Sexta, 12 de Setembro de 2008
Entrevista: Claudia Llosa fala de seus filmes e de cinema peruano

Diretora e roteirista de Madeinusa, sucesso latino-americano de vários festivais em 2006, Claudia Llosa é o principal nome da renovação pela qual passa o cinema peruano. Nascida em Lima, vive hoje em Barcelona, de onde toca seus projetos – entre eles, seu segundo longa-metragem, La teta asustada, que deverá estrear em festivais no começo de 2009.

Confira a entrevista exclusiva para La Latina e LatAm Cinema.

De onde saiu a idéia para escrever seu primeiro filme, Madeinusa, que a projetou internacionalmente ao aparecer em vários festivais?

Para Madeinusa não houve ponto de partida claro. Foi um acúmulo de coisas. Eu vivia no Peru ainda e sentia uma ansiedade de me conectar com o meu país, questionando muitos aspectos pessoais. A coisa do pecado durante a semana santa era algo que sondava minha cabeça, assim como as várias festividades peruanas que vi quando criança. Quis tocar uma série de arestas dramáticas que me interessavam. A premissa de uma cidadezinha onde tudo pode acontecer sem remorso veio para mim como um flash, quando estava fazendo um mestrado em roteiro em Madrid. Depois sim comecei o processo mais lento de construir os personagens e terminar de elaborar a história...

O filme circulou comercialmente no exterior? Quantos espectadores o viram?

Foi vendido a 27 países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos, principalmente. Para alguns em película, para outros em DVD, e em épocas de lançamento diferente. Em alguns lugares, o filme vai estrear ainda. No Peru, teve 85 mil espectadores em sala, o que é um feito para um filme nacional, e se estima que 500 mil cópias piratas foram vendidas. Ah, e também estreou na televisão. No mercado internacional, não tenho os números de espectadores... Mas o DVD original foi lançado em versões diferentes nos Estados Unidos, na Espanha e na Suíça. O que eu considero mais interessante de tudo é que no Peru e no Equador, em especial, o filme gerou um enorme debate, por estar relacionado às comunidades indígenas e ao tema da religião.

Você terminou em março de rodar seu segundo longa, La teta asustada. É uma história bastante peruana e também bem feminina, assim como Madeinusa. É esse seu estilo de contar as histórias ou seria algo precipitado de se afirmar?

Esses filmes têm a ver com meu momento de vida, com coisas que estão imersas em mim. Não que estejam focados nessas características. Em determinados momentos da nossa vida, sentimos a necessidade de falar de determinados temas. Não busco um estilo. Madeinusa e La teta são projetos extremamente distintos. Na verdade, representam coisas que eu tinha no tinteiro e precisava dizer. Espero deixar uma marca pessoal, mas que não seja evidente. Duvido que quando tenha 40 anos vou fazer o mesmo tipo de cinema que faço hoje.

Qual é a agenda de La testa asustada nos próximos meses?

Estamos retocando a última edição, e a editora de som já entrou no processo. Acredito que no final de novembro estará terminada. A idéia, no começo do ano que vem, é apresentá-lo em festivais. A estréia comercial, obviamente, só será definida depois dessa etapa... È nesses momentos que o filme consegue sair na imprensa, fechar acordos de distribuição e melhores oportunidades. Eu podia estreá-lo de uma vez no Peru, mas só iam vê-lo minha mãe mais uns quatro amigos!

O que você opina do cinema no Peru?

Acho que o Peru vive hoje um momento bonito, esperançoso... Economicamente e culturalmente, as pessoas estão olhando para o futuro, com uma imagem muito positiva de si mesmos. Já houve um incremento no ofício cinematográfico, ou seja, mais profissionais especializados estão aparecendo, o que ajuda para que haja mais filmes e mais discursos. Até muito pouco tempo, era raro que dois filmes peruanos estreassem simultaneamente no país ou em festivais. Hoje, isso acontece e é positivo: os filmes se ratificam e falam “bem” do cinema nacional. Por outro lado, há muito que aprender. A lei de cinema também precisa ser revista. Há um único prêmio do Estado, e todos competem por ele.

O que você opina do sistema de estímulos estatais ao cinema? É o único caminho para produzir e exibir filmes na América Latina?

