VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

veja mais sobre  VEM AÍ

Arquivos da categoria: notícia

Dia 27
março 2012

Vem aí o primeiro festival de cinema do Panamá

Co-produção entre Panamá e Equador, La ruta de la luna, do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá.

Co-produção entre Panamá e Equador, "La ruta de la luna", do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá.

Acaba de nascer, com edição inaugural prevista para começar em 26 de abril e terminar em 2 de maio, o primeiro festival de cinema do Panamá.

Dirigido pela cineasta panamenha Pituka Ortega Heilbron e por Hank Van Der Kolk, fundador do festival de Toronto, o Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá) tem a ambição se tornar um dos eventos cinematográficos mais importantes da América Latina, além de difundir filmes no país e de estimular a indústria local.

Para sua primeira edição, foram programadas 50 filmes e uma série de eventos e workshops na Cidade do Panamá. Do “Panorama Latino-Americano”, fazem parte “Juan de los muertos”, de Alejandro Brugues (Cuba), “Sangue do meu sangue”, de João Canija (Portugal), “Habana Eva”, de Fina Torres (Cuba), “Las razones del corazón”, de Arturo Ripstein (México), “Nostalgia de la luz”, de Patricio Guzmán (Chile), “Bonsai”, de Cristian Jiménez (Chile), “El gato desaparece”, de Carlos Sorín (Argentina), e “Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood (Chile).

Em “Ópera prima”, seção dedicada à produção de diretores estreantes, estão o filme guatemalteco “Distancia”, de Sergio Ramírez, os argentinos “Las acacias”, de Pablo Giorgelli, “El estudiante”, de Santiago Mitre e “Rompecabezas”, de Natalia Smirnoff, os peruanos “Las malas intenciones”, de Rosario García Montero, e “Octubre”, de Diego e Daniel Vega, o colombiano “Los colores de la montaña”, de César Arbelaez, e o panamenho-equatoriano “Ruta de la luna”, de Juan Sebastián Jacome.

Existe ainda uma seção internacional, que inclui o iraniano “A separação”, vencedor do último Oscar na categoria de filme estrangeiro.

Saiba mais no site do evento: www.iffpanama.org.

Dia 26
março 2012

Repasso pelo recorte latino-americano do 17. É Tudo Verdade

O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano

O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano

Já foi dada a largada, na última quinta-feira (22 de março), para mais um Festival É Tudo Verdade, um dos mais importantes no mundo hoje quando o assunto é documentário. O evento acontece este ano, em sua 17a edição, celebrando as diferentes plataformas – da tela do celular à do cinema – que nos oferecem registros documentais, contribuindo para a nossa sensibilidade maior ao gênero.

Para os interessados em cinema latino-americano, há uma boa variedade de filmes e temas para se discutir na programação.

É impossível ignorar que a principal seção não competitiva do festival que é destinada à América Latina, o Foco Latino-Americano, traz desta vez uma seleção bastante crítica, com quatro (de cinco) títulos voltados ao cinema político. Variando, claro, as visões e as histórias, o assunto são sempre os crimes de estado, com títulos a respeito vindo da Argentina (“Em busca da alma”, de Mario Bomheker), do México (“O céu aberto”, de Everardo González), do Uruguai (“O cultivo da flor invisível”, de Carlo Guillermo Proto) e de Porto Rico (“Os arquivos”, de Maite Rivera Carbonell.

O dissidente temático da seção é o chileno “O Huaso”, de Carlo Guillermo Proto. O filme aborda o dilema de Gustavo Proto, alguém que, à sombra da morte da mãe por Alzheimer, decide se suicidar caso o diagnóstico da doença se confirme também para ele.

Na competição oficial de longas, o representante latino-americano é o documentário chileno “Calafate – Zoológicos Humanos”, de Hans Mülchi, que retrata as viagens forçadas de indígenas diferentes países no século 19 para serem exibidos nas chamadas “exposições etnográficas” em diversos locais da Europa.

Para melhorar ainda mais a programação dos fãs do cinema latino, tem a Retrospectiva Internacional, este ano dedicada ao argentino Andrés Di Tella. Ele, criador e primeiro diretor do Bafici, o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, já participou do É Tudo Verdade com obras em competição (“A televisão e eu”) e, em 2002, integrou o júri internacional. Inédita no Brasil, a mostra apresentará seus seis longas-metragens, além de um curta e um média metragem. Haverá sessões com a presença do diretor em São Paulo (28 de março) e no Rio (1 de abril). Saiba mais aqui.

