
Pedro Leite entrega o Prêmio Itapema a Andrei Moyssiadis, produtor de “O plantador de quiabos”. Foto: Daniel Guilhamet.
Despediram-se do 15 FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul), na última sexta-feira (1 de julho), uma trupe entusiasmada de realizadores, jornalistas e outros profissionais ligados ao cinema.
Sem falar no público, constante e fiel, e nos vários entusiastas do cinema latino-americano e da produção da América do Sul – esses, mais animados ainda com o festival.
O evento, indo além das cifras, é um crescente sucesso para a indústria e para os espectadores, ao representar uma iniciativa sólida de apoio a filmes e cineastas da região e um dos raros espaços de intensa fruição cinematográfica em Santa Catarina.
Que venha o próximo encontro, já marcado para junho de 2012.
Os escolhidos
O grande vencedor do ano foi o curta-metragem brasileiro “O plantador de quiabos” (veja um trecho acima), do Coletivo Santa Madeira, de São Paulo, escolhido pelos júri oficial e popular como melhor filme do evento. Levou o troféu Panvision, entregue na principal competição do FAM, em que, por sinal, o Brasil foi o grande beneficiado. O curta pernambucano “Tchau e Benção” ganhou os troféus de melhor direção para Daniel Bandeira e de Melhor Atriz para Sarah Hazin; o catarinense “Ashteros”, de Ronaldo dos Anjos, levou melhor direção de arte para Neno Brazil; o gaúcho “Propriedades de uma poltrona”, de Rodrigo John, venceu a trilha sonora e, por último, “A noite por testemunha”, de Bruno Torres e Marcelo Moraes, foi escolhido por melhor montagem. Já os prêmios de roteiro, som e fotografia foram para curtas argentinos.
Nas categorias especiais de animação e documentário, “Tempestade”, do paulistano César Cabral (“Dossiê Rê Bordosa), e “Bernnô”, de Pedro Gorski, paulistano também, foram os premiados. O boliviano “Calle última”, de Marcelo Martinessi, foi a melhor ficção, enquanto “Profana Via Sacra”, misto de documentário e animação de Alisson Sbrana, recebeu menção honrosa “por sua ousadia formal”.
Na competição catarinense o ganhador foi “Mais ou menos, de Alexander Antunes Siqueira, eleito também pelo público. “Procura-se”, de Iberê Carvalho, ganhou a mostra infantil, e “Confesiones”, do argentino Gualberto Ferrari, foi o melhor documentário da Mostra Doc-FAM. Na mesma categoria, o júri popular escolheu “Carne, Osso”, dos paulistas Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros.
O FAM 2011 chegou ao fim depois de oito dias, durante os quais foram exibidos 82 filmes, entre curtas e longas, nas quatro mostras competitivas e quatro não competitivas para um público de cerca de 25 mil pessoas.