Em todo o mundo, não só na América Latina. Na Europa, por exemplo, o cinema depende completamente do Estado. Assim como o esporte. É preciso investir... Acredito muitíssimo na ajuda estatal, que é importante para a saúde do cinema de um país. Cito um exemplo. Quando decidimos enviar Madeinusa para a seleção estrangeira do Oscar, tivemos que bancar do nosso próprio bolso a cópia da película, o envio e tudo o mais. Não tínhamos dinheiro para promover nenhuma exibição aos críticos e membros da Academia. Na Espanha, têm não sei quantos mil euros só para investir na divulgação para o Oscar. No Peru, não há qualquer apoio, e o pouco que há não alcança pra todo mundo. Sem investimento, os filmes não são feitos e não aparecem. Não tanto porque o público não aprecie o cinema de autor, por exemplo, mas porque há tanta informação hoje, que não há espectadores para tantos filmes. As salas que querem estrear Batman, porque é isso que paga suas contas, são obrigadas a comprar várias cópias em película e não uma. Que fazem com essas cópias depois? Programam... Além disso, a questão do apoio estatal tem a ver com a cota de tela para o cinema nacional. Com a invasão de filmes hollywoodianos, é o que permite que as pessoas vejam seu próprio cinema. Acredito tanto na liberdade, como na proteção. O equilíbrio entre essas duas coisas é que tem que ser saudável.

Você comentou que fez um mestrado em roteiro na Espanha. Foi uma experiência realmente útil?

Para mim, foi essencial. Eu estudei Comunicação na faculdade, porque não existia curso universitário de cinema no Peru. Acho que até hoje não existe, pelo menos não para terceiro grau. No fim, eu tinha experiência em várias coisas, mas não tinha nível técnico em nada. O mestrado especializado em roteiro me deu uma técnica importante. Melhorei muitíssimo. Por outro lado, foi uma experiência de um ano, tampouco era o mestrado de mais alta categoria... O cinema é muito técnico, em qualquer uma de suas áreas. Por isso, é da prática que se aprende. Fez muito bem para mim, assim como as oficinas da Fundação Carolina e de Sundance, pelos quais passei com o roteiro de Madeinusa.

Faz seis anos que você está em Barcelona. Por que a Espanha e não o Peru?

Vim para cá estudar e terminei ficando, porque minha vida pessoal foi se organizando dessa maneira. Eu tinha o objetivo de aprender e só, mas hoje estou construindo uma família aqui. Sou obrigada a assumir que é um sacrifício. Por outro lado, tive recompensas por esses sacrifícios, então fiquei.

Você já sabe quais são seus próximos projetos?

Já estou escrevendo meu terceiro longa... Depois, há um possível projeto para a televisão espanhola em andamento, além de um curta-metragem para um centro cultural aqui de Barcelona, para ser rodado no Peru.

Visite o site do filme La teta asustada.

Por Camila Moraes

 
   
 Sexta, 12 de Setembro de 2008
Entrevista: Claudia Llosa habla de sus películas y de cine peruano

Directora y guionista de Madeinusa, éxito latinoamericano de varios festivales en 2006, Claudia Llosa es el principal nombre de la renovación que vive el cine peruano. Nacida en Lima, vive hoy en Barcelona, desde donde gestiona sus proyectos – entre ellos, su segundo largometraje, La teta asustada, que deberá estrenarse en festivales en el comienzo de 2009.

A continuación, la entrevista exclusiva de Claudia para La Latina y LatAm Cinema.

¿De donde salió la idea para escribir tu primera película, Madeinusa, que te proyectó internacionalmente siendo exhibida en varios festivales?

Para Madeinusa no hubo punto de partida claro. Fue un cúmulo de cosas. Yo vivía en Perú todavía y sentía una ansiedad por conectarme con mi país, cuestionando muchas cosas personales. La cosa del permiso durante tiempo santo era algo que andaba por mi cabeza, igual que las varias festividades peruanas a que he asistido desde niña. Quise tocar una serie de aristas dramáticas que me interesaban. La premisa de un pueblo donde todo puede suceder sin remordimiento vino para mí como un flash, cuando estaba haciendo la maestría en guión en Madrid. Después, sí, empecé el proceso más lento de construir personajes y terminar de elaborar la historia…

¿La película circuló comercialmente en el exterior? ¿Cuántos espectadores la vieron?

Fue vendida a 27 países entre América Latina, Europa y Estados Unidos, principalmente. Para algunos, en película, para otros, en DVD, y en distintos momentos de lanzamiento. En algunos lugares, la película no se ha estrenado todavía. En Perú, tuvo 85 mil espectadores en las salas, lo que es un éxito para una película nacional, y se estima que 500 mil copias piratas fueron vendidas. Y estrenó también en televisión. En el mercado internacional, no tengo los números de espectadores… Pero el DVD original fue lanzado en versiones locales en Estados Unidos, España y Suiza. Sin embargo, lo que yo considero más interesante es que en Perú y en Ecuador, sobre todo, la película generó un enorme debate, por estar relacionada a las comunidades indígenas y al tema de la religión.

Terminaste en marzo de rodar tu segundo largo, La teta asustada. Es una historia bastante peruana y a la vez femenina, igual que Madeinusa. ¿Es ese tu estilo de contar historias o sería precipitado decirlo?

