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	<title>Lalatina</title>
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	<description>Blog sobre cinema latino-americano</description>
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		<title>Rio de Janeiro abre concurso de roteiros para se lançar como cidade-cenário</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Filme Rio, film commission carioca criada em 2009, acaba de a criação de um concurso de desenvolvimento de roteiros, que será lançado dia 14 de maio, junto às atividades do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. O objetivo dessa iniciativa é lançar o Rio de Janeiro como locação para produções cinematográficas internacionais.
O concurso será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_1371" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/rio.jpg"><img src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/rio-300x225.jpg" alt="Centro do Rio de Janeiro" title="Centro do Rio de Janeiro" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1371" /></a><p class="wp-caption-text">Centro do Rio de Janeiro</p></div>A Filme Rio, <em>film commission</em> carioca criada em 2009, acaba de a criação de um concurso de desenvolvimento de roteiros, que será lançado dia 14 de maio, junto às atividades do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. O objetivo dessa iniciativa é lançar o Rio de Janeiro como locação para produções cinematográficas internacionais.</p>
<p>O concurso será anual, e sua primeira edição está restrita a roteiristas nascidos ou residentes na França. Os interessados devem enviar seus argumentos a partir de 3 de junho através do <a href="http://www.riofilmcommission.rj.gov.br" target=_blank>site da Filme Rio</a>, e uma comissão de seleção formada por profissionais brasileiros e franceses escolherá o ganhador. O realizador responsável viajará ao Rio por duas semanas para uma série de encontros com produtores locais para discutir as possibilidades de coprodução do filme.</p>
<p>Além de ter apoio político do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, do Consulado da França no Rio de Janeiro e da Ancine, o concurso conta com a colaboração da Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques (SACD), da Ile de France Film Commission e da Prefeitura Municipal de Barra do Piraí.</p>
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		<title>Pituka Ortega Heilbron, codiretora do IFF Panamá</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 15:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminou na última quarta-feira, 2 de maio, a primeira edição do Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá), um evento que nasceu por iniciativa de Henk Van der Kolk – um dos fundadores do Festival de Toronto – e que se concretiza em um momento muito significativo para o audiovisual do país, poucos dias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1365" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/pituka.jpg"><img class="size-full wp-image-1365" title="Pituka Ortega Heilbron" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/pituka.jpg" alt="Pituka Ortega Heilbron" width="200" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">Pituka Ortega Heilbron</p></div>
<p>Terminou na última quarta-feira, 2 de maio, a primeira edição do Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá), um evento que nasceu por iniciativa de Henk Van der Kolk – um dos fundadores do Festival de Toronto – e que se concretiza em um momento muito significativo para o audiovisual do país, poucos dias depois da aprovação de sua nova lei de cinema.</p>
<p>Pituka Ortega Heilbron, cineasta panamenha que co-dirige o festival, falou sobre essa edição inaugural, que selecionou cerca de 50 filmes e ofereceu 125 eventos e workshops.</p>
<p>Confira a entrevista, <a href="http://www.latamcinema.com/entrevista.php?id=142" target=_blank>publicada originalmente em espanhol</a> no site <strong>LatAm cinema</strong>, parceiro do <strong>La Latina</strong>.</p>
<p><em>Por Cynthia García Calvo </em></p>
<p><strong>Quais são os objetivos e o perfil do IFF Panamá, que acaba de nascer?</strong></p>
<p>O Festival Internacional de Cinema do Panamá busca não somente trazer uma alternativa de cinema aos panamenhos, mas também ser um ponto de encontro onde sejam geradas oportunidades e fomentado o espírito de fazer algo concreto em prol da difusão do cinema latino-americano. O Panamá, graças à sua posição geográfica e à natureza de seus cidadãos, muito abertos, é um lugar muito atraente para que se gerem vários tipos de oportunidades e acordos. Queremos ser parte importante do novo impulso do cinema latino.</p>
<p><strong>Como foi formada a equipe do festival, que conta com a direção de Henk Van der Kolk e direção artística de Diana Sánchez, ele fundador e ela programadora do Festival de Toronto – além da sua participação como codiretora?</strong></p>
<p>Henk nos uniu. Neste triângulo, considero que a Diana é o ponto chave, por seu conhecimento sobre cinema ibero-americano e mundial, sua experiência como programadora e sua sensibilidade. Henk entra com sua imensurável experiência e criatividade de produtor e seu olhar canadense-holandês gera uma textura interessante e de grande valor para a projeção do festival, sem dúvida. De minha parte, ofereço minha “panamenidad” e minha experiência como realizadora latino-americana, que talvez entenda o que pode funcionar melhor e ter um impacto mais profundo na região.</p>
<p><strong>Qual é a relação entre o IFF Panamá e o Festival de Toronto?</strong></p>
<p>Além de ter o fundador e a programadora de Toronto conosco, o festival foi generoso ao fazer a difusão do IFF Panamá junto ao seu público.</p>
<p><strong>A programação está centrada na produção ibero-americana e cobre uma certa variedade temática e de gêneros. A intenção era abranger o que acontece atualmente no cinema ibero-americano?</strong></p>
<p>Sempre digo que a seleção do festival é como o próprio Panamá: tem de tudo, mas é ao mesmo tempo coerente e profundo. É como eu o vejo.</p>
<p><strong>Há também uma série de workshops e encontros que parecem cobrir toda a cadeia cinematográfica. Como foram determinados os temas?</strong></p>
