Trailer do curta colombiano “Minuto 200”, de Frank Benitez
Falta pouco para o início da 22a edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (25 de agosto a 2 de setembro). O evento, considerado o maior do gênero na América Latina, faz um extenso panorama da produção recente de filmes curtos de todo o mundo e merece ser acompanhado de perto – especialmente pelos Programas Brasileiros, principal vitrine do gênero no país.
Mas a expectativa aqui, claro, é em relação à Mostra Latino-Americana. Essa é a seção especialmente dedicada ao inegável crescimento (e ao visível amadurecimento) dos curtas latinos. E na seleção deste ano, com 30 filmes de 10 países, surpresa boa e bem-vinda é que cinematografias periféricas da região ganharam maior espaço, dando sinais de que há qualidade em ascensão fora do eixo Argentina-México, normalmente responsável pela maioria das inscrições.
É o caso do Chile e da Colômbia, que comparecem com quatro filmes cada. E inclusive de países ainda menos tradicionais cinematograficamente, como Venezuela, Paraguai e Equador, cada um presente na seleção com um filme. Depois, vêm o Uruguai, também com um representante, e, claro, os habitués: Argentina, com sete títulos, México, com cinco, e Cuba, com quatro.
Vale lembrar que são selecionados tanto ficções, quanto documentários, e de durações que variam entre cinco e trinta minutos, aproximadamente. Tematicamente, então, nem falar: a mostra é vasta, com temas vigentes na atualidade dos países envolvidos, e dão uma boa pincelada nessa nossa realidade tão… Latino-americana.
Fique de olho na programação, que em breve será divulgada com salas e horários, e nas atividades paralelas do festival, que são muitas. E confira abaixo a lista de filmes da Mostra Latina.
CHILE
EL HOMBRE QUE ESTABA ENTRE LA GENTE / O HOMEM QUE ESTAVA ENTRE AS PESSOAS, de Manuel Loyola (Chile)
LA DUCHA / O CHUVEIRO, de Maria Jose San Martin (Chile)
TERRITORIO, de Nimrod Amitai, Ignacio Arnold (Chile)
UN NUEVO BAILE /UMA NOVA DANÇA de Nicolas Lasnibat (Chile)
COLÔMBIA
MINUTO 200, de Frank Benitez (Colômbia)
SIMIENTE /SEMENTE, de William Vega (Colômbia)
TIJERETO, de Camila Jiménez Villa (Colômbia)
UN JUEGO DE NIÑOS / BRINCADEIRA DE CRIANÇA de Jacques Toulemonde (Colômbia)
PARAGUAI
CALLE ÚLTIMA / RUA ULTIMA, de Marcelo Martinessi (Paraguai)
ISLA ALTA / ILHA ALTA, de Federico Adorno (Paraguai)
BOLÍVIA
JUKU, de Mauricio Quiroga Kiro (Bolívia)
VENEZUELA
SOJA, de Gabriel Eduardo Lacruz Salas (Venezuela)
URUGUAI
ELLA Y TODO LO OTRO / ELA E TUDO MAIS, de Rodrigo Lappado e Damián Vicente (Uruguai)
EQUADOR
EN ESPERA / EM ESPERA, de Gabriela Calvache (Equador)
ARGENTINA
COMO CONTAR HASTA VEINTE / COMO CONTAR ATÉ VINTE, de Mariano Arellano (Argentina)
LA FIESTA DE CASAMIENTO / A FESTA DE CASAMENTO, de Martín Morgenfeld eGastón Margolin (Argentina)
LOS CRÍMENES / OS CRIMES, de Santiago Esteves (Argentina)
LUMINARIS, de Juan Pablo Zaramella (Argentina)
NADIE SABE / NINGUEM SABE de Julieta Amalric (Argentina)
NENA /MENINA, de Maria Florencia Alvarez (Argentina)
SOY TAN FELIZ / SOU TAO FELIZ de Vladimir Durán (Argentina)
MÉXICO
EL MIMO Y LA MARIPOSA NEGRA / O MIMICO E A BORBOLETA NEGRA, de Jose Luis Saturno (México)
EL ÚLTIMO GOLPE / O ULTIMO GOLPE, de Leopoldo Aguilar (México)
IRMA, de Charles Fairbanks (México)
MUTATIO, de León Fernández (México)
PIA MATER, de Pablo Delgado (México)
CUBA
EL MUNDO DE RAÚL / O MUNDO DE RAUL, de Jessica Rodriguez Sanchez e Horizoe Garcia (Cuba)
LISO, de Desirée Rondón (Cuba)
MANIOBRA / MANOBRA, de Ricardo Fontana (Cuba)
MILA CAOS, de Simon Jaikiriuma Paetau (Cuba)