Esas películas tienen que ver con mi momento de vida, con cosas que están inmersas en mí. No que estén enfocadas en estas características. En determinados momentos de la vida de uno, uno siente la necesidad de hablar de determinados temas. No busco un estilo. Madeinusa y La teta son proyectos extremadamente distintos. En realidad, representan cosas que yo tenía en el tintero y necesitaba decir. Espero dejar un rastro, pero que no sea demasiado evidente… Dudo que haga lo mismo que hago hoy cuando tenga 40 años.

¿Cuál es la agenda de La teta asustada en los próximos meses?

Estamos retocando el último montaje, y la editora de sonido ya entró a trabajar. Creo que al final de noviembre estará lista. La idea, para el comienzo del año que viene, es presentarla en festivales. El estreno comercial, por supuesto, sólo será definido después de esta fase… Es en estos momentos que la película se consigue más prensa y mejores oportunidades. ¡Si la estrenara de una en mi país, probablemente sólo mi mamá más cuatro amigos irían a verla!

¿Qué opinas sobre el cine en Perú?

Creo que Perú vive hoy un momento bonito, esperanzador… Económicamente y culturalmente, las personas están mirando hacia el futuro, con una imagen muy positiva de si mismas. Ya hubo un incremento en el oficio cinematográfico, o sea, más profesionales especializados están apareciendo, lo que ayuda para que haya más películas y más discursos. Hasta muy poco tiempo, era raro que dos películas estrenaran simultáneamente en Perú o en festivales. Hoy eso pasa y es algo positivo: las películas se ratifican y hablan “bien” del cine nacional. Por otro lado, hay mucho que aprender. La ley de cine también tendría que ser revista. Hay un único premio del Estado en el Perú, y todos compiten por ello.

¿Qué opinas del sistema de estímulos estatales al cine? ¿Es el único camino que hay para producir y exhibir películas en América Latina?

En todo el mundo, no sólo en Latinoamérica. En Europa, por ejemplo, el cine depende totalmente del Estado. Igual que el deporte. Es necesario invertir… Creo muchísimo en la ayuda estatal, que es importante para la salud del cine de un país. Doy un ejemplo. Cuando enviamos Madeinusa para participar de la selección de películas extranjeras del Oscar, tuvimos que pagar de nuestro bolsillo la copia de la película, el envío y todo lo demás. No teníamos plata para promover ninguna exhibición para críticos y miembros de la Academia. En España, tienen no sé cuanto de plata sólo para invertir en la divulgación para el Oscar. En Perú, no hay cualquier apoyo, y lo poco que hay no alcanza para todos. Sin inversión, las películas no se hacen y no aparecen. No tanto porque al público no le guste el cine de autor, por ejemplo, sino porque hay tanta información hoy, que no hay espectadores para tantas películas. Las salas que quieren estrenar Batman, porque eso es lo que paga sus cuentas, son obligadas a comprar varias copias de la película y no una. ¿Qué hacen con esas copias después? Las programan. Además, la cuestión del apoyo estatal tiene que ver con la cuota de pantalla para el cine nacional. Con la invasión de películas hollywoodenses, eso es lo que permite que las personas vean su propio cine. Creo tanto en la libertad, como en la protección. El equilibrio entre las dos cosas es que tiene que ser saludable.

Dijiste que hiciste una maestría en guión en España. ¿Fue una experiencia realmente útil?

Para mí, fue esencial. Estudié Comunicación en la universidad, porque no existía curso de cine en Perú. Creo que hasta hoy no existe, por lo menos no en nivel universitario. Al final, yo tenía experiencias en varias áreas, pero ningún conocimiento técnico. La maestría en guión me dio una técnica importante. Mejoré muchísimo. Por otro lado, fue una experiencia de un año, tampoco era una maestría de alta categoría… El cine es muy técnico, en cualquier una de sus ramas. Por eso, es de la práctica que uno aprende. Me hizo muy bien, igual que los talleres de la Fundación Carolina y de Sundance, por los cuales pasé con el guión de Madeinusa.

Hace seis años que estás en Barcelona. ¿Por qué España y no Perú?

Vine acá a estudiar y terminé quedándome, porque mi vida personal se fue organizando de esta manera. Yo tenía el objetivo de aprender, no más, pero hoy estoy montando una familia acá. Debo decir que es un sacrificio. Por otro lado, hubo recompensas por esos sacrificios, entonces me quedé.

¿Ya tienes próximos proyectos?

Ya estoy escribiendo mi tercer largo… Después, hay un posible proyecto para la televisión española en andamiento, además de un cortometraje para un centro cultural aquí de Barcelona, para ser rodado en el Perú.