<p>Estamos vivendo um momento no cinema panamenho e da região onde é preciso entender certos aspectos do cinema e de como captar o olhar do público. Além disso, entendemos que para poder coproduzir e atrair produções estrangeiras é preciso aprender coisas que vão além de direção, fotografia e roteiro – coisas que todo mundo quer fazer. O Panamá quer se projetar como um lugar onde é possível realizar filmes.</p>
<p><strong>Sendo realizadora, como você descreveria a atual realidade cinematográfica do Panamá e suas possibilidades de produção? </strong></p>
<p>Acaba de ser aprovada a nossa lei de cinema que, entre muitos benefícios, criará um fundo de apoio econômico aos cineastas locais. Isso é grandioso, extraordinário. O país está em uma posição, como nunca esteve antes, de se fazer sentir dentro do cinema latino-americano. É muito, muito emocionante, e que tudo isso aconteça dentro do âmbito de preparativos prévios ao festival o torna bastante simbólico e estimulante.</p>
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		<title>Update de Cannes 2012: mais participantes latinos</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 16:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano é de boa representação latino-americana no Festival de Cannes, com filmes escalados, inclusive, para a competição oficial, conforme comentado antes aqui. Vale só destacar algo que não foi dito antes: todos os latinos da competição e de “Um certo olhar”, as seções mais prestigiadas, são coproduções com a França.
Enfim, como o evento é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1359" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/cannes.jpg"><img class="size-medium wp-image-1359" title="Tudo pronto para a edição 65 do Festival de Cannes" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/cannes-300x286.jpg" alt="Tudo pronto para a edição 65 do Festival de Cannes" width="300" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">Tudo pronto para a edição 65 do Festival de Cannes</p></div>
<p>O ano é de boa representação latino-americana no <a href="http://www.festival-cannes.com/es.html" target="_blank">Festival de Cannes</a>, com filmes escalados, inclusive, para a competição oficial, conforme comentado antes <a href="http://www.lalatina.com.br/wp/cinema-latino-recupera-espaco-em-cannes-este-ano/" target="_blank">aqui</a>. Vale só destacar algo que não foi dito antes: todos os latinos da competição e de “Um certo olhar”, as seções mais prestigiadas, são coproduções com a França.</p>
<p>Enfim, como o evento é grande e cheio de seções paralelas, já há atualizações de mais títulos latinos selecionados nos complementos do festival. Vamos a elas.</p>
<p><strong>“7 días en la Habana”</strong></p>
<p>Junto à participação argentina na seção “Um certo olhar”, com “Elefante blanco”, novo filme de Pablo Trapero, está o longa-metragem “7 días en la Habana” – um filme episódio composto por sete curtas de 15 minutos feitos por diretores de vários lugares e estilos. O objetivo é oferecer, através de histórias ficcionais, visões particulares sobre a capital cubana, a partir do olhar de cada um. Trapero também aparece nessa produção, dirigindo um dos episódios, assim como o cubano Juan Carlos Tabío, o meio porto-riquenho Benicio del Toro e o argentino Gaspar Noé. Assista ao trailer:<br />
<span id="more-1358"></span><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iGFE0ZQEX2Q"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="never"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><param name="flashvars" value="" /><embed src="http://www.youtube.com/v/iGFE0ZQEX2Q" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="never" allownetworking="internal" allowfullscreen="true" width="425" height="344" flashvars=""></embed></object></p>
<p><strong>Quinzena dos realizadores</strong></p>
<p>É a <a href="http://www.quinzaine-realisateurs.com/presentation-h68.html" target="_blank">mostra paralela ao festival principal</a>, que tem forte caráter autoral e acontece entre os dias 17 e 27 de maio. Dela fazem parte seis longas e dois curtas-metragens latino-americanos que fazem sua estreia mundial, a saber: “Infancia clandestina”, de Benjamín Ávila (Argentina, Espanha, Brasil), “Fogo”, de Yulene Olaizola (México, Canadá), “No”, de Pablo Larraín (Chile, Estados Unidos), e “La Sirga”, de William Vega (Colômbia, França, México). O último – que recentemente ganhou o prêmio Cine en Construcción do festival de Toulouse – disputa também a “Câmera de Ouro”, prêmio destinado a primeiros filmes.</p>
<p>Estreando internacionalmente está o novo filme do uruguaio Pablo Stoll: “3”, coproduzido com Argentina e Alemanha e que já circula comercialmente pelo Uruguai. E em seção especial, será exibido o último filme do já falecido realizador chileno Raoul Ruiz, “La noche de enfrente”, uma coprodução com a França. Faltam os curtas, ambos brasileiros: “Porcos raivosos”, de Leonardo Sette e Isabel Penoni, e “Os mortos-vivos”, de Anita Rocha da Silveira.</p>
<p><strong>Semana da crítica</strong></p>
<p>A <a href="http://www.semainedelacritique.com" target="_blank">mostra que pega carona no frenesi de Cannes</a> nessa época acontecerá entre os dias 17 e 25 de maio. Dela participam dois longas latinos em competição, dentre os sete títulos que compõem a seleção, além de dois curtas, num total de dez.</p>
<p>“Los salvajes”, do argentino Alejandro Fadel (roteirista habitual dos filmes de Pablo Trapero), que estreou no recém-terminado Bafici, e “Aqui y allá”, do mexicano Antonio Méndez Esparza, uma história sobre imigração que aborda a volta do personagem dos Estados Unidos para o México, são os longas.</p>
<p>Os curtas são “O duplo”, da brasileira Juliana Rojas, e “Yeguas e cotorras”, da argentina Natalia Garagiola.</p>
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		<title>Incentivo à coprodução sul-americana no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 19:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parte do governo brasileiro uma das escassas iniciativas de apoio à coprodução cinematográfica entre países da América do Sul, assim como sua difusão para o público brasileiro. 
