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	<title>Lalatina</title>
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	<description>Blog sobre cinema latino-americano</description>
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		<title>CinEducación: protestos estudantis do Chile inspiram cineastas e realizadores amadores de vídeo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<description><![CDATA[Os protestos estudantis que sacudiram o Chile ano passado foram fortemente influenciados pela arte e agora começam a trilhar o caminho oposto, influenciando, por exemplo, o cinema.
Foi recentemente lançada no Chile a plataforma CinEducación (cujo nome faz referência ao cinema, brincando com a expressão “sem educação”), que reúne olhares de cineastas consagrados – e outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_1285" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/la_ciudad_de_los_fotografos-290x290.jpg"><img src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/la_ciudad_de_los_fotografos-290x290.jpg" alt="Foto de Ávaro Hoppe que aparece no documentário &#039;La Ciudad de los Fotógrafos&#039;" title="Foto de Ávaro Hoppe que aparece no documentário &#039;La Ciudad de los Fotógrafos&#039;" width="290" height="290" class="size-full wp-image-1285" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Ávaro Hoppe que aparece no documentário 'La Ciudad de los Fotógrafos'</p></div>Os protestos estudantis que sacudiram o Chile ano passado foram fortemente influenciados pela arte e agora começam a trilhar o caminho oposto, influenciando, por exemplo, o cinema.</p>
<p>Foi recentemente lançada no Chile a plataforma CinEducación (cujo nome faz referência ao cinema, brincando com a expressão “sem educação”), que reúne olhares de cineastas consagrados – e outros anônimos – sobre a educação no Chile e em outros países. Dela, na verdade, pode participar qualquer pessoa que queira compartilhar vídeos sobre o sistema educacional de seu país.</p>
<p>Como lembra uma matéria de hoje da <strong>Folha</strong> a respeito (link <a href="https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&#038;url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/23663-projeto-digital-chileno-reune-obras-de-artistas-famosos-e-desconhecidos-sobre-a-educacao.shtml&#038;COD_PRODUTO=7" target=_blank>aqui</a>, para assinantes), o projeto digital chileno se parece ao outrora famoso “Cinétracts”, de Jean-Luc Godard, Alain Renais e outros realizadores franceses que expressaram sua visão sobre o Maio de 68. Um deles, inclusive – o documentarista Chris Marker, de 90 anos –, faz parte do CinEducación, manifestando seu apoio aos protestos estudantis. O vídeo dele tem pinguins (símbolo dos estudantes chilenos), Camila Vallejo (líder estudantil do Chile) e seu conhecido gato Guillaume. </p>
<p>Entre os latinos participantes, estão o documentarista chileno Patricio Gúzman, o ator e diretor mexicano Gael García Bernal e a artista brasileira Veronica Cordeiro. </p>
<p>Visite e participe: <a href="http://www.cineducacion.cl" target=_blank>www.cineducacion.cl</a></p>
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		<title>2011: um ano de cinema latino de imagens</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 19:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[nota]]></category>
		<category><![CDATA[melhores filmes latinos de 2011]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>

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		<description><![CDATA[Os rankings são comuns e têm sua utilidade, mas podem ser tão frios como as estatísticas. Para esquentar um pouco a seleção abaixo de “melhores” filmes latinos de 2011, pensemos nela como um apanhado de  imagens que fizeram o cinema latino-americano brilhar no ano passado. Assim, em tom informal, sem maiores compromissos.
Primeiro, vem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os rankings são comuns e têm sua utilidade, mas podem ser tão frios como as estatísticas. Para esquentar um pouco a seleção abaixo de “melhores” filmes latinos de 2011, pensemos nela como um apanhado de  imagens que fizeram o cinema latino-americano brilhar no ano passado. Assim, em tom informal, sem maiores compromissos.</p>
<p>Primeiro, vem uma seleção feita com base aos filmes latinos mais falados, premiados e elogiados do ano passado. Notícias sobre eles circularam bastante neste blog.</p>
<p>Depois, as escolhas de diferentes profissionais brasileiros ligados a cinema latino-americano.</p>
<p>Confira!</p>
<p><strong>SELEÇÃO LA LATINA</strong></p>
<p>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=D-fK1fKMEA4" target="_blank">Las acacias</a>”, de Pablo Giorgelli (Argentina)</p>
<div id="attachment_1267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/las_acacias.jpg"><img class="size-full wp-image-1267" title="Drama íntimo, filmado com maestria dentro de um caminhão" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/las_acacias.jpg" alt="Drama íntimo, filmado com maestria dentro de um caminhão" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Drama íntimo, filmado com maestria dentro de um caminhão</p></div>
<p>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=o5boX9ngglU" target="_blank">Miss bala</a>”, de Gerardo Naranjo (México)</p>
<div id="attachment_1268" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/MissBala011011.jpg"><img class="size-full wp-image-1268" title="Abordagem mais que relevante da violência: a de quem está no meio do tiroteio" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/MissBala011011.jpg" alt="Abordagem mais que relevante da violência: a de quem está no meio do tiroteio" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Abordagem mais que relevante da violência: a de quem está no meio do tiroteio</p></div><br />
