Começou na última quinta-feira, 27 de agosto, a 2ª edição do Festival de Cinema Chileno em São Paulo, oferecido pela fundação Pro Chile (escritório de fomento ligado ao Ministério de Relações Exteriores chileno) no Reserva Cultural até a próxima quinta, 3 de setembro.
Os filmes selecionados são: “199 Recetas para ser feliz”, de Andrés Waissbluth, “El rey de lo huevones”, de Boris Quercia, “Alicia en el país”, de Esteban Larrain, “El regalo”, de Cristián Galaz e Andrea Ugalde, “Malta con huevo”, de Cristóbal Valderrama Blanco, e, no destaque, “La buena vida”, de Andrés Wood, e “Tony Manero”, de Pablo Larrain, ambos vencedores de vários prêmios em festivais internacionais. Veja os trailers na página de programação do festival.
Cinema no Chile
Segundo a Pro Chile, o Chile atualmente conta com uma produção de 12 longas-metragens por ano e um público alvo de apenas um milhão de espectadores. O blog do evento publicou um post com uma breve história do cinema chileno. Aqui vai, para refrescar a memória:
1900: Manuel Rodriguez, um curta de dez minutos de Adolfo Rosas Urzua é considerado o primeiro filme feito no Chile, datado de 1910.
Anos 20: alcança uma grande produção de longas-metragens em que se destaca El húsar de la muerte, obra de Pedro Sienna e único filme do período, que ainda está intacto.
Anos 30: Apesar de ser muito difícil encontrar provas hoje do cinema mudo no Chile, se sabe com certeza que, precisamente, o período do cinema mudo foi uma das épocas mais bem sucedidas do cinema chileno, pois entre 1910 e 1931, produziram mais de 78 filmes, de diretores como Alberto Santana, Nicanor la Sotta, Pérez Juan Berrocal, Jorge “Coke” Delano, que abre a fase de cinema com som com o filme Norte y Sur, de 1934.
Anos 40: o governo de Pedro Aguirre Cerda, através da recém-criada Corporación de Fomento de la Producción (Corfo), funda o estúdio Chile Films, que incentivaram a produção cinematográfica nacional, seguindo os padrões de Hollywood.
Anos 50: marcada pelo início do trabalho formativo. Em 1955, Rafael Sanchez (graduado nos EUA) cria o Instituto Fílmico de la Universidad Católica de Santiago, que forma toda uma geração de cineastas. Entre eles, Sérgio Bravo, que em 1959 inaugura o Centro de Cine Experimental da Universidad de Chile.
Anos 60: criação do Conselho de Fomento da Indústria Cinematográfica que reabre as portas do Chile Films para o desenvolvimento do cinema nacional apoiados pelo Estado. Além disso, é realizada o primeiro Festival de Cine Latinoamericano de Viña del Mar, onde se encontram algumas das figuras mais importantes do continente.
Anos 70: A chegada do socialista Salvador Allende à presidência do Chile em 1971 significa uma acentuação do compromisso político do novo cinema chileno, que levou os documentaristas a recorrer maioria do seu trabalho (manifestando assim a sua militância) para deixar o registro de momentos históricos que estavam acontecendo no país.
Anos 80: Retorno de alguns dos cineastas que estavam em exílio no fim do governo Pinochet.
Anos 90: Um dos feitos mais significativos para o mundo do cinema chileno foi a conclusão do Terceiro Festival de Cine Latinoamericano de Viña del Mar, conhecido este ano como o Festival do Reencontro.
Anos 2000: desenvolvimento das artes e da cultura no Chile, para incentivar a cultura através do financiamento de projetos de criação artística e de difusão cultural. Recurso fundamental para o renascimento da cultura cinematográfica nacional nos anos seguintes à sua constituição.
Desde el pasado 19 de agosto hasta el 6 de septiembre, el Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB) presenta en Sao Paulo la primera gran muestra de cine argentino en Brasil, que compara dos periodos considerados clave en la historia cinematográfica del país vecino: los años 60, la década del “Nuevo cine”, y los 90, considerados un periodo de renacimiento, también conocido como “Nuevo nuevo cine argentino”.
Son 28 títulos (22 películas en 35 mm, seis dvds) los seleccionados por la curadora Priscila Miranda, productora cultural y cineasta brasileña, además de doctora en Filosofía y Letras por la Universidad de Buenos Aires, para representar los dos periodos. De ellos, 12 son títulos de los 60, con destaque para “Crónicas de un niño solo” (1965), de Leonardo Favio. De la generación actual, hay títulos (inéditos en el país) de Pablo Trapero, Carlos Sorín y otros nombres clave de la actual cinematografía argentina, además de cortos que marcaron el inicio del boom de los 90, como “Rey muerto”, de Lucrecia Martel.
De la programación forman parte también debates con la presencia de profesionales argentinos invitados, como el director Gustavo Corrado (“El armario”) y el productor Chino Fernández.
Después de pasar por Sao Paulo, la muestra, titulada “Do novo ao novo cinema argentino – Birra, Crise e Poesia”, viaja a Río de Janeiro y Brasilia.