Trata-se do Concurso Itamaraty para o Cinema Sul-Americano, que oferece 90 mil reais como prêmio à melhor coprodução da região entre os filmes participantes – que serão exibidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_1355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/mapa-america-sul-1317828611.jpg"><img src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/mapa-america-sul-1317828611-300x225.jpg" alt="Cinema sul-americano em pauta" title="Cinema sul-americano em pauta" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1355" /></a><p class="wp-caption-text">Cinema sul-americano em pauta</p></div>Parte do governo brasileiro uma das escassas iniciativas de apoio à coprodução cinematográfica entre países da América do Sul, assim como sua difusão para o público brasileiro. </p>
<p>Trata-se do Concurso Itamaraty para o Cinema Sul-Americano, que oferece 90 mil reais como prêmio à melhor coprodução da região entre os filmes participantes – que serão exibidos no próximo Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que acontecerá entre os dias 12 e 19 de julho. </p>
<p>Podem se inscrever no concurso filmes produzidos até 18 meses antes da data do festival, e cada país pode participar com até duas coproduções. Em caso de mais candidatos, o governo de cada lugar, através de um júri próprio, selecionará quais filmes serão inscritos. </p>
<p>Já o júri do Festival Latino será composto por cinco especialistas, que entregarão o estímulo ao diretor do filme ganhador.</p>
<p>Maiores informações, assim como a ficha de inscrição, estão disponíveis no <a href="http://www.itamaraty.gov.br/temas/difusao-cultural" target=_blank>site do Itamaraty</a>.</p>
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		<title>Cinema latino recupera espaço em Cannes este ano</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 21:36:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de uma participação minguada em 2011, o cinema latino será melhor representado na 65a edição do Festival de Cinema de Cannes, que acontece de 16 a 27 de maio.
Dois filmes de realizadores já consagrados fazem parte da competição oficial do evento, que é considerado o “Oscar” do mercado cinematográfico. O primeiro é “On the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1351" class="wp-caption aligncenter" style="width: 502px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/darin.jpeg"><img class="size-full wp-image-1351  " title="Ricardo Darín está em &quot;Elefante blanco&quot;, filme de Pablo Trapero que estreia comercialmente na Argentina depois de Cannes" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/darin.jpeg" alt="Ricardo Darín está em &quot;Elefante blanco&quot;, filme de Pablo Trapero que estreia comercialmente na Argentina depois de Cannes" width="492" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Ricardo Darín está em &quot;Elefante blanco&quot;, filme de Pablo Trapero que estreia comercialmente na Argentina depois de Cannes</p></div>
<p>Depois de uma participação minguada em 2011, o cinema latino será melhor representado na 65a edição do Festival de Cinema de Cannes, que acontece de 16 a 27 de maio.</p>
<p>Dois filmes de realizadores já consagrados fazem parte da competição oficial do evento, que é considerado o “Oscar” do mercado cinematográfico. O primeiro é “On the road” (“Na estrada”), produção internacional do brasileiro Walter Salles baseada em livro homônimo de Jack Kerouac. Depois tem “Post Tenebras Lux”, o novo filme do mexicano Carlos Reygadas, um dos realizadores mais experimentais e “arriscados” da cinematografia latino-americana.</p>
<p>Na coletiva de imprensa em que anunciou a programação do evento, o diretor de Cannes, Thierry Frémaux, exaltou a “juventude e a vitalidade” dos cineastas da região ao comentar as participações do México, Argentina, Brasil e Colômbia. &#8220;Vimos filmes interessantes do Chile, Uruguai e de outros países, mas era preciso manter certo equilíbrio&#8221;, destacou.</p>
<p>Os outros países citados – Argentina e Colômbia – comparecem à seção “Um certo olhar”, que perfila projetos mais autorais, com os longas “Elefante blanco”, do já consagrado diretor argentino Pablo Trapero, e “La playa”, primeiro filme do colombiano Juan Andrés Arango. O México aparece aqui também, com &#8220;Después de Lucía&#8221;, de Michel Franco – que participou da mostra paralela Quinzena dos Realizadores em 2009 com seu primero filme, “Daniel e Ana”.</p>
<p>Fora da competição ainda serão exibidos &#8220;A Música Segundo Tom Jobim&#8221;, do brasileiro Nelson Pereira dos Santos, e a obra-prima do argentino Gonzalo Tobal, &#8220;Villegas&#8221;, vencedora no ano passado do Primeiro Prêmio da Cinéfondation do Festival.</p>
<p>Saiba mais no <a href="http://www.festival-cannes.com" target="_blank">site do festival</a>.</p>
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		<item>