<span id="more-1266"></span><br />
“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=na4T1Z9STO0" target="_blank">Violeta se fue a los cielos</a>”, de Andrés Wood (Chile)</p>
<p><div id="attachment_1269" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/viole.jpg"><img class="size-full wp-image-1269" title="Cinebiografia sensível de um ícone latino-americano" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/viole.jpg" alt="Cinebiografia sensível de um ícone latino-americano" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Cinebiografia sensível de um ícone latino-americano</p></div>
<p>“<a href="http://storytellertrailers.blogspot.com/2011/02/el-premio-prize.html" target="_blank">El premio</a>”, de Paula Markovitch (México)</p>
<div id="attachment_1270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/el_premio.jpg"><img class="size-full wp-image-1270" title="A ditadura onde ela quase está" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/el_premio.jpg" alt="A ditadura onde ela quase está" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">A ditadura onde ela quase está</p></div>
<p>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=zc2parYytMs">El lugar más pequeño</a>”, de Tatiana Huezo (México)</p>
<div id="attachment_1271" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/LugarMasPequeno-SIRENA-MIRA.jpg"><img class="size-full wp-image-1271" title="Documentário poético sobre a capacidade humana de continuar" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/LugarMasPequeno-SIRENA-MIRA.jpg" alt="Documentário poético sobre a capacidade humana de continuar" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Documentário poético sobre a capacidade humana de continuar</p></div>
<p>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzHkI0V6i9E" target="_blank">Las malas intenciones</a>”, de Rosario García–Montero (Peru)</p>
<div id="attachment_1272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/Las-malas-intenciones-cayetana.jpg"><img class="size-full wp-image-1272" title="Um olhar infantil, mas não dócil, sobre a violência no Peru" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/Las-malas-intenciones-cayetana.jpg" alt="Um olhar infantil, mas não dócil, sobre a violência no Peru" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Um olhar infantil, mas não dócil, sobre a violência no Peru</p></div>
<p><strong>SELEÇÃO DOS DISTRIBUIDORES</strong></p>
<p>Sandro Fiorin, da Figa Films, distribuidora de filmes latinos nos EUA, fica com “Las acacias”.</p>
<p><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/ACACIASOBTUVO-CAMARA-ULTIMA-EDICION-CANNES_CLAIMA20110819_0020_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1273" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/ACACIASOBTUVO-CAMARA-ULTIMA-EDICION-CANNES_CLAIMA20110819_0020_4.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Ana Luiza Beraba, da Esfera Filmes, distribuidora de filmes independentes (vários latinos) sediada no Rio de Janeiro, escolhe o argentino “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GswLDohL3yI" target="_blank">Querida, voy a comprar cigarrillos y vuelvo</a>&#8220;, de Mariano Cohn e Gastón Duprat. O filme será distribuído no Brasil este ano.</p>
<p><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/snapshot20110505013721.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1274" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/snapshot20110505013721.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Silvia Cruz, da Vitrine Filmes, especializada na distribuição de filmes brasileiros e também dedicada aos latinos, vota por “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZjtBKCyF3nM" target="_blank">Além da estrada</a>”, do brasileiro Charly Braun, que filmou este road movie com o ator argentino Esteban Feune de Colombi no Uruguai. O filme esteve em cartaz no segundo semestre de 2011.</p>
<p><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/alem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1275" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/alem.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Priscila Miranda do Rosário, da distribuidora Tucumán Filmes, radicada no Rio, prefere “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=7DJTgAUWVIg" target="_blank">Abrir puertas y ventanas</a>”, de Milagros Mumenthaler.</p>
<p><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/abrir_puertas_y_ventanas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1276" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/abrir_puertas_y_ventanas.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Juan Zapata, da produtora e distribuidora Zapata Filmes, elege &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=b18r3nmTZt0" target="_blank">Pequeñas voces</a>&#8220;, de Jairo Carillo, longa de animação sobre o conflito da Colômbia, a partir do olhar infantil.</p>
<p><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/pequenas-voces-3.jpg"><img src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/02/pequenas-voces-3.jpg" alt="" title="" width="500" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-1281" /></a></p>
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		<title>Entrevista: Marialy Rivas, de “Joven y alocada”, um dos filmes chilenos premiados em Sundance</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último domingo, 29 de janeiro, chegou ao fim o primeiro grande festival do ano. Sundance, focado em cinema independente, deu dois prêmios importantes para o cinema chileno: o de melhor drama internacional para “Violeta de los cielos”, de Andrés Wood, e o de melhor roteiro internacional para “Joven y alocada”.