Desde 19 de agosto até 6 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta em São Paulo a primeira grande mostra de cinema argentino no Brasil, que compara dois períodos considerados chave na história cinematográfica do país vizinho: os anos 60, a década do “Nuevo Cine”, e os 90, considerados um período de renascimento, também conhecido como o “Nuevo nuevo cine argentino”.
São 28 títulos (22 películas em 35 mm, seis dvds) os selecionados pela curadora Priscila Miranda, produtora cultural e cineasta brasileira, além de doutora em Filosofia e Letras pela Universidade de Buenos Aires, para representar os dois períodos. Deles, 12 são títulos dos anos 60, com destaque para “Crónicas de un niño solo” (1965), de Leonardo Favio. Da geração atual, há títulos (ainda inéditos no país) de Pablo Trapero, Carlos Sorín e outros nomes importantes da atual cinematografia argentina, além de curtas que marcaram o início do boom dos 90, como “Rey muerto”, de Lucrecia Martel.
Da programação fazem parte também debates com a presença de profissionais argentinos convidados, como o diretor Gustavo Corrado (“El armario”) e o produtor Chino Fernández (“Monobloc” e “Caja Negra”).
Depois de passar por São Paulo, a mostra, titulada “Do novo ao novo cinema argentino – Birra, Crise e Poesia”, viaja ao Rio de Janeiro e a Brasília.
“El secreto de sus ojos”, novo filme de Juan José Campanella (“El mismo amor, la misma lluvia”, “El hijo de la novia” y “Luna de Avellaneda”) com o ator Ricardo Darín no papel de protagonista, é o único título latino da seleção oficial da 57ª edição do Festival de San Sebastián, que acontece de 18 a 26 de setembro na Espanha.
O filme é uma adaptação da novela “La pregunta de sus ojos”, de Eduardo Sacheri, e conta a história de um funcionário de tribunal se dedica a escrever uma novela sobre um caso no qual esteve envolvido na década de 70 na Argentina. Veja o trailer abaixo:
Latinos no Cine en Construcción
Seis filmes provenientes do México, Costa Rica, Chile, Uruguai e Argentina foram os selecionados para participar do Cine en Construcción, que acontece 22 e 23 de setembro, durante o Festival de San Sebastián.
São eles “A tiro de piedra” (México), de Sebastián Hiriart, “Agua fría de mar” (Costa Rica-França), de Paz Fábrega, “Lucía” (Chile), de Niles Jamil Atallah, “Norberto, apenas tarde” (Uruguai), de Daniel Hendler, “Rompecabezas” (Argentina), de Natalia Smirnoff e “La vida útil” (Uruguai), de Federico Veiroj.
Os prêmios que serão entregues estão divididos em três categorias: Prêmio Cine en Construcción de la Industria, no qual várias empresas assumirão a pós-produção de um filme até a fase da copia em 35 mm com subtítulos em inglês, o Prêmio TVE, com 60 mil euros, que corresponde à compra dos direitos de emissão de uma das obras selecionadas e o Prêmio Casa de América, de ajuda à pós-produção do cinema latino-americano, que corresponde a 100 mil euros brutos.
este ano será de Darin, certamente, com seus dois filmes, um dentro e outro fora de competição, sendo que neste último - O Baile da Vitória - já está cotado para o premio Goya de melhor ator.
Acontece desde quinta-feira, 20 de agosto, o Festival de Curtas de São Paulo, com uma expressiva seleção da mais recente produção latino-americana e internacional – e também uma importante projeção de títulos brasileiros em território nacional.
O evento, que está em sua 20a edição e oferece programação gratuita em cerca de 10 de salas, inclui uma mostra latino-americana, que este ano apostou, segundo a organização, em “histórias mínimas”, tomando emprestado o título do longa do argentino Carlos Sorín. São 11 os países latinos representados e 27 os filmes em vídeos escolhidos.
Do site do Festival de Curtas: “Essas histórias se multiplicam e se espalham por paisagens inusitadas: das barrancas do Rio da Prata ao deserto-faroeste mexicano, do chaco-faroeste paraguaio às ladeiras de Valparaíso, passando pelas musicais ruas de Havana e as caóticas veias urbanas de Caracas. Cenários paradisíacos, cenários lúgubres, cenários latino-americanos de todas as ordens, pensados e repensados, inseparáveis das histórias e das essências de seus protagonistas”.
Nesta quarta-feira, dia 26, às 22h, os diretores com obras nesta seção e presentes em São Paulo se reunirão na Cinemateca Brasileira para uma sessão especial de filmes latino-americanos, seguida de debate.
O Festival Internacional de Cinema de Toronto, reconhecido como uma das plataformas lançadoras de novos diretores, incluiu na seleção oficial deste ano o filme colombiano “El vuelco del cangrejo”, primeiro longa-metragem do jovem diretor Oscar Ruiz Navia, de Cali.
Serão cinco projeções de 10 a 19 de setembro na seção “Discovery”, dedicada a realizadores emergentes de todo o mundo.
“El vuelco del cangrejo”, ambientado na costa colombiana do Pacífico, é descrita por seus produtores como “um convite para penetrar na Colômbia mais desconhecida, não como um jogo de postais bonitos mas distantes, mas como uma travessia carregada de complexidade e estranha liberação.