Visita la página de la película La teta asustada.

Por Camila Moraes

 Terça, 09 de Setembro de 2008
Cacá Diegues e cinema mexicano em retrospectiva no Memorial

Além de hospedar o Festival de Cinema Latino de São Paulo durante o mês de julho, o Memorial da América Latina funciona como um espaço permanente de exibição de filmes feitos do México à Argentina, sempre com entrada franca.

Em setembro, a instituição anuncia a criação do Cine Conexões, um programa de filmes projetados em formato digital (no suporte DVD), sempre às sextas-feiras às 19h. Neste primeiro mês, o tema do projeto é uma retrospectiva da obra de Cacá Diegues (veja programação do dia 12 em diante abaixo).

Outro evento permanente na casa é a Mostra de Filmes do Acervo da Biblioteca do Memorial, que neste momento está apresentando uma retrospectiva do cinema mexicano. A mostra inclui de películas antigas, como Tepeya, de 1917, El tren fantasma (1927), Viva México (1931), a produções recentes, como Amores brutos (2000) e Como água para chocolate (1992). As sessões são de terça a sexta, 12h e 15h, e aos sábados, 12h30.

Programação do Cine Conexões

Um trem para as estrelas (1986). Dia 12, sexta, 19h.

Tieta (1996). Dia 19, sexta, 19h.

Bye Bye Brasil (1979). Dia 26, sexta, 19h.

Sessão especial: no domingo, 28 de setembro, serão exibidos dois documentários, produzidos pela TAL – Televisão América Latina – para a série “Os latino-americanos”. São eles Os argentinos, de Luis Esnal (2006, 54 min.), e Os bolivianos, de Verônica Córdova (2008, 52 min.). Dia 28, 15h.

Mais informações e sinopses no site www.memorial.sp.gov.br.

 Segunda, 08 de Setembro de 2008
Corto mexicano premiado en Venecia

La 65ª Muestra de Cine de Venecia terminó este sábado, 06.09, premiando en su principal categoría el último filme presentada en la competencia por el León de Oro: The wrestler, película sobre un combatiente de lucha libre realizada por el norteamericano Darren Aronofsky.

Ni la representación brasileña con más oportunidades en el festival (Birdwatchers, la historia de un enfrentamiento entre indios y dueños de haciendas en Brasil, dirigida por el ítalo-chileno Marco Bechis), ni la única película argentina presente en el festival (Una semana solos, de Celina Murga), que agradó el público, consiguieron garantizar premios para el cine latino.

Pero un corto mexicano sí: Tierra y pan, de Carlos Armella, se llevó el principal galardón de la muestra Corto cortíssimo. Según el jurado, formado por Amos Poe, Gianni Rondolino y Joana Vicente, “en pocos minutos y en un solo espacio, el autor consiguió contar una historia dramática sobre sufrimiento y soledad, explorando al máximo las potencialidades narrativas de las imágenes cinematográficas”.

En una rueda de prensa, el cineasta vencedor (foto) afirmó que las autoridades mexicanas de cine no quisieron apoyarlo cuando él pidió ayuda al Instituto Mexicano de Cine para la postproducción de su obra. 

Armella, que estudió cine en México y en Inglaterra, dijo que Tierra y pan – que dura 8 minutos, fue filmado en un día, sin diálogo y a partir de imágenes fijas – es un “reflejo de lo que es la miseria y la pobreza en México”. El mexicano fue premiado en 2005 por su documental Toro negro en el Festival de San Sebastián, en España (trailer abajo).

 Segunda, 08 de Setembro de 2008
Curta mexicano premiado em Veneza

A 65ª Mostra de Cinema de Veneza terminou neste sábado, 06.09, premiando em sua principal categoria o último filme a ser apresentado na competição pelo Leão de Ouro: The wrestler, sobre um combatente de luta livre realizado pelo norte-americano Darren Aronofsky.

Nem a representação brasileira com mais chances no festival (Birdwatchers, a história de um choque entre índios e fazendeiros no Brasil, dirigida pelo ítalo-chileno Marco Bechis), nem o único filme argentino presente na competição (Una semana solos, de Celina Murga), que agradou o público, conseguiram garantir prêmios para o cinema latino.

Mas um curta mexicano sim: Tierra y pan, de Carlos Armella, levou o principal troféu da mostra Corto cortíssimo. Segundo o júri, formado por Amos Poe, Gianni Rondolino e Joana Vicente, "em poucos minutos e num só espaço, o autor conseguiu contar uma história dramática sobre sofrimento e solidão, explorando ao máximo as potencialidades narrativas das imagens cinematográficas".

Em uma coletiva de imprensa, o cineasta vencedor (foto) afirmou que as autoridades mexicanas de cinema não quiseram apoiá-lo quando ele pediu ajuda ao Instituto Mexicano de Cinema para a pós-produção de sua obra. 

