, de Selton Melo. Fora da competição, serão exibidos ainda “Fumando espero”, o primeiro filme de Adriana Dutra, e “Meu nome não é Johnny”, de Mauro Lima. O circuito Inffinito de festivais tem uma trajetória de 13 anos, e o Cine Fest Brasil já passou por cidades como Milão, Nova York, Madrid, Roma e Barcelona.
O filme peruano “La teta asustada” entra para história do cinema mundial ao conquistar o Urso de Ouro este ano no Festival de Berlim. O evento está entre os três principais do mundo e assume cada vez mais sua face política, com especial interesse pelo cinema feito na América Latina.
Por Camila Moraes para Arcadia, revista colombiana de cultura. Para ler o artigo completo (em espanhol), clique aqui.
Organizado en forma conjunta por Europa Distribution, Les Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse, el Festival Internacional de Cine Contemporáneo de la ciudad de México y la Confederación Internacional de los Cinemas de Arte y Ensayo (CICAE), este nuevo encuentro servirá para ampliar la reunión celebrada el pasado mes de febrero en la capital mexicana. LatAm cinema entrevistó a Adeline Monzier (Europa Distribution) y a Raquel Cajiga (FICOO) para conocer más acerca de esta iniciativa.
¿Cómo surge la iniciativa de CSF y cuáles son sus principales objetivos?
La idea nace tras constatar dos rasgos principales en la distribución de películas en Latinoamérica y Europa. Por un lado las películas europeas tienen muy poca presencia en el mercado latinoamericano debido a la gran presencia de películas estadounidenses y a su alto coste de adquisición y, por otro, las películas latinoamericanas no tienen ni promoción eficaz ni acceso a las salas de exhibición europeas. Esto nos motivó a crear talleres dedicados a los profesionales de la difusión ya que, sinceramente, creemos que una de las soluciones a estos problemas es el intercambio de experiencias y conocimiento. Con esta iniciativa perseguimos básicamente tres objetivos: impulsar y facilitar el flujo de trabajos cinematográficos en circuitos comerciales y no comerciales entre ambos continentes; fortalecer la cooperación y la solidaridad entre las entidades culturales y entre la industria audiovisual de los países miembros de la Unión Europea y de América Latina; y trabajar en el marketing y la promoción de películas de un continente al otro.
¿Quiénes participarán en los talleres y cuáles serán los temas que se abordarán?
Los participantes son profesionales del ámbito de la difusión tanto de Latinoamérica como de Europa y que representan la cadena de difusión cinematográfica en su totalidad. Son distribuidores, exhibidores, agentes de venta y directores de festivales. En cuanto a los panelistas, contamos también con profesionales del sector que son, en algunos casos, representantes de instituciones nacionales tales como el IMCINE, la RECAM o la embajada de Francia. Con este amplio panel de profesiones queremos ofrecer en primer lugar, y en ambos talleres, sesiones que ayuden a tener un vistazo general de la situación de las industrias cinematográficas latinoamericanas y europeas en ambos continentes. En México, hemos analizado la difusión de películas a través de la televisión, o de las redes políticas y culturales de distribuidores y exhibidores. Además, organizamos sesiones monográficas sobre las profesiones de agente de venta, distribuidor y exhibidor en Latinoamérica y Europa. En Toulouse, los temas serán complementarios. Estudiaremos el impacto de las nuevas tecnologías y del cine digital sobre la industria audiovisual y destacaremos la importancia de las estrategias de promoción y de circulación para las películas analizando casos concretos. También organizaremos un día de encuentros one-to-one para darle la oportunidad a los profesionales de conocerse más y fomentar la creación de nuevos proyectos comunes.
¿Cuáles son los principales desafíos que afrontan los sectores de la distribución y exhibición en Latinoamérica?
Hoy en día hay varios temas que son profundamente difíciles para los profesionales latinoamericanos. Para los distribuidores, la concentración en el sector es una tendencia que beneficia a los majors estadounidenses y que dificulta la labor de los pequeños distribuidores. La existencia de compañías que controlan toda la cadena cinematográfica, es decir cada una de las etapas desde la producción hasta la exhibición, también es un problema para los distribuidores independientes quienes tienen dificultades para encontrar oportunidades para exhibir sus películas. En Europa se han creado redes de distribuidores y de exhibidores para construir una alternativa a la hegemonía americana, algo que lamentablemente aún no existe en Latinoamérica. Esta falta de organizaciones transnacionales acentúa las dificultades de las pequeñas compañías para distribuir y proyectar películas europeas e incluso latinoamericanas. El tema de una organización común, alternativa al sistema de las majors, puede ser realmente decisivo para el futuro de los sectores de la distribución y de la exhibición en Latinoamérica.