A história, com seu viés narrativo e a escolha de locações particulares, lembram “Los viajes del viento”, segundo longa-metragem de Ciro Guerra, que retrata regiões exuberantes enquanto aborda a relação de dois personagens em uma viagem. Algo de “Colômbia para exportação” – o que, no entanto, não tira necessariamente méritos do filme.
A estréia em longa-metragem de Adrián Biniez, “Gigante”, ganhou a atenção do cinema mundial ao conquistar o Urso de Prata em Berlim este ano, ao lado do filme peruano “La teta asustada” – a que levou o ouro, marcando com “Gigante” um importante momento para o cinema latino nos festivais de primeira linha.
No entanto, antes mesmo de receber o prêmio, o filme já tinha sido vendido para distribuição em diferentes mercados, caracterizando um dos poucos casos cinematográficos em que a história é autoral e comercial ao mesmo tempo.
Biniez, que é argentino, mas vive e faz cinema no Uruguai, conversou com La Latina sobre seu trabalho e sobre “Gigante”, que estréia comercialmente no Brasil nesta sexta-feira, 21 de agosto.
Confira a entrevista exclusiva.
Como surgiu a idéia de realizar “Gigante”?
Eu mantenho um documento em Word, onde anoto as idéias que vão surgindo para mim. A maioria delas ao começo me parecem fantásticas e, depois de uma semana, soam horríveis. Mas a idéia de “Gigante” me agradou durante vários meses, e um dia decidi começar a escrever o roteiro do filme. Depois de uma semana, percebi que realmente poderia funcionar como filme.
O filme ganhou vários prêmios em diferentes festivais, além de receber o importante Urso de Prata em Berlim. Você acha que esse reconhecimento deu destaque para o cinema uruguaio internacionalmente?
Em princípio, acho que deu destaque para “Gigante”. Mas, ainda assim, esse é um filme que foi vendido a muitos países antes dos prêmios de Berlim: da Coréia à Noruega e de Grécia à Colômbia. O cinema uruguaio, ainda que não seja muito conhecido, foi reconhecido anteriormente por filmes como “Whisky”, “El baño del papa”, “Acné” ou “La Perrera”.
Qual é a sua relação, mais além do filme, com os atores principais de “Gigante”?
Leonor Svarcas, a co-protagonista, é minha ex-companheira, e eu escrevi o roteiro pensando no papel da Julia com ela em mente. O Horacio conheci durante o casting, e ficamos muito amigos depois. O que é verdade é que, assim como me baseei na Leonor para construir o personagem da Julia, no começo me baseei em um amigo para construir o personagem de Jara. De fato, o nome do meu amigo é Fabián Jara, assim como o personagem.
Que importância têm estes prêmios em festivais para o sucesso comercial do seu filme?
A coisa com “Gigante” é que, durante o Festival de Berlim, o filme já tinha sido vendido a vários distribuidores antes dos prêmios. O que foi estranho para mim. Mas, para ser honesto, ter ganhado em Berlim serviu para difundir ainda mais o filme.
Você recebeu algum tipo de apoio de distribuição e exibição?
No Uruguai, sim. Nós temos um fundo que se chama Montevideo Socio Audiovisual, que ajuda na distribuição. Mas depois, em cada país está encarregado seu distribuidor. No caso do Brasil, é a Inmovision.
Você é argentino, mas vive e trabalha em Montevidéu. É muito diferente fazer cinema no Uruguai e na Argentina?
Sim. Eu nunca fiz cinema na Argentina, mas aí você tem uma produção anual de 70 ou 80 filmes. No Uruguai, são cinco ou seis por ano, o que mostra um pouco o panorama. Ainda assim, gosto muito mais de Montevidéu que de Buenos Aires, talvez por vivi 29 nessa última, e meio que a odeio. Mesmo assim, Remedios de Escalada é o subúrbio de onde venho e onde vou filmar meu próximo longa.
Que tipo de cinema lhe interessa mais fazer?
Não tem preconceitos em relação ao cinema. Gosto de muitos tipos diferentes de filmes. Desde os gêneros até algo mais independente. Se gosto de uma história e sinto que serei feliz fazendo-a, faço sem preconceitos, seja um filme policial ou uma história sobre um único homem no meio do deserto cantando canções de hip hop em árabe. Em plano seqüência.
Você acha que existe uma denominação de “cinema latino-americano” que vá além da determinação de um espaço geográfico?
Não acho, mas isso me parece positivo. Como em qualquer lugar, temos filmes bons e reunis, mas acho que não há nada que nos una além da geografia e da história. Talvez, pensando mais profundamente na pergunta, é possível encontrar certas semelhanças... Mas o que acho é que o cinema é uma arte universal e, às vezes, nos parecemos mais a um diretor polonês ou malaio que a um colombiano ou a um argentino. E isso é maravilhoso.
Quais são seus próximos projetos?
Estou trabalhando em dois. Um sobre um jogador de futebol de um time pequeno de quarta divisão que deve se aposentar aos 34 anos e não sabe que fazer da vida. O outro filme é sobre umas crianças entre 8 e 12 anos que tem um programa de rádio na escola onde estudam.