O Chile, que vem aumentando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1260" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/marialy.jpeg"><img class="size-medium wp-image-1260" title="Marialy Rivas" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/marialy-300x225.jpg" alt="Marialy Rivas" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Marialy Rivas</p></div>
<p>No último domingo, 29 de janeiro, chegou ao fim o primeiro grande festival do ano. Sundance, focado em cinema independente, deu dois prêmios importantes para o cinema chileno: o de melhor drama internacional para “Violeta de los cielos”, de Andrés Wood, e o de melhor roteiro internacional para “Joven y alocada”.</p>
<p>O Chile, que vem aumentando sua produção cinematográfica e que em 2011 recuperou o fôlego das bilheterias, comemora os prêmios e o posto de cinematografia latina da vez nos festivais internacionais.</p>
<p>Nosso site-parceiro, <strong>LatAm cinema</strong>, publicou um bate-papo com a chilena Marialy Rivas, de “Joven y alocada”. Confira a entrevista abaixo (disponível completa e em espanhol <a href="http://www.latamcinema.com/entrevista.php?id=124" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>A realizadora Marialy Rivas – conhecida pelo curta “Blokes” – debuta na direção de longas-metragens com “Joven y alocada”, a história do despertar sexual de uma adolescente bissexual, que, utilizando o apelido que é o título do filme e o anonimato virtual, se permite refutar o mandato familiar e expressar livremente sua sexualidade, abafada por uma estrita educação evangélica. Um filme vivaz, moderno e arriscado, que segue o processo de amadurecimento de uma jovem dividida entre prazer e culpa. Protagonizada por Alicia Rodríguez e María Gracia Omegna e produzida por Fábula (a produtora dos filmes de Pablo Larraín), participa da competição Generation 14plus do Festival de Berlim. Depois de vencer o prêmio a melhor roteiro internacional em Sundance, sua estreia comercial no Chile está prevista para 26 de abril.</p>
<p><em>Por Cynthia García Calvo</em></p>
<p><strong>O ponto de partida da história é um blog real, que tem o mesmo nome. Que elementos você encontrou nele para converter em filme e como foi esse processo?</strong></p>
<p>O que me atraiu no blog foram os relatos vibrantes, cheios de humor negro, que a autora faz de sua vida tanto sexual como evangélica. Eram fortes e gráficos, ao mesmo tempo, ternos e divertidos. Me seduziu completamente. O processo foi longo, fizemos entrevistas com ela e criamos histórias para compor o personagem Pedro Peirano. Depois partimos da estrutura que armamos para reescrever com ela os diálogos e as vozes em off. Na verdade, a forma final do filme surgiu na edição. Inclusive, chegamos a filmar depois algumas cenas que achávamos que estavam faltando. Acho que é difícil estruturar qualquer filme, ninguém imagina&#8230; Nem eu, até que o fiz e me vi escalando o Everest.<br />
<span id="more-1259"></span><br />
<strong>O filme fala de um despertar sexual, a partir de uma contraponto muito forte entre sexo e religião, entre jovens e adultos, questionando um modelo de educação anacrônico. Que pontos você queria ressaltar? Que tão atual é esse olhar sobre a sociedade?</strong></p>
<p>O olhar é muito atual. Hoje, os adolescentes vivem um sexo muito muito livre e são muito ativos. Basta o exemplo do que aconteceu recentemente no Internado Nacional Femenino y Sabat para entender que o Chile é uma sociedade ainda muito conservadora e que o Estado é guiado por conceitos religiosos e não laicos, como diz nossa Constituição. Acho que a religião, qualquer que seja, tende a reprimir a sexualidade das pessoas. Isso não é um juízo de valor, mas algo que costuma se repetir nas diferentes sociedades. Acho que o sexo é muito natural, e é essa fratura, esse conflito profundo, o que está refletido no filme.</p>
<div id="attachment_1261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 529px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/joven.jpg"><img class="size-full wp-image-1261 " title="Imagem &quot;Joven y alocada&quot;" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/joven.jpg" alt="Imagem &quot;Joven y alocada&quot;" width="519" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem de &quot;Joven y alocada&quot;</p></div>
<p><span style="font-weight: bold;"><br />
Você acha que o filme pode ser considerado controverso pela sociedade chilena?</span></p>
<p>Não sei. Veremos quando entre em cartaz. Sinceramente, espero que não, porque isso significaria que estamos no Chile de que eu gosto, o país que fala e não tem medo. Mas é provável que haja pessoas que o considerem controverso. Para mim, o importante é que exista diálogo. Oposição ou aprovação, mas interesse e diálogo.</p>
<p><strong>“Joven y alocada” reflete um mundo adolescente real, mas por seu conteúdo sexual, certamente não poderá ser visto nos cinemas por eles. Que reflexão isso merece?</strong></p>
<p>Que a censura é absurda. Os jovens podem ver violência, mas não os permitem que se vejam em uma tela para que reflitam ao redor deles mesmos e desse período tão confuso que é a passagem da adolescência à vida adulta. Merece atenção o fato que, no Festival de Berlim, o filme tenha sido selecionado em uma seção especial para jovens a partir de 14 anos. Do jurado fazem parte exclusivamente adolescentes. Isso me parece correto, pois gera uma discussão neles, com eles e entre eles. Sempre lembro de uma frase de um trailer do Godard que dizia algo como: “Este filme é para maiores de 18 anos, porque fala sobre vocês”.</p>
<p><strong>O filme tem cenas sexualmente cruas. Qual foi sua maneira de trabalhar com os atores nessas cenas sempre complexas?</strong></p>
<p>Ensaio, ensaio, ensaio e muita conversa. Ter as pessoas certas e necessárias na filmagem. Transmitir segurança, respeitá-los, filmar com beleza e bom gosto e, ao mesmo tempo, com a força necessária para a história.</p>
<p><strong>Quais são suas expectativas para Sundance e Berlim?</strong></p>
<p>A seleção do filme para esses festivais tão importantes preencheu minhas expectativas. O resto é como ganhar a loteria, se consegue um prêmio, se agrada etc. Já está fora do meu alcance. O que, sim, espero é que as pessoas vaiam ao cinema para vê-lo, porque esses filmes são feitos para o público, não para os festivais.</p>
<p><strong>Em que novo projeto você anda trabalhando?</strong></p>
<p>Em um longa-metragem que se chama “La princesita”, inspirado numa história que aconteceu no sul do Chile há alguns anos. É sobre uma menina de 11 anos que está obcecada com bebês e, de certa maneira, com sexo. Só ao final descobrimos por que isso é assim. Há também um forte conteúdo religioso neste filme.</p>
<p><strong>Seu curta-metragem “Blokes” também fala de um despertar sexual e de homossexualidade, mas com a ditadura de pano de fundo. Há temas que se repetem na sua obra e uma inclinação por abordar questões polêmicas. O que lhe interessa que o seu cinema provoque? </strong></p>
<p>Meu interesse é provocar conversa. E, sim, meu olhar é sempre sobre o sexo. Gosto da adolescência, porque é um dos poucos momentos da vida onde se muda tanto, física e espiritualmente. Isso me parece dramaticamente muito atraente. Além do quê, com exceção do sexo e da morte, o que mais há nessa vida?</p>
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		<title>Produções do ano passado renovam fôlego do cinema latino em 2012</title>
		<link>http://www.lalatina.com.br/wp/producoes-do-ano-passado-renovam-folego-do-cinema-latino-em-2012/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[cinema latino 2011]]></category>
		<category><![CDATA[opera mundi]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante constatação: enquanto na internet se instala aos poucos uma caça às bruxas que pretende eliminar os piratas do oceano audiovisual, nas salas de cinema de vários países latino-americanos os números de espectadores crescem.