Armella, que estudou cinema no México e na Inglaterra, falou que Tierra y pan – que dura 8 minutos, foi filmado em um dia, sem diálogos e a partir de imagens fixas – é um "reflexo do que é a miséria e a pobreza no México". O mexicano já foi premiado em 2005 por seu documentário Toro negro no Festival de San Sebastián, na Espanha (veja o trailer abaixo).

 Sexta, 05 de Setembro de 2008
Entrevista: José Eduardo Ferrão, de Rain Digital

La ascensión del cine digital – y todas las ventajas que éste trae consigo, sobre todo la mayor amplitud de acceso por parte del público a los títulos, si se compara con lo que se ofrece hoy con el sistema de proyección en película –, depende, en una palabra, de tecnología.

Creada hace poco más de cinco años, la Rain – empresa 100% brasileña – es dueña de una tecnología propia para administrar, distribuir, exhibir y controlar contenidos digitales, llamada “Kinocast” – alternativa (y más barata) al modelo estipulado por los grandes estudios norteamericanos, conocido como DCI (Digital Cinema Initiative).

Hasta pocos días, lo que eran caminos casi opuestos para la expansión digital en Suramérica se volvió un sistema integrado, que ampliará todavía más la oferta de contenidos, además de facilitar la creación de salas y estimular la ocupación de las mismas en países como Brasil, Argentina y Colombia – para nombrar algunos lugares donde la empresa ya arrancó con su modelo de negocio.

La Latina habló con José Eduardo Ferrão, socio-fundador y director general de Rain.

La Latina – Rain nació en 2002 y hoy es pionera en tecnología de cinema digital en Brasil y en Suramérica. ¿Qué especialidades desarrolló la empresa para llegar donde está?

Ferrão – La clave de todo lo que hacemos en Rain es “acceso”. La gran cuestión de la industria de cine hoy es la falta de pantalla: faltan espacios para las películas y, por lo tanto, no hay acceso del público a estos contenidos. Por eso, creamos una tecnología propia para manejar y distribuir contenidos en ambiente digital y administrar espacios de exhibición. La publicidad, además del cine, fue un área que trabajamos fuertemente, con el objetivo de dar la posibilidad a anunciantes pequeños y medianos de pautar en la pantalla grande. Tenemos hoy 800 clientes de publicidad, de los cuales 60% nunca habían anunciado en el cine. Ellos representan, además, nuevos ingresos para las salas.

Ustedes acaban de anunciar una gran novedad que tiene que ver con la expansión del cine digital en Suramérica. ¿De qué se trata exactamente?

Una de las cuestiones centrales del mercado cinematográfico hoy es cómo traer de vuelta la gente a las salas de cine. En todas las partes del mundo, el cine está concentrado en las grandes ciudades, y las grandes salas son el foco de atención del distribuidor – mientras las pequeñas y las lejanas quedan olvidadas. Creemos que lo que puede traer de vuelta el crecimiento a todas las salas es el acceso a todos los tipos de contenido digital. El software de Rain está desarrollado pensando precisamente en variedad, pero hasta hoy trabajábamos con el cine brasileño y el cine independiente de todo el mundo. Lo que nos hacía falta era el contenido de los grandes estudios.

La novedad, por lo tanto, es un acuerdo internacional para la integración de fabricantes y tecnologías digitales que prevé la instalación de servidores de cine digital Doremi, que funcionarán con contenido de Rain. Doremi es la empresa líder del mercado internacional para proyección digital con parámetros DCI, estipulados por los estudios norteamericanos. En otras palabras, se creará una única red: nuestra solución integrada con la solución de los grandes estudios. La otra novedad es la adecuación de las salas para la exhibición de películas en 3D.

¿Cuál es la actual situación del cine digital en América Latina?

El mercado mexicano, por ejemplo, está muy conectado a lo que pasa en los Estados Unidos. Allá las negociaciones generalmente se dan a través de empresas norteamericanas. En términos suramericanos, hay hoy en el continente alrededor de 200 salas en nuestro formato, en un total de 5.000 salas. Los Estados Unidos poseen hoy alrededor de 4.800 salas con tecnología DCI (de las cuales un tercio está preparado para 3D) en un total de 38.000. En Europa tienen hoy 800 salas en un total de 25.000, pero ya han firmado recientemente un acuerdo para llegar a 8.000.

¿Cómo ves la evolución de la oferta de salas digitales en los próximos años en la región?

Para el año que viene se espera una evolución muy grande. Están bajando los precios de los proyectores y players digitales, lo que facilita la expansión digital. Antes eran más caros y hoy cuestan casi lo mismo que un proyector de 35 mm. Nuestra meta para Suramérica es abrir otras 150 salas digitales adaptadas para proyección 3D en 2009.