La opera prima de Adrián Biniez, “Gigante”, se ganó la atención del cine mundial cuando conquistó el Oso de Plata en Berlín este año, al lado de la película peruana “La teta asustada” – la cual se llevó el oro, marcando con “Gigante” un importante momento para el cine latino en los festivales de primera linea.
Sin embargo, antes de recibir el premio, la película ya había sido vendida para distribución en distintos mercados, caracterizando uno de los pocos casos cinematográficos en que la historia es autoral y comercial a la vez.
Biniez, que es argentino, pero vive y hace cine en Uruguay, conversó con La Latina sobre su trabajo y sobre “Gigante”, que estrena comercialmente este viernes, 21 de agosto, en Brasil.
A continuación, la entrevista exclusiva.
¿Cómo surgió la idea de realizar “Gigante”?
Yo siempre tengo un documento en Word donde anoto las ideas que me surgen. La mayoría de ellas al principio me parecen fantásticas y a la semana me parecen horrible. Pero la idea de “Gigante” me pareció buena durante varios meses y un día decidí empezar a escribir el guión del film. A la semana, me di cuenta que realmente podía funcionar como película.
La película ha ganado varios premios en distintos festivales, además de recibir el importante Oso de Plata en Berlín. ¿Crees que este reconocimiento ha destacado al cine uruguayo?
En principio, creo que ha destacado a “Gigante”. Pero, aun así, “Gigante” se vendió a muchos países antes de los premios de Berlín: desde Corea a Noruega y desde Grecia a Colombia. El cine uruguayo, aunque no es muy conocido, ha sido reconocido anteriormente por películas como “Whisky”, “El baño del papa”, “Acné” o “La Perrera”.
¿Cuál es tu relación, más allá del cine, con los actores principales de la película?
Leonor Svarcas, la coprotagonista, es mi ex pareja, y yo escribí el guión de la película pensando en el papel de Julia con ella en mente. A Horacio lo conocí durante el casting y nos volvimos amigos después de haberla terminado. Lo que es verdad es, así como me basé en Leonor para construir el personaje de Julia, en un principio me basé en un amigo para construir el personaje de Jara. De hecho, el nombre de mi amigo es Fabián Jara, igual al del personaje.
¿Qué importancia tienen estos premios en festivales para el suceso comercial de tu película?
La cosa con “Gigante” es que durante el Festival de Berlín, la película se empezó a vender antes de los premios. Lo cual fue muy raro para mí. Pero, para ser honesto, haber ganado los premios en Berlín ha servido para difundir la película aún mas. ¿Has recibido algún tipo de apoyo para la distribución y la exhibición de la película?
En Uruguay sí. Nosotros tenemos un fondo que se llama Montevideo Socio Audiovisual que ayuda a la distribución. Pero después, en cada país se encarga su distribuidor. En el caso de Brasil, es Inmovision.
Eres argentino, pero vives y trabajas en Montevideo. ¿Es muy distinto hacer cine en Uruguay y en Argentina?
Es muy diferente. Yo nunca hice cine en Argentina, pero allí tú tienes una producción anual de 70 u 80 filmes. En Uruguay, son cinco o seis por año, lo cual muestra un poco el panorama. Aun así, me gusta mucho más Montevideo que Buenos Aires, quizás porque viví 29 anos en Buenos Aires y un poco la odio. No así, Remedios de Escalada es el suburbio de donde vengo y donde voy a filmar mi próxima película. ¿Qué tipo de cine te interesa más hacer?
Yo no tengo prejuicios respecto al cine. A mí, me gusta muchos tipos de cine diferentes. Desde géneros a algo mas independiente o art house. Si me gusta una historia y si siento que voy a ser feliz haciéndola, la hago y no tengo prejuicios al respecto, ya sea un policial o una película con un solo hombre en el medio del desierto cantando canciones de hip hop en árabe. En una sola toma.
¿Crees que existe una denominación de “cine latinoamericano” que vaya más allá de la determinación de espacio geográfico?
No creo, pero eso me parece muy positivo. Como en todos lados tenemos buenas y malas películas, pero creo que no hay nada que nos una mas allá de la geografía y de la historia. Quizás, si pienso más profundamente en esta pregunta puedo encontrar ciertas similitudes... Pero lo que creo es que el cine es un arte universal y a veces uno se asemeja mas a un director polaco o malayo que a uno colombiano o argentino. Y eso maravilloso.
¿Cuáles son tus próximos proyectos?
Estoy trabajando en dos proyectos. Uno es sobre un futbolista de equipo chico de cuarta división que debe retirarse del fútbol a los 34 anos y no sabe qué hacer con su vida. La otra película es acerca de unos niños entre 8 y 12 anos que tienen un programa de radio en su escuela.
Já foram anunciados os participantes das principais competições do 57o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha, tido como um dos eventos mais importantes no lançamento de novos títulos do cinema latino.
Com programação de 18 a 26 de setembro, o festival selecionou para sua seção “Horizontes Latinos” 13 títulos, todos obrigatoriamente inéditos na Espanha (alguns já passaram por festivais importantes, outros são estréias). No total, serão 35.000 euros em prêmios para os vencedores.