E nos Programas Especiais tem o argentino “Vivam os Antípodas”, de Victor Kossakovsky, que abriu o último festival de cinema de Mar del Plata. Exibido antes em Veneza, o filme é uma coprodução entre Alemanha, Argentina, Holanda, Chile e Rússia e aborda a noção de antípoda (indivíduo que habita, no globo terrestre, lugar diametralmente oposto a outro), relatando eventos simultâneos que acontecem na Argentina e na China, no Chile e na Rússia, Havaí e Botsuana e Nova Zelândia e Espanha.

As entradas para o festival, que acontece simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro de 23 de março a 1 de abril, e em Brasília de 10 a 15 de abril, são gratuitas. Em maio, está prevista uma itinerância a Minas.

Aproveite!

Dia 19
março 2012

O argentino Daniel Burman anuncia novo filme e defende o cinema comercial

Valeria Bertuccelli e Jorge Drexler em “La suerte en tus manos”

Valeria Bertuccelli e Jorge Drexler em “La suerte en tus manos”

Vem aí mais um longa-metragem de Daniel Burman, cineasta que cresceu junto com a boa onda do cinema argentino na virada do século e que defende, com filmes como “O abraço partido” (2004) e “Dois irmãos” (2010) e também com declarações o cinema comercial.

“La suerte en tus manos” é o título do novo filme, que, segundo o realizador, “é um olhar otimista sobre as relações, o amor e o destino”. “É uma comédia romântica com uma particularidade: em todas as comédias românticas os personagens se encontram e se desencontram, e o reencontro sempre acontece por uma mudança de perspectiva do outro, e não porque o outro muda. Eu gostava da ideia de que os personagens começassem a se olhar a partir de certas descobertas do passado deles e então, vendo-se com outros olhos, pudessem tentar novamente”, explicou Burman ao LatAm cinema.

Daniel Burman tem somente 38 anos, mas já dirigiu 11 filmes (entre longas de ficção, um documentário, um curta e um telefilme) e produziu outros tantos através de sua produtora, a BD Cine. Para ele, o cinema deve ser entendido como uma indústria, sem que isso exclua uma responsabilidade dos realizadores com o público: é preciso contar “uma história que interesse ao espectador” e que possibilite que ele saia do cinema “melhor” do que entrou.

“Não há nada mais sincero que um filme comercial”, opinou o cineasta durante a última edição do Pantalla Pinamar, onde ele foi premiado por sua trajetória.

“La suerte en tus manos”, com as atuações do cantor uruguaio Jorge Drexler (ganhador do Oscar pela canção “Al otro lado del río”, tema de “Diários de motocicleta”) e da atriz argentina Valeria Bertuccelli (“Luna de Avellaneda”), tem estreia prevista para o dia 29 de março na Argentina. Quem assina o roteiro é o próprio Burman, além de seu sócio na BD Cine, Sergio Dubcovsky.

Assistam ao trailer:

Dia 06
março 2012

Uma semana, 80 mil espectadores e zero salas de cinema

O cinema vive tempos de nostalgia, com o adeus à película e aos formatos tradicionais da indústria sendo formalizado a cada dia que passa. E não é só o Oscar, representando a mentalidade dos grandes estúdios de Hollywood, que reflete os novos tempos: as cinematografias mais débeis e os filmes que escapam às engrenagens do mercado também tratam de se reinventar e de tirar vantagens das novas regras do jogo. Uns com saudades dos velhos tempos, outros animados com um futuro cada vez mais palpável.

Na Argentina, um filme rodado em 2004 e que, apesar de premiado no terreno dos festivais, não encontrou caminhos “formais” de distribuição, foi lançado na internet em dezembro do ano passado.

O lugar escolhido? Cuevana, o site “pirata” (para usar o termo pela indústria e pela mídia hegemônica) mais visitado da América Latina, criado por um par de estudantes de Córdoba, Argentina, com 18 milhões de usuários registrados e três milhões de visitantes diários que têm acesso a quatro mil filmes e 300 séries de televisão, disponíveis via streaming. Tudo gratuito e, inclusive, em alta resolução e com subtítulos em espanhol.

Stephanie”, dirigido por Maximiliano Gerscovich, quem ganhou o prêmio à melhor direção no Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Nova York (competição internacional), relata a noite de cinco amigos que imaginam diferentes versões para a história da bela Stephanie enquanto jogam pôquer.

O sucesso de sua estreia online é de chamar a atenção: 80 mil pessoas assistiram ao filme em sua primeira semana na web. Uma cifra que poderia tranquilamente figurar entre as mais altas para um filme nacional na Argentina.

É por essas e por outras que não há SOPA que faça o mundo andar para trás e abandonar o potencial democrático de um tesouro de conteúdos como é a web.