¿Cuáles son las principales características del sistema Kinocast, ofrecido por Rain?

Es un software desarrollado para administrar, distribuir, exhibir y controlar contenidos digitales. Está pensado para que cada sesión sea diferente, incluyendo la publicidad y los trailers. De esa manera, la exhibición funciona como una playlist, creada a partir de filtros cruzados de perfil de público y sala con el perfil de cada película, trailer y publicidad. El Kinocast 2.0, que lanzamos recientemente, es una versión mejorada de este software, que resolverá problemas internos de cada sesión, principalmente en la cuestión de los filtros.

¿Y cuál es el modelo de negocio propuesto por ustedes?

Todavía estamos estudiando un modelo de negocio que cobrará por sesión. El precio de cada sesión será dividido entre el distribuidor, que paga la mayor parte, la empresa que vende publicidad, que paga la menor (obviamente, por estar menos tiempo en pantalla), y el exhibidor. En este modelo, la Rain instala el equipo, que nos pertenece, y el exhibidor paga por su uso, sin tener que preocuparse con la manutención.

En Brasil, la apuesta por el cine independiente ha sido clave. ¿Por qué?

Cuando empezamos, descubrimos que solamente un 20 a 25% de la receta generada por el cine provenía de películas independientes, a pesar de que, en cantidad, son más las películas independientes que las de los grandes estudios. Como nuestro cliente siempre fue la película, entendimos que la apuesta debería ser por contenido variado. Lo que faltaba eran más pantallas para poder ampliar el acceso y, así, retomar el crecimiento de las salas y recuperar al público. En eso estamos…

 Sexta, 05 de Setembro de 2008
Entrevista: José Eduardo Ferrão fala sobre a nova fase da Rain

A ascensão do cinema digital – e todas as vantagens que ele traz consigo, sobretudo a maior amplitude de acesso por parte do público aos títulos, se se compara com o que é oferecido hoje com o sistema de projeção em película –, depende, uma palavra, de tecnologia.

Criada há pouco mais de cinco anos, a Rain – empresa 100% brasileira – é dona de uma tecnologia própria para administrar, distribuir, exibir e controlar conteúdos digitais, chamada “Kinocast” – alternativa (e mais barata) ao modelo estipulado pelos grandes estúdios norte-americanos, conhecido como DCI (Digital Cinema Initiative).

Até poucos dias, o que eram caminhos quase opostos para a expansão digital na América do Sul se tornou um sistema integrado, que ampliará ainda mais a oferta de conteúdos, além de facilitar a criação de novas salas e estimular a ocupação das mesmas em países como Brasil, Argentina e Colômbia – só para citar alguns lugares onde a empresa já saiu à frente com seu modelo de negócio.

A Latina conversou com José Eduardo Ferrão, sócio-fundador e diretor geral da Rain. Confira a entrevista:

Latina – A Rain nasceu em 2002 e hoje é pioneira em tecnologia de cinema digital no Brasil e na América do Sul. Que especialidades a empresa desenvolveu para chegar onde está?

Ferrão – A chave de tudo o que fazemos na Rain é “acesso”. A grande questão da indústria cinematográfica hoje é a falta de tela: faltam espaços para os filmes e, portanto, o público não tem acesso a esses conteúdos. Por isso, criamos uma tecnologia própria para gerenciar e distribuir conteúdos em ambiente digital e administrar espaços de exibição. A publicidade, além do cinema, foi uma área que trabalhamos bastante, com o objetivo de dar a possibilidade a anunciantes pequenos e médios de anunciar em cinema. Temos hoje 800 clientes de publicidade, dos quais 60% nunca tinham anunciado antes em cinema. Eles representam, além de tudo, dinheiro novo para as salas.

A Rain acaba de anunciar uma grande novidade que tem a ver com a expansão do cinema digital na América do Sul. Do que se trata exatamente?

Uma das questões centrais do mercado cinematográfico hoje é como trazer de volta as pessoas às salas de cinema. Em todas as partes do mundo, o cinema está concentrado nas grandes cidades, e as grandes salas são o foco de atenção dos distribuidores – enquanto as pequenas e as que estão longe são esquecidas. Acreditamos que o que pode trazer de volta o crescimento a todas as salas é o acesso a todo tipo de conteúdo digital. O software da Rain foi desenvolvido pensando exatamente em variedade, mas até hoje trabalhamos apenas com cinema brasileiro e cinema independente de todo o mundo. O que faltava era o conteúdo dos grandes estúdios.