Os competidores são: “Sin nombre”, de Cary Joji Fukunaga, uma co-produção México-Estados Unidos que ganhou no último Festival de Sundance o prêmio a melhor diretor, “El árbol”, de Carlos Serrano Azcona (Espanha-México), “Contracorriente”, de Javier Fuentes-León (Peru-Colômbia-França-Alemanha), “Ilusiones ópticas”, de Cristián Jiménez (Chile-Portugal-França), “La invención de la carne”, de Santiago Loza (Argentina), “Perpettum Mobile”, de Nicolás Pereda (México-Canadá), “Gigante”, de Adrián Biniez (Uruguay), “Los viajes del viento”, de Ciro Guerra (Colômbia-Argentina-Alemanha-Holanda), “Daniel y Ana”, de Michel Franco (México-Espanha), “Huacho”, Alejandro Fernández Almendras (Chile-França-Alemanha), “El último verano de La Boyita”, de Julia Solomonoff (Argentina), “Marea de arena”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina), e “Francia (no necesitamos a nadie), de Israel Adrián Caetano.
Já o prêmio Kutxa-Novos Diretores, que corresponde a 90 mil euros que devem ser divididos entre o diretor e o importador espanhol do filme vencedor, será disputado por 14 concorrentes, entre os quais três são latinos. São eles: “77 Doronship”, segundo longa de Pablo Agüero (“Salamandra”), la uruguaya “El cuarto de Leo”, de Enrique Buchichio, e “Norteado”, co-produção México-Espanha dirigida por Rigoberto Perezcano. Todos foram selecionados para a seção Cine en Construcción entre 2008 e 2009.
Acontece no Festival de Cinema de Veneza, de 3 a 12 de setembro, a estréia mundial o primeiro longa do diretor colombiano Jorge Navas (“Calicalabozo”), “La sangre y la lluvia”.
O filme, que conta a história de um amor impossível, retratando as ruas de uma Bogotá noturna, participa da seção “Leão do Futuro – Prêmio Luigi di Laurentiis”, na qual competem “novos talentos” de todo o mundo.
Segundo Navas, que é de Cali e começou sua carreira na televisão, “este é um retrato simbólico, filmado em locações reais a partir de sentimentos reais, buscando o lírico e o elementar a partir do cinematográfico, procurando ao mesmo tempo criar perguntas e sensações que indaguem sobre o presente, a esperança ou a desesperança, sem pretender lançar um juízo moral ou uma conclusão final”.
Veja acima algumas imagens do filme e, aqui, um perfil em vídeo do diretor.
Terminou no último sábado, 15 de agosto, a 13ª edição do Festival Internacional de Cinema de Lima, cujas atividades foram marcadas pela ilustre presença da atriz francesa Isabelle Huppert (que ganhou um longo e já famoso discurso do diretor do evento, Edgar Saba).
O prêmio ao melhor filme ficou com o chileno “La nana”, de Sebastián Silva, e a menção especial do jurado, com o uruguaio “Gigante”, de Adrián Biniez. A peruana Magaly Solier (por “La teta asustada”) e o uruguaio Daniel Hendler (“Los paranóicos”) foram eleitos os melhores atores do ano.
Entre outros troféus importantes, está o de melhor roteiro para o filme uruguaio “Mal día para pescar”, de Álvaro Brechner e Gary Piquer, melhor fotografia para o brasileiro Lula Carvalho por sua participação em dois títulos que competiram no evento (“A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele, e “Feliz Natal”, de Selton Mello), e melhor documentário para o mexicano “Los herederos”, de Eugenio Polgovsky.
Pablo Stoll, que co-dirigió al lado del ya fallecido Juan Pablo Rebella “Whisky”, la película uruguaya de mayor repercusión internacional en los últimos años, trabaja actualmente en dos largometrajes a la vez: “Hiroshima” (foto), una película “muda y musical” que será estrenada en el Festival de Cine de Toronto, en septiembre, y “3”, que recibió distintos estímulos para su producción.
En entrevista exclusiva a La Latina, el cineasta uruguayo comentó sus proyectos y la ley de cine recién lanzada en Uruguay. A continuación.
¿Cómo surgió la idea de hacer “Hiroshima” y en qué consiste la película, que defines como “muda y musical”?
La idea de “Hiroshima” fue retratar un día en la vida de mi hermano Juan Andrés, un pibe muy callado que canta en una banda de rock ultra-under de Montevideo. La idea de hacerla al estilo del cine mudo surgió porque me pareció una idea cinematográfica adecuada para contar el mundo del personaje. Es, a su vez musical , porque Juan escucha música todo el tiempo y es una parte muy importante de su vida. Es una película muy lúdica. Además tiene humor, acción, sexo, fútbol y rock’n roll. Si no fuera muda sería un éxito de taquilla.
¿Qué premios y ayudas recibió “3”, tu otro largometraje? ¿En qué fase se encuentra la película?
Con 3 estamos empezando. Ahora estamos haciendo el casting y paralelamente seguimos buscando financiación, presentando a fondos y hablando con posibles co productores. Hasta ahora ha obtenido el FONA en Uruguay, el World Cinema Fund del festival de Berlín, dos fondos regionales alemanes (NRW y Hamburgo) y está pre vendida a ZDF/Arte.