Resistindo – elas, sim, como bravos piratas – ao ataque de blockbusters e ao domínio dos grandes estúdios, as cinematografias da região [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1255" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/violeta.jpg"><img class="size-full wp-image-1255 " title="&quot;Violeta se fue a los cielos&quot;, de Andrés Wood, foi o filme chileno de 2011" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/violeta.jpg" alt="&quot;Violeta se fue a los cielos&quot;, de Andrés Wood, foi o filme chileno de 2011" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Violeta se fue a los cielos&quot;, de Andrés Wood, foi o filme chileno de 2011</p></div>
<p>Interessante constatação: enquanto na internet se instala aos poucos uma caça às bruxas que pretende eliminar os piratas do oceano audiovisual, nas salas de cinema de vários países latino-americanos os números de espectadores crescem.</p>
<p>Resistindo – elas, sim, como bravos piratas – ao ataque de blockbusters e ao domínio dos grandes estúdios, as cinematografias da região viveram um 2011 de estatísticas animadoras. Em geral, aumentaram os índices de salas por habitante, a frequência de espectadores é mais alta que a registrada nos últimos anos e, o melhor de tudo, despertaram-se para as suas próprias telas países antes um pouco adormecidos, como Colômbia, Chile e Peru e, em menor escala, Uruguai, Paraguai e Equador.</p>
<p>Fazendo um rápido balanço do cinema latino no ano que passou, algumas boas notícias saltam aos olhos. Além dos números em ascensão, é evidente a tendência generalizada a uma maior diversidade temática. E não só: apesar da fronteira entre ficção e documentário representar uma forte inclinação entre as histórias, há um flerte cada vez mais intenso com os gêneros tanto em países de maior tradição cinematográfica, como a Argentina, quanto em indústrias que ainda engatinham, como a peruana, onde produtores independentes têm explorado o gosto local por terror e ação.</p>
<p>Claro que nem todas são manchetes que fazem sonhar. Mesmo sendo mais, ainda há poucas salas por pessoa em quase toda a região – e concentradas em capitais e grandes cidades. O público, ainda cético em relação ao “seu cinema”, cambaleia na aceitação dos títulos nacionais, o que se reflete em um baixo número de espectadores por filme. Trocando em miúdos, tem aparecido mais produções regionais reconhecidas pela crítica e, com sorte, também pela bilheteria. Esses são os casos que elevam as estatísticas e, em parte, renovam o ânimo dos profissionais da área.</p>
<p>Se bem o desafio da distribuição persista, os ares se renovam – e há esperança de amadurecimento quando o assunto é construir cinema (e identidade, diversidade, memória&#8230;) na América Latina.</p>
<p>Um breve repasso pelo que aconteceu em alguns países da região em 2011 dá o tom da esperança que paira sobre o cinema latino em 2012. Confira:<br />
<span id="more-1254"></span><br />
<strong>Brasil</strong></p>
<p><em>Porcentagem da bilheteria para o cinema nacional: 12,7%</em></p>
<p>Segundo o presidente da ANCINE, Manoel Rangel, os números de 2011 superam os recordes do ano anterior, alcançados graças ao sucesso de Tropa de elite 2. Dos 87 filmes nacionais lançados em 2011, sete alcançaram a marca de um milhão de espectadores – sendo que três deles tiveram mais de dois milhões de pagantes. A renda total de bilheteria (cerca de 1,4 bilhão de reais), com 140 milhões de ingressos vendidos, faz do Brasil o principal mercado latino de cinema em termos de rendimento.</p>
<p>A principal crítica do mercado, no entanto, é a escassez dos desejados “filmes médios” – os que não alcançam a poderosa cifra de um milhão de espectadores, mas ultrapassam a faixa dos 100 mil (em 2011, a grande maioria ficou abaixo dessa marca).</p>
<p><strong>Argentina</strong></p>
<p><em>Porcentagem da bilheteria para o cinema nacional: 7,2%</em></p>
<p>Por mais que a cinematografia vizinha seja amplamente reconhecida nos principais festivais internacionais, como os brasileiros gostam de lembrar, poucos filmes argentinos superam os 10 mil espectadores em casa. No ano passado, nenhum título nacional chegou a um milhão de ingressos (e apenas seis superaram a barreira dos 100 mil).</p>
<p>Das 100 estreias de 2011, bastante concentradas em Buenos Aires, o título mais visto foi, com folga, Um conto chinês, de SebastiánBorensztein, com 910 mil espectadores. Entre filmes menores, há uma aposta crescente pelo cinema de gênero, com títulos como Fase 7, de Nicolás Goldbart, e Sudorfrío, de Adrián García Bogliano.</p>
<p>Fala-se muito, também por lá, do bom desempenho de seus filmes – premiados em festivais importantes, mas que não conseguem atenção suficiente na Argentina. O que rebate a teoria tão difundida no país de que “os argentinos não querem ver cinema argentino” é a chegada da INCAA TV, com o objetivo de difundir a produção nacional. O canal exibiu durante o ano mais de 600 filmes, com audiência estimada de oito milhões de pessoas.</p>
<p><strong>México</strong></p>
<p><em>Porcentagem da bilheteria para o cinema nacional: 7%</em></p>
<p>É o país com mais salas na América Latina e uma das indústrias mais tradicionais da região. Apesar do aumento do público geral nos cinemas, as 60 estreias nacionais contabilizaram apenas 13 milhões de pessoas (7% da bilheteria total). Entre os 10 filmes mexicanos mais vistos do ano, vale ressaltar que três são animações: Don Gato y su pandilla, La leyenda de la llorona e El gran milagro.</p>
<p><strong>Colômbia</strong></p>
<p><em>Porcentagem da bilheteria para o cinema nacional: 8,3%</em></p>
<p>Segundo Claudia Triana, diretora do Proimágenes Colombia, fundo de promoção do cinema colombiano, “a Colômbia está se consolidando como a quarta maior cinematografia da região”, graças ao seu rápido crescimento no setor, desde o lançamento da lei de cinema do país em 2004. Foram 18 títulos lançados em 2011, totalizando quase três milhões de espectadores para filmes nacionais. Desse número, quase 1,2 milhões assistiram a El paseo, de Harold Trompetero, o filme colombiano mais visto do ano.</p>
<p><strong>Chile</strong></p>
<p><em>Porcentagem da bilheteria para o cinema nacional: 5,5%</em></p>