		<title>Filme redescobre fábrica gaúcha que teria gravado os primeiros sambas e tangos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 18:12:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Samba e Tango. Símbolos máximos da cultura de Brasil e Argentina, vizinhos separados pela fronteira da língua, mas cujas raízes musicais podem ter um berço comum: uma pequena fábrica de gramofones no Rio Grande do Sul. Na verdade, a Casa Elétrica de Porto Alegre foi a primeira produtora de gramofones da América Latina, no início [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9TUZxHvUVeA"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="never"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><param name="flashvars" value="" /><embed src="http://www.youtube.com/v/9TUZxHvUVeA" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="never" allownetworking="internal" allowfullscreen="true" width="425" height="344" flashvars=""></embed></object>
<p>Samba e Tango. Símbolos máximos da cultura de Brasil e Argentina, vizinhos separados pela fronteira da língua, mas cujas raízes musicais podem ter um berço comum: uma pequena fábrica de gramofones no Rio Grande do Sul. Na verdade, a Casa Elétrica de Porto Alegre foi a primeira produtora de gramofones da América Latina, no início do século XIX, e funcionou com uma das poucas gravadoras de discos de sua época.</p>
<p>Criada por Savério Leonetti, um imigrante italiano com tino para os negócios e talento musical, a Casa Elétrica se transformou no palco de lançamento de músicos gaúchos que difundiam os ritmos mais populares na época, como valsa, balada e xote.</p>
<p>Até aí, pouco de novidade, não fosse uma polêmica ou, talvez, duas: segundo alguns pesquisadores do tema, como o gaúcho Paixão Cortes, na Casa Elétrica se registrou também o primeiro samba gravado no país, além do primeiro tango argentino gravado em solo latino-americano.</p>
<p>Essa teoria, que vai contra a versão de que o primeiro samba de que se tem registros no Brasil é “Pelo telefone”, gravado por Donga em 1917, é o eixo narrativo do documentário “acasaeletrica.doc”, do cineastao Gustavo Fogaça. O filme, feito em 2011, foi lançado recentemente em um circuito comercial de cinemas de Porto Alegre e, segundo seus produtores, está sendo negociado para exibição em canais nacionais de televisão.</p>
<p>Nascido em Porto Alegre, e tendo vivido vários anos em Buenos Aires, onde estudou cinema e jornalismo, Gustavo conta que sua motivação para realizar o documentário surgiu em um encontro com Geraldo Leonetti, sobrinho-neto do fundador da Casa Elétrica, em 1998. “Ele me contou a história, e fiquei fascinado. Decidimos trabalhar juntos no roteiro, mas infelizmente o Geraldo faleceu. Só em 2005 retomei o projeto, que passou a abarcar também uma ficção, ainda em fase de realização”, conta Gustavo.</p>
<p><strong>O primeiro samba e o primeiro tango</strong></p>
<p>O documentário começa recordando os talentos musicais gaúchos até chegar à importância da Casa Elétrica. Segundo ele, foi lá, em 1913, quatro anos antes de “Por telefone”, que a dupla gaúcha “Os Geraldos”, de Geraldo Magalhães e Nina Teixeira, gravou o samba &#8220;Iaiá me diga&#8221;, composto por Magalhães. Já a gravação do primeiro tango na América Latina aconteceu graças à relação entre Leonetti e o empresário Alfredo Amendola, dono do selo Atlanta, de Buenos Aires.</p>
<p>“O tango surgiu como música bem underground, de bandidos e malandros. Na época, existiam gravadoras de discos em Buenos Aires, mas não uma fábrica. Os artistas gravavam uma matriz, que era mandada à Europa ou aos Estados Unidos para fazer cópias”, explica Gustavo. Com a Primeira Guerra, esse processo foi interrompido, até que Amendola descobriu a Casa Elétrica, onde Francisco Canaro, considerado o primeiro grande mestre de tango, gravou “El chamuyo” em 1914. “A facilidade de gravar os discos em Porto Alegre contribuiu para que o tango deixasse de ser uma música alternativa na Argentina e passasse a ser mainstream”, acrescenta.</p>
<p>Mesmo deixando transbordar em certos momentos um exagerado orgulho regional, “acasaeletrica.doc” levanta questões relevantes, como os laços a serem reatados entre Brasil e a América hispânica e o fim de uma produção cultural descentralizada para privilegiar eixos que passam a dominar a indústria. Além de espalhar a relevante mensagem de que há riquezas de um passado latino-americano comum a serem resgatadas.</p>
<p><em>Por Camila Moraes</em></p>
<p>Texto publicado originalmente no site <a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/20970/filme+redescobre+fabrica+gaucha+que+teria+gravado+os+primeiros+sambas+e+tangos.shtml?__akacao=800099&#038;__akcnt=e9aff82e&#038;__akvkey=6601&#038;utm_source=akna&#038;utm_medium=email&#038;utm_campaign=Boletim_OM_060412" target=_blank>Opera Mundi</a>.</p>
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		<title>Iber.film.américa: assista a cinema ibero-americano online</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 17:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festival de cinema ibero-americano online]]></category>
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		<description><![CDATA[Já está em marcha o primeiro Festival de Cinema Ibero-Americano na internet, o Iber.film.américa. Até dia 16 de abril, espectadores online presentes na América Latina e na Espanha podem assistir gratuitamente a 14 longas-metragens de ficção desses lugares e votar em seus títulos preferidos.