¿Qué expectativas tienes respeto al estreno comercial de estas dos películas?
Generalmente no tengo expectativas al respecto de lo desempeños comerciales de las películas. De tenerlas, debería hacer otro tipo de películas o hacer algún tipo de cálculo a la hora de empezar un proyecto que sinceramente no hago ni nunca hicimos cuando trabajábamos con Juan. Por supuesto que quiero que las vea la mayor cantidad de gente posible, pero soy conciente de las limitaciones que tiene el cine que me gusta hacer y el que me gusta ver.
Formas parte de un grupo de cineastas uruguayos que se reúne para discutir el rumbo del cine hecho en Uruguay. ¿En qué consiste esa asociación?
No es una asociación, es decir no tenemos estatutos ni estamos tramitando personería jurídica, ni nada de eso. Solamente somos un grupo de directores/guionistas que nos venimos juntando en un bar los viernes para hablar de cine y de las políticas cinematográficas que nos afectan. Aprovechando una iniciativa del ICAU (Instituto del Cine y el Audiovisual de Uruguay) abierta a que la gente participara con ideas sobre el llamado a concurso del próximo año, hicimos un documento que le entregamos al director, Martín Papich. Más allá de esos temas circunstanciales, nos interesa generar una reflexión sobre los derechos de autor de las obras audiovisuales, que por ahora no están protegidos en Uruguay, por ejemplo de otros temas que atañen a los guionistas/directores.
¿Qué opinas de la ley de cine de Uruguay, lanzada el año pasado?
Opiniones todos tenemos. Hay un dicho americano muy popular y muy guarango sobre el asunto que viene muy bien al caso, pero que no voy a citar. La discusión sobre la ley en este momento es qué se puede mejorar de ella y hay muchas cosas para mejorar. También es bueno recordar que la mayor parte de la producción cinematográfica uruguaya se hizo sin el amparo de una ley.
¿Tus proyectos son en su mayoría coproducciones. Cuáles son los países con los que más produces y por qué?
Mis proyectos hasta ahora fueron muy variados. “25 watts” no fue una co producción, “Whisky” fue una co producción financiera con España y Alemania y oficial con Argentina, “Hiroshima” es una coproducción privada con Colombia, España y Argentina, “3” ya es coproducción con Alemania y supongo que los será con Argentina. En todos estos casos, así como en “La Perrera”, “Acné” y “Gigante”, estamos hablando casi siempre de la misma gente, o sea, empresas con las que tenemos un pasado en común y una amistad con sus gentes. Ese es el factor principal que facilita nuestras coproducciones.
¿En tu opinión, las coproducciones han aumentado en América Latina en los últimos años?
Creo que el cine latinoamericano vive de las coproducciones. Eso es sin duda un arma de doble filo, hay límites y hay que romperse la cabeza para no cruzarlos y terminar con dos actores españoles haciendo de indios peruanos, por ejemplo. Eso pasa más de lo necesario, y es una lástima.
Pablo Stoll, que co-dirigiu ao lado do já falecido Juan Pablo Rebella “Whisky”, o filme uruguaio de maior repercussão internacional nos últimos anos, está atualmente trabalhando em dois longas-metragens ao mesmo tempo: “Hiroshima” (foto), um filme “mudo e musical” que estréia no Festival de Cinema de Toronto, em setembro, e “3”, que recebeu diferentes estímulos para sua produção.
Em entrevista exclusiva para La Latina, o cineasta uruguaio comentou seus projetos e a lei de cinema recém-lançada no Uruguai. Confira.
Como surgiu a ideia de fazer “Hiroshima” e em que consiste o filme, que você define como “mudo e musical”?
A ideia de “Hiroshima” foi retratar um dia na vida do meu irmão Juan Andrés, um menino muito calado que canta em uma banda de rock ultra underground de Montevidéu. Decidi fazê-la ao estilo do cinema mudo porque me pareceu uma ideia cinematográfica adequada para contar o mundo do personagem. É, ao mesmo tempo, musical, porque Juan escuta música o tempo todo, e isso é uma parte muito importante de sua vida. É um filme muito lúdico. Além do que, tem humor, ação, sexo, futebol e rock’n roll. Se não fosse muda, seria um sucesso de bilheteria.
Que prêmios e ajudas recebeu “3”, seu outro longa? Em que fase está o filme?
Com “3”, estamos no começo. Agora é a fase de casting e, em paralelo, continuamos buscando financiamento, apresentando o projeto a fundos e conversando com possíveis co-produtores. Até agora, ganhou o FONA no Uruguay, o World Cinema Fund do Festival de Berlim, dois fundos regionais alemães (NRW e Hamburgo) e está pré-vendida para a ZDF/Arte.
Que expectativas você tem em relação à estréia comercial desses dois filmes?
Geralmente, não tenho expectativas em relação aos desempenhos comerciais dos filmes. Se tivesse, deveria fazer outro tipo de filmes ou então fazer algum tipo de cálculo na hora de começar um projeto, que sinceramente nunca faço e tampouco fazia quando trabalhava com Juan [Pablo Rebella]. Claro que quero que sejam vistos pela maior quantidade de pessoas possível, mas sou consciente das limitações que tem o cinema que gosto de fazer e daquele que gosto de ver.