A novidade, então, é um acordo internacional para a integração de fabricantes e tecnologias digitais que prevê a instalação de servidores de cinema digital Doremi, que funcionarão também com conteúdo da Rain. Doremi é a empresa líder no mercado internacional para projeção digital com parâmetros DCI, estipulados pelos estúdios norte-americanos. Em outras palavras, criamos uma única rede: nossa solução integrada com a solução dos grandes estúdios. A outra novidade é a adequação das salas para a exibição de filmes em 3D.

Qual é a atual situação do cinema digital na América Latina?

O mercado mexicano, por exemplo, está muito ligado ao que acontece nos Estados Unidos. Lá, as negociações geralmente acontecem alinhadas com as empresas norte-americanas. Falando de América do Sul, existem hoje no continente mais ou menos 200 salas no nosso formato, dentro de um total de 5.000 salas. Os Estados Unidos têm hoje 4.800 salas com tecnologia DCI (das quais um terço está preparado para 3D), de um total de 38.000. Na Europa, há hoje 800 salas de um total de 25.000, mas já assinaram um acordo para ampliar esse número a 8.000.

Como você vê a evolução da oferta de salas digitais nos próximos anos na região?

Para o ano que vem, a expectativa é de uma evolução muito grande. Estão caindo os preços dos projetores e players, o que facilita a expansão digital. Antes eram mais caros e até o final do ano deverão custar quase o mesmo que um projetor de 35 mm. Nossa meta para a América do Sul é abrir outras 150 salas digitais já adaptadas para projeção em 3D em 2009.

Quais são as principais características do sistema Kinocast, oferecido pela Rain?

É um software desenvolvido para administrar, distribuir, exibir e controlar conteúdos digitais. Foi pensado para que cada sessão seja diferente, incluindo a publicidade e os trailers. Desse modo, a exibição funciona como uma playlist, criada a partir de filtros cruzados de perfil de público e sala com o perfil de cada filme, trailer e anúncio. O Kinocast 2.0, que anunciamos recentemente, é uma versão melhorada desse software, com grande evolução na questão dos filtros e principalmente a integração com o formato jpeg200 e os processos dos estúdios americanos.

E qual é o modelo de negócio proposto por vocês?

Ainda estamos estudando um modelo de negócio que cobrará por sessão. O preço de cada sessão será dividido entre o distribuidor, que paga a maior parte, a empresa faz publicidade, que paga a menor (obviamente, por estar menos tempo na tela), e o exibidor. Neste modelo, a Rain instala o equipamento, que pertence à empresa, e o exibidor paga pelo uso, sem ter que se preocupar com a manutenção.

No Brasil, a aposta por cinema independente foi crucial para a expansão do cinema digital. Por quê?

Quando começamos, descobrimos que somente de 20% a 25% da receita gerada pelo cinema vinha de filmes independentes, apesar de eles serem maioria. Como nosso cliente sempre foi o filme, entendemos que a aposta deveria ser por conteúdo variado. O que faltava eram mais telas para poder ampliar o acesso e, assim, retomar o crescimento das salas e recuperar o público. Estamos nisso...

 Quinta, 04 de Setembro de 2008
Semana de cinema brasileiro no Peru

O Itamaraty resolveu mover seus pauzinhos e se organizou – agora, aparentemente, de maneira defintiva – para criar um festival de cinema brasileiro regular em vários países da América do Sul. O formato proposto é digital e inclui uma parceria com a Rain – que por sinal a semana passada anunciou seu novo acordo internacional para a expansão do cinema digital no continente através de uma parceria com a Doremi, cujo servidor é o usado pelas majors e seu sistema DCI.

Depois de passar semana passada pela segunda vez na Colômbia, com seis filmes recentes na programação (incluindo Cidade dos homens e Não por acaso, ambos de 2007), o evento viajou ao Peru, onde acontece pela primeira vez. A chamada Semana del Cine Brasileño acontece de 04 a 10.09 e apresentará seis longas, como em Bogotá. Em Lima, no entanto, filmes interessantes como Meu nome não é Johnny (Mauro Lima, 2008) e Falsa loura (Carlos Reichenbach, 2007) dão um up na programação.

Os filmes serão exibidos em parceria com a cadeia CinePlanet em sua sala Alcázar. Mais informações na seção cultural do site da Embaixada Brasileira no Peru.

Por Camila Moraes

 Quarta, 03 de Setembro de 2008
Mostra latina de videoarte no MIS-SP

Começa hoje no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, a mostra “Videografías Invisibles” de videoarte, que irá exibir 41 vídeos de artistas latino-americanos de 16 países de hoje a 05.10.

O ciclo trata especialmente de temas políticos através do trabalho de artistas destacados, como o uruguaio Martin Sastre (com seu Montevideo - The Dark Side of the Pop, obra central da mostra) e a boliviana Narda Alvarado (de Fire-Men).