<p>Depois de dois anos de números parcos, o cinema chileno renovou a energia em 2011, passando de pouco mais de 300 mil ingressos vendidos em 2010 para mais de 920 mil ano passado. Violeta se fue a los cielos, de Andrés Wood (Machuca), fez quase 400 mil espectadores e se consagrou como o quinto filme mais visto da historia do cinema feito no Chile.</p>
<p><strong>Peru</strong></p>
<p>Dono de uma indústria ainda incipiente, o Peru é um exemplo de cinematografia em pleno despertar. Com 35 filmes produzidos ano passado (um número alto considerando os anteriores), ainda que só nove títulos tenham sido lançados comercialmente em nível nacional, o cinema peruano assiste ao crescimento de uma produção regional. O filme peruano de maior público foi El guachimán, de Gastón Vizcarra, com 95 mil espectadores.</p>
<p><em>Artigo publicado originalmente no site <a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19451/producoes+do+ano+passado+renovam+folego+do+cinema+latino+em+2012.shtml" target="_blank">Opera Mundi</a>. </em></p>
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		<item>
		<title>Cuba, México, Argentina e Chile disputam o Goya</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 21:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes do Oscar, vem aí o Goya, a grande premiação do cinema na Espanha, com uma categoria inteira dedicada a filmes ibero-americanos. A 26a edição cerimônia acontece em 19 de fevereiro, com os seguintes finalistas:
“Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona
Esse filme cubano foi lançado no Festival de Havana em 2010, selecionado para o Sundance do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1249" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/bize.jpg"><img class="size-full wp-image-1249 " title="Os chilenos Matías Bize e Santiago Cabrera: diretor e ator de &quot;La vida de los peces&quot;, ganhador do Goya a melhor ibero-americano de 2011. O filme estreia no Brasil em fevereiro " src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/bize.jpg" alt="Os chilenos Matías Bize e Santiago Cabrera: diretor e ator de &quot;La vida de los peces&quot;, ganhador do Goya a melhor ibero-americano de 2011. O filme estreia no Brasil em fevereiro" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Os chilenos Matías Bize e Santiago Cabrera: diretor e ator de &quot;La vida de los peces&quot;, ganhador do Goya a melhor ibero-americano de 2011. O filme estreia no Brasil em fevereiro</p></div>
<p>Antes do Oscar, vem aí o Goya, a grande premiação do cinema na Espanha, com uma categoria inteira dedicada a filmes ibero-americanos. A 26a edição cerimônia acontece em 19 de fevereiro, com os seguintes finalistas:</p>
<p><strong>“Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona</strong></p>
<p>Esse filme cubano foi lançado no Festival de Havana em 2010, selecionado para o Sundance do ano passado e passou pelo Brasil durante o 21o Cine Ceará. Conta a história de um grupo de jovens que, em meio a deterioração pela que passava Cuba no começo dos anos 90, por causa do embargo americano, decide se infectar com o vírus da Aids. O fio condutor é a personagem de Eunice, uma adolescente constantemente violada por seu pai. Os temas polêmicos abordados pelo diretor, pouco comuns no cinema cubano, não tiveram sucesso em Cuba, mas conquistaram os espanhóis.</p>
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<p><strong><br />
“Miss Bala”, de Gerardo Naranjo</strong></p>
<p>Um dos melhores títulos latinos de 2011, esse mexicano passou por festivais grandes, como o de Cannes e Toronto, e conquistou prêmios importantes. A partir de uma personagem desligada do narcotráfico (uma candidata a miss), o filme aborda a dramática situação de violência que acontece no México, retratando, mais do que a guerra entre o crime organizado e o governo, as vítimas já sem esperanças desse conflito. No Goya do ano passado, outro filme mexicano sobre violência foi selecionado para a mesma categoria: “El infierno”, de Luis Estrada.</p>
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<p><strong><br />
“Um conto chinês”, de Sebastián Borensztein</strong></p>
<p>O filme argentino de maior bilheteria de 2011 na Argentina, com 900 mil espectadores. Protagonizado por Ricardo Darín, ícone do star system argentino, o longa é uma história suave, na exata medida entre o drama e a comédia, que tanto convence o público. Darín é um veterano da guerra das Malvinas que se vê obrigado a hospedar um imigrante chinês que chega a Buenos Aires perdido – e, nessa viagem, se redescobre e renasce. Estreou comercialmente no Brasil.</p>
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<p><strong><br />
“Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood</strong></p>
<p>A cinebiografia da cantora Violeta Parra, autora de canções icônicas da música latino-americana, como “Volver a los 17” e “Gracias a la vida”, foi lançada no Chile ano passado, justamente na época dos protestos estudantis que dominaram cidades como Santiago e Valparaíso. Dirigido por Andrés Wood (de “Machuca”), o filme fez quase 400 mil espectadores e se tornou o quinto mais visto da história do cinema feito no Chile.</p>
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<p>Vale lembrar que a seleção do Goya é sempre mais comercial (“Boleto al paraíso” e “Um conto chinês”) ou então se esforça pra incluir hits de relevância cultural (“Miss Bala” e “Violeta se fue a los cielos”). Fiquem em dia com os filmes e façam suas apostas.</p>
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		<title>Do Oscar 2012 e das compensações</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 21:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[nota]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[chico&rita]]></category>
		<category><![CDATA[luminaris]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>
		<category><![CDATA[rio]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o anúncio dos indicados ao Oscar 2012 na última terça-feira, dia 24 de janeiro, fica confirmada a suspeita: o cinema latino-americano não conquistou a Academia americana este ano. Ou, pelo menos, não diretamente.