O festival, organizado pelo site Filmotech.com com apoio do ICAA (Instituto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1345" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/boleto-al-paraiso.jpg"><img class="size-full wp-image-1345" title="O filme cubano &quot;Boleto al paraíso&quot; é um dos participantes do festival online" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/boleto-al-paraiso.jpg" alt="O filme cubano &quot;Boleto al paraíso&quot; é um dos participantes do festival online" width="250" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">O filme cubano &quot;Boleto al paraíso&quot; é um dos participantes do festival online</p></div>
<p>Já está em marcha o primeiro Festival de Cinema Ibero-Americano na internet, o Iber.film.américa. Até dia 16 de abril, espectadores online presentes na América Latina e na Espanha podem assistir gratuitamente a 14 longas-metragens de ficção desses lugares e <a href="http://apps.facebook.com/iberfilmamerica" target="_blank">votar em seus títulos preferidos</a>.</p>
<p>O festival, organizado pelo site Filmotech.com com apoio do ICAA (Instituto de Cinema e das Artes Audiovisuais da Espanha), da FIPCA (Federação Ibero-Americana de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais) e do Instituto Cervantes, é competitivo e irá premiar com 3 mil dólares e uma viagem o produtor do longa-metragem ganhador – que será escolhido por um júri composto por jornalistas e críticos especializados.</p>
<p>Confira a lista de filmes e aproveite a Páscoa!</p>
<p>“Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona Valdés (Cuba)<br />
“Contracorrente”, de Javier Fuentes-León (Perú-Colômbia)<br />
“Des-autorizados”, de Elia Schneider (Venezuela)<br />
“García”, de José Luis Rugeles (Colômbia)<br />
“Guest”, de José Luis Guerín (Espanha)<br />
“Jean Gentil”, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas (República Dominicana-México)<br />
“La mala verdad”, de Miguel Ángel Rocca (Argentina-Espanha)<br />
“La mitad de Óscar”, de Manuel Martín Cuenca (Espanha-Cuba)<br />
“La Yuma”, de Florence Jaugey (Nicarágua-México)<br />
“Los colores de la montaña”, de Carlos César Arbeláez (Colômbia-Panamá)<br />
“Medianeras”, de Gustavo Taretto (Argentina)<br />
“Norberto apenas tarde”, de Daniel Hendler (Uruguai-Argentina)<br />
“Pescador”, de Sebastián Cordero (Equador-Colômbia)<br />
“Transeúnte”, de Eryck Rocha (Brasil)</p>
<p>Para assisti-los no <a href="http://www.filmotech.com/iberfilmamerica/default.aspx" target="_blank">Filmotech.com</a>, é preciso se registrar antes.</p>
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		<title>Trinta anos depois, Guerra das Malvinas ainda não teve retrato definitivo nos cinemas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 16:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema argentino]]></category>
		<category><![CDATA[conto chinês]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1338" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/cuento_chino.jpg"><img class="size-full wp-image-1338 " title="&quot;Um conto chinês&quot;, filme argentino que aborda a Guerra das Malvinas" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/04/cuento_chino.jpg" alt="&quot;Um conto chinês&quot;, filme argentino que aborda a Guerra das Malvinas" width="499" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Um conto chinês&quot;, filme argentino que aborda a Guerra das Malvinas</p></div>
<p>Três décadas depois do início da Guerra das Malvinas, sente-se que o cinema ainda não deu conta de abordar esse que foi o primeiro conflito armado a alcançar maior repercussão na América Latina depois da Segunda Guerra. Esse sentimento é mais forte do lado argentino – onde parecem haver as feridas mais profundas – do que do britânico. Mas que não exista um filme “definitivo” sobre essa disputa, que hoje volta a estampar jornais do mundo todo graças aos esforços da Argentina para retomar a discussão em torno da soberania do território, não significa que não haja uma variedade de relatos à disposição dos interessados. É mais um sinal de que, contida pela vida, a arte não há de explicar o que ainda pulsa.</p>
<p>Dois longas-metragens recentes, ambos realizados em 2011 e repercutidos internacionalmente, reacendem o tema das Malvinas nas telas. O mais humilde, ainda que considerado um sucesso do cinema latino-americano, é o argentino <em>Um Conto Chinês</em>, de Sebastián Borensztein, a produção nacional de maior bilheteria na Argentina em 2011, com 910 mil espectadores.<br />
<span id="more-1337"></span><br />
Protagonizado pela maior estrela local, o ator Ricardo Darín, o filme conta a história de um veterano da guerra, solitário e hermético, que se vê obrigado a rever seus hábitos ao se sensibilizar com um chinês que chega a Buenos Aires depois da morte trágica da noiva e sem falar uma palavra de espanhol.</p>
