A jovem cineasta mexicana Elisa Miller é um dos talentos latino-americanos que vêm se destacando nas importantes vitrines dos festivais internacionais.
Ela “apareceu” em 2006, quando ganhou a Palma de Ouro em Cannes com o curta “Ver llover” (assista-o acima), seu trabalho de conclusão do curso de cinema – que, por sinal, foi criticado por seus professores por estar “mal filmado”.
Miller, de 28 anos, conta que a experiência de ser premiada no festival francês (e, antes disso, no Festival de Morelia), foi reveladora não só por projetá-la internacionalmente, mas também porque a ajudou a confiar em si mesma. “Acho que continuei [em cinema] por ser teimosa. O que entendi é que você tem que acreditar no que faz. Os franceses me disseram que eu era boa, que continuasse sendo eu mesma, mas que tinha que estar segura. Do contrário, não ia chegar lá”, declarou à revista mexicana Kiosko.
Seu primeiro longa-metragem, “Vete más lejos, Alicia” é um dos Tiger Awards do 40o Festival de Rotterdam, que começa hoje (26 de janeiro) e vai até 6 de fevereiro. O filme, uma co-produção entre México e Argentina, conta com a participação de Sofia Espinosa, a mesma jovem atriz que protagoniza “Ver llover”.
E Elisa já tem mais um projeto na manga: “El placer es mío”, segundo seu produtor, Nicolás Selis, um projeto mais clássico e menos experimental, como é o caso de “Vete más lejos”. O filme, um drama com toques de comédia, conta a história de dois meninos que se conhecem na praia e começam um road trip à Cidade do México. Pra ficar de olho.