O fato é que, às vezes, é melhor considerar o Oscar pelo que a premiação não seleciona do que pelo que ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1242" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/oscar.jpg"><img class="size-medium wp-image-1242" title="A cerimônia deste ano acontece dia 26 de fevereiro" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/oscar-300x195.jpg" alt="A cerimônia deste ano acontece dia 26 de fevereiro" width="300" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">A cerimônia deste ano acontece dia 26 de fevereiro</p></div>
<p>Com o <a href="http://oscar.go.com/nominees" target="_blank">anúncio dos indicados ao Oscar 2012</a> na última terça-feira, dia 24 de janeiro, fica confirmada a suspeita: o cinema latino-americano não conquistou a Academia americana este ano. Ou, pelo menos, não diretamente.</p>
<p>O fato é que, às vezes, é melhor considerar o Oscar pelo que a premiação não seleciona do que pelo que ela legitima. Claro que um prêmio a melhor filme estrangeiro, por exemplo, é sempre bem-vindo para impulsionar o público e despertar interesse por determinada cinematografia – sem falar no gás que ganha a carreira de um diretor. A lógica é simples: se esse impulso flui por aqui, melhor para nós.</p>
<p>Mas falemos desta vez do que é pouco alardeado e do que não entrou.</p>
<p>Na primeira categoria, temos a canção “Real in Rio”, composta por Carlinhos Brown e Sérgio Mendes (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1039255-cancao-indicada-ao-oscar-foi-composta-em-uma-semana.shtml" target="_blank">supostamente, em tempo mínimo</a>). O tema faz parte da trilha da animação gringa “Rio”, dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha. Se, por um lado, não é cinema brasileiro, por outro&#8230; É talento brasileiro de exportação, algo que talvez se torne mais comum nos anos vindouros.</p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qoXBCFZtpgI"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="never"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><param name="flashvars" value="" /><embed src="http://www.youtube.com/v/qoXBCFZtpgI" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="never" allownetworking="internal" allowfullscreen="true" width="425" height="344" flashvars=""></embed></object>
<p>Falando ainda em animação, talvez aí resida uma semente de sucesso.</p>
<p>O que não entrou (e talvez esse caso seja mais interessante) é o curta-metragem argentino “Luminaris”, de <a href="http://www.zaramella.com.ar" target="_blank">Juan Pablo Zaramella</a>, que ficou entre os semifinalistas da categoria de curta de animação.</p>
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<p>Queridinho de vários festivais ao longo de 2011, muitos deles especializados em cinema de animação, “Luminaris” ganhou o prêmio de público e de crítica (FIPRESCI) no Festival Internacional de Animação de Annecy. É um dos mais importantes da área, onde, por sinal, Juan Pablo Zaramella ganhou uma retrospectiva em 2010. O filme não foi selecionado, mas a Argentina chegou perto de ter um curta celebrado em Hollywood.</p>
<p>Selecionado, sim, foi o longa de animação espanhol “<a href="http://www.lalatina.com.br/wp/longa-animado-de-fernando-trueba-sera-lancado-no-anima-mundi" target="_blank">Chico &amp; Rita</a>”, de Fernando Trueba e Javier Mariscal, cuja (bela) história acontece em Cuba. Não é nosso, mas já que esse ano o Oscar é das compensações&#8230; Por que não torcer?</p>
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		<title>Juan de los muertos: o fim do mundo começou em Cuba</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 15:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alejandro Brugués]]></category>
		<category><![CDATA[cinema cubano]]></category>
		<category><![CDATA[festival do rio]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
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		<description><![CDATA[Em tempos de zumbis em alta, um filme desponta no cenário do cinema cubano, tão pouco ligado aos gêneros – ou, isso, a gente imagina. O ponto é que, se é para dedicar tempo a vampiros e mortos vivos – que o filme seja B (e latino-americano, por que não?). Ou, isso, digo eu.