<p>Depois vem <em>A Dama de Ferro</em>, uma coprodução entre Inglaterra e França na qual Meryl Streep interpreta a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, cuja decisão de entrar em guerra contra a Argentina lhe rendeu, além de uma reeleição, a fama de líder durona. A história, de caráter biográfico, passa rapidamente pela Malvinas e deu a Streep seu segundo Oscar de melhor atriz, depois de reunir 17 indicações ao prêmio ao longo de sua carreira.</p>
<p>Mas esses exemplos passam longe do que pode ser considerado um filme de guerra. Neste sentido, nenhuma obra supera ainda a importância da produção argentina <em>Iluminados Pelo Fogo</em> (2005), de Tristán Bauer. Inspirado em um livro de memórias de mesmo título, escrito pelo ex-combatente e jornalista Edgardo Esteban, o filme conta a história de três soldados: um que morreu em batalha, outro que suicidou depois do fim do conflito e o terceiro que vai ao encontro do ex-companheiro e, com isso, revive duras memórias.</p>
<p>A questão do suicídio tratada neste filme é central para entender qualquer guerra, em especial a das Malvinas, cujo número de suicidados é gritante. Segundo a própria presidente Cristina Kirchner, que lida com os protestos de ex-combatentes, &#8220;mais de 400 argentinos e 264 britânicos se suicidaram&#8221;, o que representa mais mortos por suicídio do que por combate, se excluídos os dois navios afundados durante a guerra (o Belgrano, com a morte de 500 argentinos, e HMS Coventry, com 300 britânicos).</p>
<p><strong>Cinema argentino</strong></p>
<p>Do lado da Argentina, o primeiro longa-metragem feito sobre as Malvinas é <em>Los Chicos de La Guerra</em>, drama dirigido por Bebe Kamín em 1984, só dois anos depois do início do conflito. Nele, uma adaptação literária do romance de Daniel Kon, três jovens de diferentes classes sociais são convocados, sem maior preparo, a lutar. Depois, se vêem obrigados a lidar com as penúrias que viveram em combate, como de fato aconteceu com muitos solados na vida real.</p>
<p>Na outra ponta, mais burlesca, está o experimental <em>Fuckland </em>(em deboche ao nome inglês das ilhas, Falkland), de 2000, no qual um argentino chega às Malvinas para reconquistá-las. Seu plano é espalhar sêmen argentino, estando com o maior número de nativas possível, na intenção de engravidá-las e de criar uma nova geração de argentinos, que liderariam uma revolução local. É considerado o primeiro filme argentino a ser realizado segundo os mandamentos do Dogma 95 e com uma equipe que gravou clandestinamente nas ilhas.</p>
<p>Entre um e outro, várias histórias foram contadas, mas nenhuma amplamente difundida.</p>
<p>Do grupo dos documentários (para cinema ou TV) que recolhem testemunhos de ex-combatentes, familiares dos envolvidos e personalidades que tratam de explicar a guerra fazem parte títulos como <em>Malvinas, Historia de Traiciones</em> (1984), de Jorge Denti, <em>Malvinas, Me Deben Tres</em> (1992), codirigida por sete cineastas, <em>Hundan al Belgrano</em> (1996), de Federico Urioste, e <em>Locos de La Bandera</em> (2004), de Julio Cardoso.</p>
<p>Mais raros são os feitos sob o calor da hora, como <em>Malvinas, Alerta Roja</em> (1985), de Eduardo Rotondo, um cinegrafista encarregado por jornais internacionais de cobrir o conflito, que reuniu entrevistas com os protagonistas do conflito e filmagens de combates. E realmente escassos são os filmes que oferecem um olhar na contramão do exacerbado nacionalismo argentino em relação ao tema, como é o caso de <em>Tan Cerca, Tan Lejos</em>, feito para a televisão pela jovem documentarista Tamara Florin.</p>
<p>Entre as ficções que exploram ângulos diferentes para se referir à guerra, destacam-se <em>La Deuda Interna</em> (1988), de Miguel Pereira, <em>El visitante</em> (1999), de Javier Oliveira com atuação de Julio Chávez, <em>Desobediência debida</em> (2008), de Victoria Reale, <em>La campana</em> (2010), de Fredy Torres, e <em>El mismo amor, la misma lluvia</em>, do oscarizado Juan José Campanella. E não faltam os curta-metragens, como <em>Nuestras Islas Malvinas</em>, relato feito em 1966 pelo documentarista Raymundo Gleyzer, desaparecido durante a ditadura militar, e a comédia <em>Guarisove, los olvidados</em> (1995), de Bruno Stagnaro, que formou parte da coletânea Histórias Breves, marco da retomada do cinema argentino no final da década de 90, entre tantos outros.</p>
<p><strong>Cinema britânico</strong></p>
<p>Os ingleses também levaram seus traumas da guerra para as telas do cinema, ainda que com sangue mais frio. A exceção seja talvez uma série de documentários feitos pela BBC sobre a recuperação de Simon Weston, um soldado inglês que sofreu sérias queimaduras e feridas em combate. O primeiro deles, lançado em 1983, chamou-se <em>Simon’s War</em>.</p>
