VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

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Dia 03
abril 2012

Iber.film.américa: assista a cinema ibero-americano online

O filme cubano "Boleto al paraíso" é um dos participantes do festival online

O filme cubano "Boleto al paraíso" é um dos participantes do festival online

Já está em marcha o primeiro Festival de Cinema Ibero-Americano na internet, o Iber.film.américa. Até dia 16 de abril, espectadores online presentes na América Latina e na Espanha podem assistir gratuitamente a 14 longas-metragens de ficção desses lugares e votar em seus títulos preferidos.

O festival, organizado pelo site Filmotech.com com apoio do ICAA (Instituto de Cinema e das Artes Audiovisuais da Espanha), da FIPCA (Federação Ibero-Americana de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais) e do Instituto Cervantes, é competitivo e irá premiar com 3 mil dólares e uma viagem o produtor do longa-metragem ganhador – que será escolhido por um júri composto por jornalistas e críticos especializados.

Confira a lista de filmes e aproveite a Páscoa!

“Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona Valdés (Cuba)
“Contracorrente”, de Javier Fuentes-León (Perú-Colômbia)
“Des-autorizados”, de Elia Schneider (Venezuela)
“García”, de José Luis Rugeles (Colômbia)
“Guest”, de José Luis Guerín (Espanha)
“Jean Gentil”, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas (República Dominicana-México)
“La mala verdad”, de Miguel Ángel Rocca (Argentina-Espanha)
“La mitad de Óscar”, de Manuel Martín Cuenca (Espanha-Cuba)
“La Yuma”, de Florence Jaugey (Nicarágua-México)
“Los colores de la montaña”, de Carlos César Arbeláez (Colômbia-Panamá)
“Medianeras”, de Gustavo Taretto (Argentina)
“Norberto apenas tarde”, de Daniel Hendler (Uruguai-Argentina)
“Pescador”, de Sebastián Cordero (Equador-Colômbia)
“Transeúnte”, de Eryck Rocha (Brasil)

Para assisti-los no Filmotech.com, é preciso se registrar antes.

Dia 02
abril 2012

Trinta anos depois, Guerra das Malvinas ainda não teve retrato definitivo nos cinemas

"Um conto chinês", filme argentino que aborda a Guerra das Malvinas

"Um conto chinês", filme argentino que aborda a Guerra das Malvinas

Três décadas depois do início da Guerra das Malvinas, sente-se que o cinema ainda não deu conta de abordar esse que foi o primeiro conflito armado a alcançar maior repercussão na América Latina depois da Segunda Guerra. Esse sentimento é mais forte do lado argentino – onde parecem haver as feridas mais profundas – do que do britânico. Mas que não exista um filme “definitivo” sobre essa disputa, que hoje volta a estampar jornais do mundo todo graças aos esforços da Argentina para retomar a discussão em torno da soberania do território, não significa que não haja uma variedade de relatos à disposição dos interessados. É mais um sinal de que, contida pela vida, a arte não há de explicar o que ainda pulsa.

Dois longas-metragens recentes, ambos realizados em 2011 e repercutidos internacionalmente, reacendem o tema das Malvinas nas telas. O mais humilde, ainda que considerado um sucesso do cinema latino-americano, é o argentino Um Conto Chinês, de Sebastián Borensztein, a produção nacional de maior bilheteria na Argentina em 2011, com 910 mil espectadores.
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Dia 27
março 2012

Vem aí o primeiro festival de cinema do Panamá

Co-produção entre Panamá e Equador, La ruta de la luna, do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá.

Co-produção entre Panamá e Equador, "La ruta de la luna", do equatoriano Juan Sebastián Jácome, está no IFF Panamá.

Acaba de nascer, com edição inaugural prevista para começar em 26 de abril e terminar em 2 de maio, o primeiro festival de cinema do Panamá.

Dirigido pela cineasta panamenha Pituka Ortega Heilbron e por Hank Van Der Kolk, fundador do festival de Toronto, o Festival Internacional de Cinema do Panamá (IFF Panamá) tem a ambição se tornar um dos eventos cinematográficos mais importantes da América Latina, além de difundir filmes no país e de estimular a indústria local.

Para sua primeira edição, foram programadas 50 filmes e uma série de eventos e workshops na Cidade do Panamá. Do “Panorama Latino-Americano”, fazem parte “Juan de los muertos”, de Alejandro Brugues (Cuba), “Sangue do meu sangue”, de João Canija (Portugal), “Habana Eva”, de Fina Torres (Cuba), “Las razones del corazón”, de Arturo Ripstein (México), “Nostalgia de la luz”, de Patricio Guzmán (Chile), “Bonsai”, de Cristian Jiménez (Chile), “El gato desaparece”, de Carlos Sorín (Argentina), e “Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood (Chile).

Em “Ópera prima”, seção dedicada à produção de diretores estreantes, estão o filme guatemalteco “Distancia”, de Sergio Ramírez, os argentinos “Las acacias”, de Pablo Giorgelli, “El estudiante”, de Santiago Mitre e “Rompecabezas”, de Natalia Smirnoff, os peruanos “Las malas intenciones”, de Rosario García Montero, e “Octubre”, de Diego e Daniel Vega, o colombiano “Los colores de la montaña”, de César Arbelaez, e o panamenho-equatoriano “Ruta de la luna”, de Juan Sebastián Jacome.

Existe ainda uma seção internacional, que inclui o iraniano “A separação”, vencedor do último Oscar na categoria de filme estrangeiro.

Saiba mais no site do evento: www.iffpanama.org.