“Juan de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1237" class="wp-caption alignleft" style="width: 335px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/juandelosmuertos.jpg"><img class="size-full wp-image-1237 " title="Sem megaupload, o jeito é torcer para alguém trazer os zumbis cubanos às salas brasileiras" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/juandelosmuertos.jpg" alt="Sem megaupload, o jeito é torcer para alguém trazer os zumbis cubanos às salas brasileiras" width="325" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Sem megaupload, o jeito é torcer para alguém trazer os zumbis cubanos às salas brasileiras</p></div>
<p>Em tempos de zumbis em alta, um filme desponta no cenário do cinema cubano, tão pouco ligado aos gêneros – ou, isso, a gente imagina. O ponto é que, se é para dedicar tempo a vampiros e mortos vivos – que o filme seja B (e latino-americano, por que não?). Ou, isso, digo eu.</p>
<p>“Juan de los muertos” é o nome da história. Dirigido por <a href="http://www.cinelatinoamericano.org/cineasta.aspx?cod=199" target="_blank">Alejandro Brugués</a>, jovem, porém experimentado cineasta nascido em Buenos Aires e cubano de nacionalidade, o filme foi apresentado ao público brasileiro durante o último Festival do Rio, onde, por sinal, foi bastante aplaudido.</p>
<p>A sinopse: Juan, um pescador de quinquilharias, sobreviveu a inúmeras crises cubanas e continua achando que sua ilha é um paraíso. Surpreendido por um ataque de zumbis (que o governo se esforçou em esconder, até que perdeu controle da situação), ele enxerga a oportunidade de ser patriota – eliminando os tais “dissidentes” e ainda embolsar uma grana. “Juan de los muertos, mato a sus entes queridos, en qué le puedo ayudar?”, diz ao atender ligações ao telefone.</p>
<p>Sem falar em boa fotografia e atuação competente, o longa ganha pontos com a tiração de sarro da política internacional, do embargo estadunidense e do cotidiano da ilha de Fidel. Se o tema é a moda dos zumbis, como uma metáfora do fim do mundo – e da fragilidade da moral humana diante disso –, nada mais interessante que situar essa crise em Cuba (e nos personagens que lutaram por ela, contra ela e os que ficaram no “meio” dela).</p>
<p>E, comentários estendidos, é de chamar a atenção a onda de filmes de terror, suspense e afins que anda tomando conta de algumas cinematografias da região. Basta reparar no Peru e no sucesso que os filmes nacionais desses gêneros conseguem em termos de público (um caso recente é este <a href="http://www.cinencuentro.com/2012/01/13/cementerio-general-filme-pelicula-peru-iquitos-marisol-aguirre-nikko-ponce-leslie-shaw" target="_blank">aqui</a>). Para que não digam que o cinema latino-americano não se esforça por maiores bilheterias.</p>
<p>Por <em>Camila Moraes </em></p>
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		<item>
		<title>Sundance, Rotterdam e Berlim; e o cinema latino saúda 2012</title>
		<link>http://www.lalatina.com.br/wp/sundance-rotterdam-e-berlim-e-o-cinema-latino-sauda-2012/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 16:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
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		<description><![CDATA[O cinema latino-americano vive a fase mais agitada de sua agenda anual no primeiro semestre. Grandes lançamentos, que serão pautados por festivais afora ao longo de 2012, são os que disputaram (e conseguiram) vaga nos principais festivais do período – Sundance, Rotterdam, Berlim, Cannes. Enquanto os novos títulos se apresentam, “sucessos” de 2011 arriscam prêmios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1233" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/xingu.jpg"><img class="size-full wp-image-1233" title="O cineasta Cao Hamburger entre os atores de &quot;Xingú&quot;" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/xingu.jpg" alt="O cineasta Cao Hamburger entre os atores de &quot;Xingú&quot;" width="500" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">O cineasta Cao Hamburger entre os atores de &quot;Xingú&quot;</p></div>
<p>O cinema latino-americano vive a fase mais agitada de sua agenda anual no primeiro semestre. Grandes lançamentos, que serão pautados por festivais afora ao longo de 2012, são os que disputaram (e conseguiram) vaga nos principais festivais do período – Sundance, Rotterdam, Berlim, Cannes. Enquanto os novos títulos se apresentam, “sucessos” de 2011 arriscam prêmios em vitrines mais comerciais (como o Oscar) ou então se preparam para entrar em cartaz.</p>
<p>É, portanto, um bom momento para os interessados (mesmo sem nenhum candidato latino-americano na sub-lista de concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro, algo sempre muito bem-vindo). Títulos importantes, novos talentos e diretores já consagrados e muito filme para ver vêm aí.</p>
<p>Analisando seleções dos três principais eventos de janeiro e fevereiro – Sundance, Rotterdam e Berlim –, chama a atenção a preponderância de filmes brasileiros, argentinos e chilenos nas principais competições e seções alternativas. Vamos aos festivais&#8230;</p>
<p>O calendário começou com <a href="http://www.sundance.org/festival" target=_blank>Sundance</a> na última quinta-feira, dia 19, com importante presença latina na competição principal de ficção. São quatro filmes selecionados, um brasileiro, argentino e dois chilenos: “A cadeira do Pai”, do brasileiro Luciano Moura, “El último Elvis”, do argentino Armando Bo, “Violeta se fue a los cielos”, do chileno Andrés Wood (coprodução com Argentina, Brasil e Espanha), e “Joven y alocada”, da chilena Marialy Rivas. Na seção de docs, no entanto, nenhum latino. O festival termina dia 29, quando anunciará seus prêmios – ano passado, o único latino-americano premiado foi o colombiano Diego Jiménez, por melhor fotografia, pelo filme “Todos tus muertos”, de Carlos Moreno.</p>