<p>Mas tiveram mais repercussão filmes como <em>Resurrected</em> (1989), primeiro longa de Paul Greengrass (“Ultimato Bourne&#8221;), que conta a história de um soldado inglês que ficou vagando pelas ilhas por sete semanas depois da guerra. Ou então <em>Tumbledown</em> (1988), de Richard Broke, que traz Colin Firth no papel de um soldado que questiona a coroa e o Exército ingleses ao retornar semi-inválido para casa.</p>
<p>Falando de novidades, há duas estreias em vista. A primeira é <em>Destroyer</em>, de Tom Shankland, que abordará o afundamento do navio britânico HMS Conventry durante a guerra, com base no livro Four weeks in May, publicado em 2007 pelo capitão do Coventry, David Hart Dyke. E logo vem <em>51 Degrees South</em>, projeto de um norte-americano e um inglês que prometem filmar a história “jamais contada dos habitantes dessas conturbadas ilhas”. A produção da dupla deve começar em junho deste ano, aproveitando o 30o aniversário da guerra.</p>
<p><strong>Cinema local</strong></p>
<p>Com 3.000 habitantes locais, os chamados “kelpers”, as Ilhas Malvinas não contam com produção cinematográfica original e tampouco são cenário de histórias não relacionadas à guerra que tanto marca seu território. A capital Puerto Argentino, mais conhecida por seu nome inglês, Stanley, não tem salas de cinema. Há apenas uma opção, que fica dentro da base militar de Mount Pleasant, pertence ao Exército britânico e fica a mais de uma hora de viagem de carro desde a capital.</p>
<p><em>Matéria publicada originalmente no site <a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/20892/trinta+anos+depois+guerra+das+malvinas+ainda+nao+teve+retrato+definitivo+nos+cinemas.shtml" target="_blank">Opera Mundi</a>, por ocasião dos 30 anos da Guerra das Malvinas.</em></p>
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		<title>Vem aí o primeiro festival de cinema do Panamá</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 21:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festival de cinema do panamá]]></category>
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		<description><![CDATA[Acaba de nascer, com edição inaugural prevista para começar em 26 de abril e terminar em 2 de maio, o primeiro festival de cinema do Panamá.
Dirigido pela cineasta panamenha Pituka Ortega Heilbron e por Hank Van Der Kolk, fundador do festival de Toronto, o Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá) tem a ambição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1334" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/03/ruta_de_la_luna.jpg"><img class="size-full wp-image-1334 " title="Co-produção entre Panamá e Equador, La ruta de la luna, do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá. " src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/03/ruta_de_la_luna.jpg" alt="Co-produção entre Panamá e Equador, La ruta de la luna, do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá. " width="400" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">Co-produção entre Panamá e Equador, &quot;La ruta de la luna&quot;, do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá. </p></div>
<p>Acaba de nascer, com edição inaugural prevista para começar em 26 de abril e terminar em 2 de maio, o primeiro festival de cinema do Panamá.</p>
<p>Dirigido pela cineasta panamenha Pituka Ortega Heilbron e por Hank Van Der Kolk, fundador do festival de Toronto, o Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá) tem a ambição se tornar um dos eventos cinematográficos mais importantes da América Latina, além de difundir filmes no país e de estimular a indústria local.</p>
<p>Para sua primeira edição, foram programadas 50 filmes e uma série de eventos e workshops na Cidade do Panamá. Do “Panorama Latino-Americano”, fazem parte “Juan de los muertos”, de Alejandro Brugues (Cuba), “Sangue do meu sangue”, de João Canija (Portugal), “Habana Eva”, de Fina Torres (Cuba), “Las razones del corazón”, de Arturo Ripstein (México), “Nostalgia de la luz”, de Patricio Guzmán (Chile), “Bonsai”, de Cristian Jiménez (Chile), “El gato desaparece”, de Carlos Sorín (Argentina), e “Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood (Chile).</p>
<p>Em “Ópera prima”, seção dedicada à produção de diretores estreantes, estão o filme guatemalteco “Distancia”, de Sergio Ramírez, os argentinos “Las acacias”, de Pablo Giorgelli, “El estudiante”, de Santiago Mitre e “Rompecabezas”, de Natalia Smirnoff, os peruanos “Las malas intenciones”, de Rosario García Montero, e “Octubre”, de Diego e Daniel Vega, o colombiano “Los colores de la montaña”, de César Arbelaez, e o panamenho-equatoriano “Ruta de la luna”, de Juan Sebastián Jacome.</p>