La llegada de las nuevas tecnologías también es un tema clave tanto en Latinoamérica como en Europa, ya que el equipamiento de salas puede ser un desafío mayor en los próximos años.
La distribución de cine europeo en Latinoamérica es irregular y el circuito comercial está dominado por las majors estadounidenses. Teniendo en cuenta esto, ¿cree que el cine europeo puede aumentar su presencia en Latinoamérica más allá del circuito art-house?
Sí, creemos que hay un potencial de distribución para películas europeas en Latinoamérica. Justamente es por esto que estamos llevando adelante esta iniciativa, que tiene como objetivo mejorar la distribución y circulación de películas europeas en Latinoamérica y latinoamericanas en Europa. Creemos que se trata de encontrar los mecanismos adecuados y establecer lazos entre los diversos actores sensibles a este tema. Cuando decimos mecanismo, no solo hablamos de la manera en que estas películas pueden ser vendidas, compradas, y de cómo los gastos pueden ser rentabilizados a mediano plazo, sino que creemos que esto debe ir acompañado con acciones dirigidas a desarrollar un público para este tipo de películas. Es, por tanto, una tarea compleja que abarca muchas áreas: desarrollo de público, desarrollo de la promoción, formas de rentabilización, organización entre salas y distribuidores, creaciones de redes, etc.
¿Qué papel jugarán las nuevas tecnologías en la distribución y exhibición de cine europeo en Latinoamérica?
Las nuevas tecnologías pueden representar una oportunidad para el cine europeo en Latinoamérica, ya que el equipamiento digital facilita el acceso a las películas en general. Algunos modelos de negocios en Latinoamérica, tal como el cine bajo demanda en Brasil desarrollado por las compañías Rain Network y MovieMobz, demuestran que existe público para un cine diferente y que estas tecnologías pueden facilitar el acceso a las salas de cine arte y a las películas europeas. Uno de nuestros objetivos principales es dar a los participantes en los talleres algunos conocimientos clave sobre el funcionamiento de las nuevas tecnologías (cine digital, VOD, marketing viral…), sobre los nuevos modelos de negocios y la manera de utilizarlas para promocionar con mayor eficacia las películas que distribuyen, venden o proyectan.
CSF forma parte de la acción preparatoria del Programa Media Mundus. ¿Qué pasos darán tras la celebración de estos dos primeros talleres?
Con esta iniciativa esperamos iniciar una nueva tendencia para fortalecer el trabajo común y estrechar los lazos entre profesionales que comparten ideales cinematográficos similares a ambas orillas. El primer paso es permitir que los profesionales a ambos lados del Atlántico se conozcan y entiendan mejor sus situaciones profesionales y las dificultades que enfrentan pero también los proyectos que están desarrollando. A partir de ahí, se podrán crear proyectos conjuntos si encuentran que están animados por la misma pasión y los mismos objetivos. También creemos en la importancia de compartir la información, experiencias y costes para distribuir, vender o proyectar películas europeas y latinoamericanas de una mejor forma.
Organizado conjuntamente por Europa Distribution, Les Rencontres Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse, o Festival Internacional de Cinema Contemporâneo da Cidade do México e a Confederação Internacional dos Cinemas e Arte e Ensaio (CICAE), este novo encontro do Cine Sin Fronteras servirá para ampliar a reunião celebrada em fevereiro na capital mexicana. LatAm cinema entrevistou Adeline Monzier (Europa Distribution) e Raquel Cajiga (FICOO) para saber mais desta iniciativa de apoiar a distribuição cinematográfica na América Latina e na Europa.
Como surge a iniciativa do Cine Sin Fronteras e quais são seus principais objetivos?
A idéia nasce depois de constatar dois aspectos principais da distribuição de filmes na América Latina e na Europa. Por um lado, os filmes europeus têm muito pouca presença no mercado latino-americano, devido à grande presença de filmes dos Estados Unidos e ao seu alto custo de aquisição, e, por outro, os filmes latino-americanos não têm nem promoção eficaz, nem acesso às salas de exibição européias. Isso nos motivou a criar workshops voltados a profissionais de promoção, já que, sinceramente, acreditamos que uma das soluções para esses problemas é o intercâmbio de experiências e conhecimento. Com essa iniciativa, perseguimos basicamente três objetivos: impulsionar e facilitar o fluxo de trabalhos cinematográficos nos circuitos comerciais e não comerciais entre ambos os continentes, fortalecer a cooperação e a solidariedade entre as entidades culturais e entre a indústria audiovisual dos países-membros da União Européia e da América Latina e trabalhar no marketing e na promoção dos filmes de um continente ao outro.
Quem participa dos workshops e quais os temas abordados?