Você é parte de um grupo de cineastas uruguaios que se reúne para discutir o rumo do cinema feito no Uruguai. Em que consiste essa associação?
Não é uma associação, ou seja, não temos estatutos, nem pessoa jurídica, nem nada disso. Só somos um grupo de diretores e roteiristas que se reúne em um bar às sextas-feiras para falar de cinema e das políticas cinematográficas que nos afetam. Aproveitando uma iniciativa do ICAU (Instituto de Cinema e Audiovisual do Uruguai), aberta às pessoas que queiram participar com idéias sobre o edital do próximo ano, fizemos um documento que foi entregue ao diretor, Martin Papich. Além desses temas circunstanciais, nos interessa gerar uma reflexão sobre os direitos de autor das obras audiovisuais, que por enquanto não estão protegidos no Uruguai.
Qual é sua opinião sobre a lei de cinema uruguaia, lançada no ano passado?
Opiniões todos temos. Existe um ditado americano muito popular e mal educado sobre o assunto, que vem muito bem ao caso, mas que não vou a citar. A discussão sobre a lei neste momento é que pode ser melhorada e que há muitas coisas que melhorar. Também é bom lembrar que a maior parte da produção cinematográfica uruguaia se fez sem o amparo de uma lei.
Seus projetos são, em sua maioria, co-produções. Quais são os países com os que você mais produz e por quê?
Meus projetos até agora foram muito variados. “25 Watts” não foi uma co-produção, “Whisky” foi uma co-produção financeira com Espanha e Alemanha e oficial com a Argentina, “Hiroshima” é uma co-produção privada com Colômbia, Espanha e Argentina, “3” já é uma co-produção com a Alemanha e suponho que também com a Argentina. Em todos esses casos, assim como com “La perrera”, “Acné” e “Gigante”, estamos falando quase sempre da mesma gente, ou seja, empresas com as quais temos um passado comum e uma amizade com as pessoas que nelas trabalham. Esse é o fator principal que facilita nossas co-produções.
Em sua opinião, as co-produções aumentaram na América Latina nos últimos anos?
Acho que o cinema latino-americano vive das co-produções. Isso é uma faca de dois gumes: há limites e é preciso quebrar a cabeça para não rompê-los e terminar com dois atores espanhóis fazendo papéis de índios peruanos, por exemplo. Isso acontece mais do que o necessário, e é uma pena.
Estreou nas salas comerciais da Colômbia na última quinta-feira, 6 de agosto, o filme colombiano “La pasión de Gabriel”, de Luis Alberto Restrepo (diretor de duas bem-sucedidas séries da TV colombiana, “El cartel de los sapos” e “Sin tetas no hay paraíso”), que conta a trajetória de um sacerdote obcecado com a justiça e apaixonado por uma mulher.
Restrepo foi também co-roteirista com Diego Vásquez, autor da idéia original – que já gerou controvérsias na Colômbia por retratar um sacerdote que bebe, fuma e não se sente atormentado por ter uma namorada.
“La pasión de Gabriel” recebeu mais de 700 milhões de pesos em diferentes categorias de editais do Ministério de Cultura colombiano. Foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e o para o Festival de Cinema de Guadalajara, onde teve sua estréia internacional e recebeu o prêmio de melhor ator para Andrés Parra (“El amor en los tiempos del cólera), que vive o protagonista.
O BNDES aprovou um financiamento de 3,9 milhões de reais, dentro do Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual (Procult), à Conspiração Filmes S/A, para a co-produção de “Lope” – filme sobre o poeta madrilenho Lope de Veja, que está sendo realizado entre Brasil e Espanha com um orçamento total de 35,6 milhões de reais.
Desse valor, 7,2 milhões cabem aos investidores brasileiros da Conspiração (incluídos os recursos do BNDES), e o restante (R$ 28,3 milhões) virá dos seis parceiros espanhóis: Antena 3 Films (empresa do principal grupo de Comunicação da Espanha, o Antena 3); Ikiru Films (empresa dirigida pelo produtor e escritor Edmon Roch); El Toro (dirigida por Jodi Gasul, profissional de cinema com longa carreira); Grupo Intereconomia (um dos principais conglomerados de Comunicação da Espanha); Tele Madrid (Canal de TV de Madri, de programação educativa) e ICCA (Instituto de La Cinematografia y de las Artes Visuales, equivalente à Ancine da Espanha).
Com sua participação no financiamento do filme, no âmbito de uma parceria com grandes empresas de atuação mundial, o BNDES fortalece o apoio a projetos de cinema, que considera um setor prioritário, e espera um retorno que será desvinculado da bilheteria, o que elimina importante fator de risco. Espera-se que o projeto contribua para a geração de 300 novos postos de trabalho.
“Lope” (título provisório), sobre o escritor Félix Lope de Vega y Carpio, retrata a vida do dramaturgo espanhol que é considerado o fundador da Comédia Espanhola – "La Comedia Nueva" – do chamado "Siglo de Oro" da cultura espanhola, entre os séculos XVI e XVII. O filme, que foi filmado entre Espanha e Marrocos e atualmente se encontra em fase de pós-produção, tem direção de Andrucha Waddington e traz no elenco Sonia Braga e Selton Mello.