<p>Em seguida vem o <a href="http://www.filmfestivalrotterdam.com" target=_blank>Festival de Rotterdam</a>, de 25 de janeiro a 5 de fevereiro, com ótimas notícias. De todas as seções do festival, todas de olho na América Latina, a de maior destaque é a Tiger Awards, que premia primeiros ou segundos filmes de cinematografias periféricas. Dela, participam este ano três latinos – dois brasileiros e um chileno: “O som ao redor”, de Kleber Mendonça Filho, e “Sudoeste”, de Eduardo Nunes, e “De jueves a domingo”, de Dominga Sotomayor. A seção Bright Future, dedicada a talentos com carreiras em desenvolvimento, conta com outros 11 títulos da região (entre eles, quatro brasileiros, dois argentinos, um chileno), sendo duas estreias mundiais: o argentino “A la Cantábrica”, de Ezequiel Erriquez, e o colombiano “Corta”, de Felipe Guerrero.</p>
<p>E, antes do burburinho de Cannes, tem ainda o <a href="http://www.berlinale.de" target=_blank>Festival de Berlim</a> (9 a 19 de fevereiro), que ainda não anunciou sua seleção completa, mas que traz na seção Panorama o aguardado novo filme do cineasta brasileiro Cao Hamburger, “Xingú”, que abriu ano passado o Amazonas Film Festival. Entre os curtas-metragens selecionados pelo evento, 27 no total, cinco são latino-americanos: &#8220;Licuri Surf&#8221;, do brasileiro Guile Martins, &#8220;La Santa&#8221;, do chileno Mauricio López Fernández, e &#8220;A Mulher Chamada Yssabeau&#8221;, da mexicana Rosanan Cuellar.</p>
<p>Além deles, concorrerão &#8220;Nostalgia&#8221;, do venezuelano Gustavo Rodnón Córdov, e o &#8220;Loxoro&#8221;, uma coprodução hispano-argentina-peruana, da peruana Claudia Llosa, que com “La teta assustada” venceu a edição de 2009 do festival alemão.</p>
<p>Em Berlim, tem ainda as competições Generation Kplus e Generation 14plus, destinadas ao público infantil e adolescente, onde participam os longas &#8220;Nosilatiaj&#8221;, da argentina Daniela Seggiaro, &#8220;Una noche&#8221;, da cubana Lucy Mulloy, e a parceria entre Bolívia e México, &#8220;Pacha&#8221;, de Héctor Ferreiro. E ainda o curta brasileiro &#8220;L&#8221;, de Thais Fujinaga, o mexicano &#8220;Un mundo secreto&#8221;, de Gabriel Mariño, e o chileno &#8220;Joven &amp; alocada&#8221;, de Marialy Rivas.</p>
<p>Ufa! O ano começou.</p>
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		<title>De vuelta!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 16:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de um longo período de férias, La Latina está de volta &#8211; e sem medo do fim do mundo. Disfrutem  
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1228" class="wp-caption aligncenter" style="width: 344px"><a href="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/maia2.jpg"><img class="size-full wp-image-1228  " title="A culpa não é dos maias" src="http://www.lalatina.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/01/maia2.jpg" alt="A culpa não é dos maias" width="334" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">A culpa não é dos maias</p></div>
<p>Depois de um longo período de férias, <strong>La Latina</strong> está de volta &#8211; e sem medo do fim do mundo. Disfrutem <img src='http://www.lalatina.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>CURTAS II: pinceladas de cinema latino</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 15:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[:: Cinema brasileiro multipremiado em Havana
Terminou ontem, 11 de dezembro, a 33a edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana, Cuba. O evento, que fecha 2011 com um resumo do melhor do cinema latino do ano, premiou vários filmes brasileiros, incluindo as animações “Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John [...]]]></description>
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<p><strong>:: Cinema brasileiro multipremiado em Havana</strong></p>
<p>Terminou ontem, 11 de dezembro, a 33a edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana, Cuba. O evento, que fecha 2011 com um resumo do melhor do cinema latino do ano, premiou vários filmes brasileiros, incluindo as animações “Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John (assista o trailer acima), e “Furico e Fiofó”, de Fernando Miller; o documentário “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, e as primeiras obras em ficção “Sudoeste”, de Eduardo Nunes, “Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, “Remoinho”, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; além de dois curtas e oito longas de ficção de diretores veteranos. Veja a lista completa de premiados <a href="http://www.habanafilmfestival.com/noticias/index.php?newsid=591" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>:: Lançam livro sobre mecanismo de financiamento audiovisual</strong></p>
<p>O Latin American Training Center, centro de capacitação regional, lançou no final de novembro, no Rio de Janeiro, o livro “Mecanismos Atuais de Financiamento de Conteúdos Audiovisuais na América Latina”, cuja missão é ajudar produtores a buscar financiamento para seus projetos através de fundos públicos e privados em meios tradicionais e alternativos. Os autores são 13 especialistas latino-americanos na área, e o conteúdo é apresentado na forma de artigos que descrevem os mecanismos de fomento disponíveis e os requisitos necessários para um ou outro. Para os interessados, o livro está disponível para <a href="http://www.latamtrainingcenter.com/?page_id=2712" target="_blank">download no site do LATC</a>.</p>
<p><strong>:: Cinema latino de volta à Sundance</strong></p>
<p>Seguindo a tradição do calendário dos festivais internacionais de maior tradição, Sundance abre 2012 com uma ampla oferta de novos filmes independentes, incluindo, novamente, uma lista de candidatos latino-americanos. Quatro filmes latinos farão parte da competição principal de ficção, que acontece de 19 a 20 de janeiro, em  Park City, Salt Lake City, Ogden y Sundance, cidades do estado de Utah, Estados Unidos. São eles: “A cadeira do Pai”, do brasileiro Luciano Moura, “El último Elvis”, do argentino Armando Bo, a coprodução entre Chile, Argentina, Brasil e España “Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood, e “Joven y alocada”, da chilena Marialy Rivas. Ainda que a presença latina seja novamente representativa entre as ficções, nenhum documentário da região foi selecionado. No ano passado, o único latino-americano premiado no evento foi o colombiano 	Diego Jiménez, pela fotografia do filme “Todos tus muertos”, de Carlos Moreno. Mais no <a href="http://www.sundance.org/festival" target="_blank">site do festival</a>.</p>
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