<p>Existe ainda uma seção internacional, que inclui o iraniano “A separação”, vencedor do último Oscar na categoria de filme estrangeiro.</p>
<p>Saiba mais no site do evento: <a href="http://www.iffpanama.org" target="_blank">www.iffpanama.org</a>.</p>
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		<title>Repasso pelo recorte latino-americano do 17. É Tudo Verdade</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 19:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já foi dada a largada, na última quinta-feira (22 de março), para mais um Festival É Tudo Verdade, um dos mais importantes no mundo hoje quando o assunto é documentário. O evento acontece este ano, em sua 17a edição, celebrando as diferentes plataformas – da tela do celular à do cinema – que nos oferecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1327" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/03/andres.jpg"><img class="size-medium wp-image-1327 " title="O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/03/andres-300x199.jpg" alt="O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano</p></div>
<p>Já foi dada a largada, na última quinta-feira (22 de março), para mais um Festival É Tudo Verdade, um dos mais importantes no mundo hoje quando o assunto é documentário. O evento acontece este ano, em sua 17a edição, celebrando as diferentes plataformas – da tela do celular à do cinema – que nos oferecem registros documentais, contribuindo para a nossa sensibilidade maior ao gênero.</p>
<p>Para os interessados em cinema latino-americano, há uma boa variedade de filmes e temas para se discutir na programação.</p>
<p>É impossível ignorar que a principal seção não competitiva do festival que é destinada à América Latina, o <a href="http://www.itsalltrue.com.br/2012b/busca/index.asp?lng=&amp;mos_id=10" target="_blank">Foco Latino-Americano</a>, traz desta vez uma seleção bastante crítica, com quatro (de cinco) títulos voltados ao cinema político. Variando, claro, as visões e as histórias, o assunto são sempre os crimes de estado, com títulos a respeito vindo da Argentina (“Em busca da alma”, de Mario Bomheker), do México (“O céu aberto”, de Everardo González), do Uruguai (“O cultivo da flor invisível”, de Carlo Guillermo Proto) e de Porto Rico (“Os arquivos”, de Maite Rivera Carbonell.</p>
<p>O dissidente temático da seção é o chileno “O Huaso”, de Carlo Guillermo Proto. O filme aborda o dilema de Gustavo Proto, alguém que, à sombra da morte da mãe por Alzheimer, decide se suicidar caso o diagnóstico da doença se confirme também para ele.</p>
<p>Na competição oficial de longas, o representante latino-americano é o documentário chileno “<a href="http://www.itsalltrue.com.br/2012b/busca/detalhes.asp?id=13188&amp;lng=" target="_blank">Calafate – Zoológicos Humanos</a>”, de Hans Mülchi, que retrata as viagens forçadas de indígenas diferentes países no século 19 para serem exibidos nas chamadas “exposições etnográficas” em diversos locais da Europa.</p>
<p>Para melhorar ainda mais a programação dos fãs do cinema latino, tem a <a href="http://www.itsalltrue.com.br/2012b/busca/index.asp?lng=&amp;mos_id=11" target="_blank">Retrospectiva Internacional</a>, este ano dedicada ao argentino Andrés Di Tella. Ele, criador e primeiro diretor do Bafici, o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, já participou do É Tudo Verdade com obras em competição (“A televisão e eu”) e,  em 2002, integrou o júri internacional. Inédita no Brasil, a mostra apresentará seus seis longas-metragens, além de um curta e um média metragem. Haverá sessões com a presença do diretor em São Paulo (28 de março) e no Rio (1 de abril). Saiba mais <a href="http://www.itsalltrue.com.br/2012b/atividades/debates.asp?lng=" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>E nos Programas Especiais tem o argentino “<a href="http://www.itsalltrue.com.br/2012b/busca/detalhes.asp?id=13075&amp;lng=" target="_blank">Vivam os Antípodas</a>”, de Victor Kossakovsky, que abriu o último festival de cinema de Mar del Plata. Exibido antes em Veneza, o filme é uma coprodução entre Alemanha, Argentina, Holanda, Chile e Rússia e aborda a noção de antípoda (indivíduo que habita, no globo terrestre, lugar diametralmente oposto a outro), relatando eventos simultâneos que acontecem na Argentina e na China, no Chile e na Rússia, Havaí e Botsuana e Nova Zelândia e Espanha.</p>
<p>As entradas para o festival, que acontece simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro de 23 de março a 1 de abril, e em Brasília de 10 a 15 de abril, são gratuitas. Em maio, está prevista uma itinerância a Minas.</p>
<p>Aproveite!</p>
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