Segundo matéria publicada hoje pela Folha de São Paulo, “a história militar do continente é ponto que norteia alguns bons exemplares da videoarte mais engajada presente na mostra”, cuja “idéia é exibir a produção pouco conhecida de videoarte em países latino-americanos”.

Ótima possibilidade de criar um novo olhar sobre a produção audiovisual do subcontinente. Vai lá: auditório do MIS-SP, de quarta a domingo. Veja a programação no site do museu.

 Terça, 02 de Setembro de 2008
III Mostra Amazônica do Filme Etnográfico

A pedido da organização do evento, informa-se:

A III Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, que acontece de 14 a 19.10 em Manaus, está com inscrições abertas para a Mostra Competitiva até o dia 15 de setembro de 2008. São aceitos filmes etnográficos e documentários realizados na região pan-amazônica, nos últimos quatro anos, em qualquer formato e tempo de duração.

A Mostra é realizada pelo Núcleo de Antropologia Visual (NAVI) da Universidade Federal do Amazonas. Seus objetivos envolvem a difusão e a discussão sobre o filme documentário e etnográfico realizado na Amazônia e a promoção do diálogo entre pesquisadores e produtores. O regulamento e a ficha de inscrição encontram-se no site
www.mostraetnografica.ufam.edu.br. Maiores informações no email: mostraetnografica@ufam.edu.br.

 Segunda, 01 de Setembro de 2008
Para estar al día con México, una sugerencia de las mejores películas mexicanas

La Nexos es una revista mexicana de cultura que acaba de cumplir 30 años de existencia y, para celebrarlo, sacó una edición que investiga las mejores películas mexicanas de las tres últimas décadas.

El resultado salió a partir de una encuesta con 50 personalidades vinculadas a la cultura de México, incluyéndose el escritor colombiano (residente en México) Gabriel García Márquez, los escritores Juan Villoro y Ángeles Mastretta, los críticos José de la Colina, Nelson Carro, Jorge Ayala Blanco y Gustavo García y cineastas como Felipe Cazals y Juan Carlos Rulfo.

Mediante voto secreto, ese grupo terminó definiendo la lista de las cinco mejores películas mexicanas recientes:

1. El callejón de los milagros (1995), de Jorge Fons.
2. Amores perros (2000), de Alejandro González Iñárritu;
3. Luz silenciosa (2007), de Carlos Reygadas;
4. La ley de Herodes (1999), de Luis Estrada;
5. Bajo California, el límite del tiempo (1998), de Carlos Bolado.

El artículo completo, que analiza con más detalles la investigación, está en parte disponible en el portal de Nexos (para leer el texto completo, es necesario estar registrado). Para el artículo de Nexos, haz click aquí y, para leer un artículo al respecto, aquí. Abajo, un pedazo de la “mejor” película mexicana de los últimos 30 años.

 Segunda, 01 de Setembro de 2008
Para ficar em dia com o México, sugestão dos melhores filmes mexicanos

A Nexos é uma revista mexicana de cultura que acaba de completar 30 anos de existência e, para comemorá-lo, soltou uma edição que investiga os melhores filmes mexicanos das três últimas décadas.

O resultado saiu a partir de uma pesquisa com 50 personalidades vinculadas à cultura do México, incluindo o escritor colombiano (residente no México) Gabriel García Márquez, os escritores Juan Villoro e Ángeles Mastretta, os críticos José de la Colina, Nelson Carro, Jorge Ayala Blanco e Gustavo García e cineastas como Felipe Cazals e Juan Carlos Rulfo.

Mediante voto secreto, esse grupo terminou definindo a lista dos cinco melhores filmes mexicanos recentes:

1. El callejón de los milagros (1995), de Jorge Fons.
2. Amores perros (2000), de Alejandro González Iñárritu;
3. Luz silenciosa (2007), de Carlos Reygadas;
4. La ley de Herodes (1999), de Luis Estrada;
5. Bajo California, el límite del tiempo (1998), de Carlos Bolado.

A matéria completa, que analisa com mais detalles a pesquisa, está parcialmente disponível no site da Nexos (para ler o texto completo, é preciso estar registrado). Veja aqui (e para ler outro artigo sobre a seleção, clique aqui). Abaixo, um trecho do “melhor” filme mexicano dos últimos 30 anos.

s
s
s
s
s
s
s
Quem Somos?
About Us
Query invalida: You have an error in your SQL syntax; check the manual that corresponds to your MySQL server version for the right syntax to use near 'group BY (SUBSTRING(data,1,4)) order by data desc' at line 2
sql: SELECT SUBSTRING(data,1,4) AS ano from tab_blog_noticias where status='true' and id_cliente = group BY (SUBSTRING(data,1,4)) order by data desc