Os participantes são profissionais de difusão tanto da América Latina, como da Europa, e que representam a cadeia de difusão cinematográfica na sua totalidade. São distribuidores, exibidores, agentes de venda e diretores de festivais. Em relação aos palestrantes, contamos também com profissionais do setor que são, em alguns casos, representantes de instituições nacionais tais como o IMCINE, a RECAM ou a embaixada da França. Com esse amplo painel de profissões queremos oferecer, em primeiro lugar e em ambos os workshops, seções que ajudem a ter uma visão geral da situação das indústrias cinematográficas latino-americanas e européias em ambos os continentes. No México, analisamos a difusão de filmes através da televisão ou das redes públicas e culturais de distribuidores e exibidores. Além disso, organizamos sessões monográficas sobre as profissões de agente de venda, distribuidor e exibidor na América Latina e na Europa. Em Toulouse, os temas serão complementários. Estudaremos o impacto das novas tecnologias e do cinema digital sobre a indústria audiovisual e destacaremos a importância das estratégias de promoção e de circulação para os filmes analisando casos concretos. Também organizaremos um dia de encontros one-to-one para dar a oportunidades aos profissionais de se conhecer melhor e fomentar a criação de novos projetos comuns.
Quais são os principais desafios que afrontam os setores da distribuição e da exibição na América Latina?
Hoje em dia há vários temas que são extremamente difíceis para os profissionais latino-americanos. Para os distribuidores, a concentração no setor é uma tendência que beneficia as majors dos Estados Unidos e que dificulta o trabalho dos pequenos distribuidores. A existência de companhias que controlam toda a cadeia cinematográfica, ou seja, cada uma das etapas desde a produção até a exibição, também é um problema para os distribuidores independentes, que têm dificuldades para encontrar oportunidades para exibir seus filmes. Na Europa, foram criadas redes de distribuidores e de exibidores para construir uma alternativa à hegemonia americana, algo que lamentavelmente ainda não existe na América Latina. Essa falta de organizações transnacionais acentua as dificuldades das pequenas companhias para distribuir e projetar filmes europeus e inclusive latino-americanos. O tema de uma organização comum, alternativa ao sistema das majors, pode ser realmente decisivo para o futuro dos setores da distribuição e da exibição da América Latina. A chegada das novas tecnologias também é um tema chave tanto na América Latina, como na Europa, já que o equipamento das salas pode ser um desafio maior nos próximos anos.
A distribuição de cinema europeu na América Latina é irregular e o circuito comercial está dominado por Hollywood. Tendo isso em conta, vocês acreditam que o cinema europeu possa aumentar sua presença na região, além do circuito art-house?
Sim, acreditamos que há um potencial de distribuição para filmes europeus na América Latina. Justamente é por isso que estamos levando adiante essa iniciativa. Acreditamos que se trata de encontrar os mecanismos adequados e estabelecer laços entre os diversos atores sensíveis a esse tema. Quando dizemos mecanismo, não só estamos falando da maneira como esses filmes podem ser vendidos e comprados e de como os gastos podem ser rentabilizados em médio prazo, mas também acreditamos que isso deve estar acompanhado de ações dirigidas à criação de um público para este tipo de filmes. É, portanto, uma tarefa complexa que abarca muitas áreas: criação de público, desenvolvimento de promoção, formas de obter renda, organização entre salas e distribuidores, criação de redes etc.
Que papel terão as novas tecnologias na distribuição e exibição de cinema europeu na América Latina?
Elas podem representar uma oportunidade para o cinema europeu na América Latina, já que o equipamento digital facilita o acesso aos filmes em geral. Alguns modelos de negócios na América Latina, como o cinema por demanda no Brasil, desenvolvido pela Rain e a MovieMobz, demonstram que existe público para um cinema diferente e que essas tecnologias podem facilitar o acesso às salas de cinema de arte e aos filmes europeus. Um dos nossos principais objetivos é dar aos participantes dos workshops alguns conhecimentos importantes para o funcionamento das novas tecnologias (cinema digital, VOD, marketing viral), os novos modelos de negócios e a maneira de utilizar-las para promover com maior eficácia os filmes que distribuem, vendem ou projetam.
O CSF é parte do Programa Media Mundus. Que passos serão dados depois desses primeiros workshops?
Com essa iniciativa, esperamos iniciar uma nova tendência para fortalecer o trabalho comum e estreitar os laços entre profissionais que compartilham ideais cinematográficos similares em ambas as margens. O primeiro passo é permitir que os profissionais dos dois lados do Atlântico se conheçam e entendam melhor suas situações profissionais e as dificuldades que enfrentam, além dos projetos que estão desenvolvendo. A partir daí, poderão ser criados projetos conjuntos se descobrem que estão animados pelas mesmas paixões e pelos mesmos objetivos. Também acreditamos na importância de compartilhar informação, experiências e custos para distribuir, vender ou projetar filmes europeus e latino-americanos de uma forma melhor.
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