No Brasil, a distribuição será realizada pela Warner Bros, que está entre as maiores do mundo. Na Espanha e nos demais países, a distribuição será da Fox Films.
Saiu o trailer de “The burning plain”, o primeiro filme dirigido pelo escritor e roteirista mexicano Guillermo Arriaga, autor dos roteiros de “Amores perros”, “21 gramas” e “Babel”, ambos filmados por Alejandro Gonzáles Iñárritu. O debut de Arriaga, exibido pela primeira vez na edição passada do Festival de Veneza, estreará comercialmente nos Estados Unidos em setembro e conta com um elenco de primeira, encabeçado por Charlize Teron e que conta também com Kim Basinger, Joaquim de Almeida e Robin Tunney. Veja!
:: Vencedores do 19o Cine Ceará
O Cine Ceará anunciou na noite de ontem, 4 de agosto, os vencedores de sua 19a edição. No destaque: “Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmonte, ficou com o prêmio de melhor longa, direção e montagem (de longa), enquanto “Os Sapatos de Aristeu”, de René Guerra, foi eleito o melhor curta.
O Júri da ‘Mostra Competitiva de Longa-metragem’ foi presidido por Wilson Cunha e composto por Steve Solot, Settimio Presutto, Beatriz Bermudez e Gianfranco Annichini. Já o Júri da ‘Mostra Competitiva de Curta-metragem’ foi presidido por Esdras Rubim e composto por José Acevedo, Lis Kogan, Nirton Venancio e Silvio Toledo.
Já começou a contagem regressiva para a 66ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontece de 2 a 12 de setembro e, junto com Cannes e Berlim, forma a tríade dos festivais internacionais de primeira linha.
A presença latina na competição oficial é nula, deixando pleno espaço para filmes europeus (dos quais quatro são italianos) e norte-americanos (seis títulos dos Estados Unidos competem este ano). No destaque da corrida pelo Leão de Ouro, estão novos filmes de diretores reconhecidos, como Werner Herzog, polêmicos, como Michael Moore, e que representam jovens talentos estabelecidos, como Fatih Akin – além de uma presença latina indireta, que é o filme de Oliver Stone sobre o presidente venezuelano Hugo Chávez. São 24 competidores no total, sob a decisão do júri presidido pelo cineasta espanhol Pere Portabella.
Mas, se Leão de Ouro não tem para a América Latina, a região está bem representada em seções paralelas do festival, como é o caso da “Horizontes”, focada em propostas narrativas novas ou até experimentais. Dela participarão, por exemplo, os brasileiros "Insolação" de Daniela Thomas e Felipe Hirsch, e "Viajo porque preciso, volto porque te amo", de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes.
O primeiro, quarto longa de Thomas e estréia no cinema de Hirsch, é sobre inspirado em contos de autores russos do século XIX e tem roteiros da dupla norte-americana Will Eno e Sam Lipsyte. Já o segundo mistura imagens documentais e ficção, acompanhando um geólogo (Irandhir Santos) pelo sertão nordestino. Entre os 23 filmes que disputam o Leão de Ouro, está o novo de Oliver Stone, sobre o presidente venezuelano Hugo Chávez.
A lista latina da “Horizontes” se completa com o filme peruano “Paraíso”, do jovem diretor Héctor Gálvez, representando o primeiro longa do Peru a participar de uma das seções de Veneza. A história de “Paraíso”, ambientada nos bairros periféricos de Lima, conta as vicissitudes de um grupo de amigos tentando encontrar um rumo para suas vidas. Saiba mais sobre o filme em seu site oficial.
Veja mais filmes selecionados para Veneza este ano no site do festival.
De 3 a 7 de agosto o cinema brasileiro tomará a cidade de Nova York com a celebração do 7º Cine Fest Petrobras Brasil-NY, evento que levará à Big Apple cerca de 15 títulos do cinema brasileiro recente.
Os filmes que fazem parte da competição são: “In Therapy”, de José Alvarenga Jr., “Romance”, de Guel Arraes, “Budapest”, de Walter Carvalho, “Loki - Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle, “The Herb of The Rat”, de Julio Bressane, “Favela On Blast”, de Leandro HBL e Wesley Pentz (DJ Diplo), “Saens Peña Square”, de Vinicius Reis, “Threshold”, de Rafael Conde, “Wandering Heart”, de Fernando Grostein Andrade, “The Ballroom”, de Laís Bodanzky, “Simonal, você não sabe o duro que dei”, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, “Hotxuá”, de Letícia Sabatella e Gringo Cardia, e “Veronica”, de Maurício Farias.
Também serão projetados paralelamente “Se eu fosse você 2”, de Daniel Filho, e “Fumando espero”, de Adriana L. Dutra.
Organizado pela Inffinito, o Cine Fest Brasil é um evento que viaja por várias cidades, entre elas Milão, Nova York, Madrid, Roma e Barcelona. O festival acontecerá no Central Park e nas salas do Tribeca. Mais no site.
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