Filmes mexicanos no You Tube

Acordos formais entre instituições “tradicionais” e os grandes da internet também começam a acontecer. O Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE) e o Google assinaram, também em dezembro, um acordo para subir filmes mexicanos ao You Tube.

Para começar, foram disponibilizados no canal do IMCINE mais de 70 curtas; depois, virão os longas-metragens.

Entre os títulos, estão dois ganhadores da Palma de Ouro de Cannes: os curtas “El héroe”, de 1994, já disponível, e “Ver llover”, de 2006, prometido para breve. Aproveitem.

Dia 16
fevereiro 2012

“Chocó”, cinema colombiano do Pacífico em Berlim

"Chocó" vai abrir o Festival de Cinema de Cartagena (23 a 29 de fevereiro)

"Chocó" vai abrir o Festival de Cinema de Cartagena (23 a 29 de fevereiro)

Muitos dos cineastas em atividade na Colômbia ainda são reticentes a filmes que abordem a violência que atravessa o país há cerca de 60 anos, mas entre aqueles que abraçam a ideia e não ignoram sua importância estão alguns autores que têm se dedicado a retratar o Pacífico – região de ocupação majoritariamente negra que ocupa, historicamente, a periferia dos interesses culturais e institucionais do país.

Um deles, Jhonny Hendrix Hinestroza, está com um novo filme no presente 62. Festival de Berlim (9 a 19 de fevereiro): o longa-metragem “Chocó”, que narra o drama de uma camponesa de 23 anos deslocada de sua terra natal graças ao conflito armado.

Esse é único representante do cinema colombiano a figurar na seção Panorama, focada em filmes que serão lançados em salas comerciais, e no resto do festival – que este ano, por sinal, não incluiu participação latina na competição principal.

Jhonny Hendrix, diretor e roteirista do filme, nasceu em Quibdó, no estado do Chocó. A ele, nessa tendência a falar do Pacífico, se juntam um cineasta de Cali e outro de Bogotá: Oscar Ruiz Navia, diretor de “El vuelco del cangrejo”, filme que levou o prêmio da Fipresci no Festival de Berlim em 2010, e Juan Andrés Arango, de “La playa”, que recebeu apoio do Festival de Rotterdam e está atualmente em fase de pós-produção.

O movimento em direção à “periferia” é positivo para o cinema colombiano, que desde 2004, com a nova lei nacional de cinema, vem assistindo a um crescimento de suas cifras de produções anuais e espectadores para títulos nacionais. Com o retrato de regiões como o Pacífico e a disposição artística para encarar a temática da violência, ele cresce também em conteúdo.

Dia 15
fevereiro 2012

Livro compara os cinemas do Brasil e do México

As relações entre o cinema brasileiro e o mexicano em pauta

As relações entre o cinema brasileiro e o mexicano em pauta

Estudos comparados sobre cinema latino-americano são raros, especialmente no Brasil. Mas acaba de ser lançada por aqui uma compilação de artigos que tece relações entre o cinema brasileiro e o mexicano – dois dos maiores representantes do que seria uma indústria cinematográfica latino-americana.

Publicado pela editora da Universidade Federal Fluminense, o livro “Brasil – México: Aproximações cinematográficas” (207 páginas; a 28 reais) traz os estudos desenvolvidos na disciplina “Cinema latino-americano”, ministrada no curso de cinema e audiovisual da universidade. São 11 os autores dos textos, todos pesquisadores de cinema latino. Entre eles, estão Tunico Amancio, acadêmico formado pela Universidade de São Paulo, e Marina Cavalcanti Tedesco, cineasta e professora da UFF, também organizadores da publicação.

A primeira parte do livro fala de coincidências e diferenças de ambas produções audiovisuais. Já na segunda parte, surgem reflexões sobre história do cinema mexicano, além de gêneros narrativos, transformações temáticas ao longo do tempo e estudos de realizadores e filmes.

O lançamento de “Brasil – México: Aproximações cinematográficas” acontece no marco do lançamento da PRALA (Plataforma de Reflexão sobre o Audiovisual Latino-Americano), fundada em agosto de 2010 e coordenada pelo professor Fabián Nuñez, da UFF. A finalidade é incentivar, promover, coordenar e realizar ações de caráter interdisciplinar que estimulem a reflexão em torno da produção audiovisual da América Latina.

Assine nosso RSS

Quem Somos


O primeiro site brasileiro especializado em cinema latino

Fruto de uma genuína paixão pela força cultural que emana da América Latina, o blog La Latina é um espaço dedicado ao cinema latino-americano e aos demais braços da produção audiovisual dessa região, que comprende as Américas do Sul e Central e o México. O primeiro criado com esse escopo no Brasil e em português.

leia mais

Proximos Eventos

Nenhum evento

Categorias

Contato



Newsletter