Dia 26
março 2012

Repasso pelo recorte latino-americano do 17. É Tudo Verdade

O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano

O documentarista Andrés Di Tella, um dos homenageados do É Tudo Verdade este ano

Já foi dada a largada, na última quinta-feira (22 de março), para mais um Festival É Tudo Verdade, um dos mais importantes no mundo hoje quando o assunto é documentário. O evento acontece este ano, em sua 17a edição, celebrando as diferentes plataformas – da tela do celular à do cinema – que nos oferecem registros documentais, contribuindo para a nossa sensibilidade maior ao gênero.

Para os interessados em cinema latino-americano, há uma boa variedade de filmes e temas para se discutir na programação.

É impossível ignorar que a principal seção não competitiva do festival que é destinada à América Latina, o Foco Latino-Americano, traz desta vez uma seleção bastante crítica, com quatro (de cinco) títulos voltados ao cinema político. Variando, claro, as visões e as histórias, o assunto são sempre os crimes de estado, com títulos a respeito vindo da Argentina (“Em busca da alma”, de Mario Bomheker), do México (“O céu aberto”, de Everardo González), do Uruguai (“O cultivo da flor invisível”, de Carlo Guillermo Proto) e de Porto Rico (“Os arquivos”, de Maite Rivera Carbonell.

O dissidente temático da seção é o chileno “O Huaso”, de Carlo Guillermo Proto. O filme aborda o dilema de Gustavo Proto, alguém que, à sombra da morte da mãe por Alzheimer, decide se suicidar caso o diagnóstico da doença se confirme também para ele.

Na competição oficial de longas, o representante latino-americano é o documentário chileno “Calafate – Zoológicos Humanos”, de Hans Mülchi, que retrata as viagens forçadas de indígenas diferentes países no século 19 para serem exibidos nas chamadas “exposições etnográficas” em diversos locais da Europa.

Para melhorar ainda mais a programação dos fãs do cinema latino, tem a Retrospectiva Internacional, este ano dedicada ao argentino Andrés Di Tella. Ele, criador e primeiro diretor do Bafici, o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, já participou do É Tudo Verdade com obras em competição (“A televisão e eu”) e, em 2002, integrou o júri internacional. Inédita no Brasil, a mostra apresentará seus seis longas-metragens, além de um curta e um média metragem. Haverá sessões com a presença do diretor em São Paulo (28 de março) e no Rio (1 de abril). Saiba mais aqui.

E nos Programas Especiais tem o argentino “Vivam os Antípodas”, de Victor Kossakovsky, que abriu o último festival de cinema de Mar del Plata. Exibido antes em Veneza, o filme é uma coprodução entre Alemanha, Argentina, Holanda, Chile e Rússia e aborda a noção de antípoda (indivíduo que habita, no globo terrestre, lugar diametralmente oposto a outro), relatando eventos simultâneos que acontecem na Argentina e na China, no Chile e na Rússia, Havaí e Botsuana e Nova Zelândia e Espanha.

As entradas para o festival, que acontece simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro de 23 de março a 1 de abril, e em Brasília de 10 a 15 de abril, são gratuitas. Em maio, está prevista uma itinerância a Minas.

Aproveite!

Dia 19
março 2012

O argentino Daniel Burman anuncia novo filme e defende o cinema comercial

Valeria Bertuccelli e Jorge Drexler em “La suerte en tus manos”

Valeria Bertuccelli e Jorge Drexler em “La suerte en tus manos”

Vem aí mais um longa-metragem de Daniel Burman, cineasta que cresceu junto com a boa onda do cinema argentino na virada do século e que defende, com filmes como “O abraço partido” (2004) e “Dois irmãos” (2010) e também com declarações o cinema comercial.

“La suerte en tus manos” é o título do novo filme, que, segundo o realizador, “é um olhar otimista sobre as relações, o amor e o destino”. “É uma comédia romântica com uma particularidade: em todas as comédias românticas os personagens se encontram e se desencontram, e o reencontro sempre acontece por uma mudança de perspectiva do outro, e não porque o outro muda. Eu gostava da ideia de que os personagens começassem a se olhar a partir de certas descobertas do passado deles e então, vendo-se com outros olhos, pudessem tentar novamente”, explicou Burman ao LatAm cinema.

Daniel Burman tem somente 38 anos, mas já dirigiu 11 filmes (entre longas de ficção, um documentário, um curta e um telefilme) e produziu outros tantos através de sua produtora, a BD Cine. Para ele, o cinema deve ser entendido como uma indústria, sem que isso exclua uma responsabilidade dos realizadores com o público: é preciso contar “uma história que interesse ao espectador” e que possibilite que ele saia do cinema “melhor” do que entrou.

“Não há nada mais sincero que um filme comercial”, opinou o cineasta durante a última edição do Pantalla Pinamar, onde ele foi premiado por sua trajetória.

“La suerte en tus manos”, com as atuações do cantor uruguaio Jorge Drexler (ganhador do Oscar pela canção “Al otro lado del río”, tema de “Diários de motocicleta”) e da atriz argentina Valeria Bertuccelli (“Luna de Avellaneda”), tem estreia prevista para o dia 29 de março na Argentina. Quem assina o roteiro é o próprio Burman, além de seu sócio na BD Cine, Sergio Dubcovsky.

Assistam ao trailer:

Dia 06
março 2012

Uma semana, 80 mil espectadores e zero salas de cinema

O cinema vive tempos de nostalgia, com o adeus à película e aos formatos tradicionais da indústria sendo formalizado a cada dia que passa. E não é só o Oscar, representando a mentalidade dos grandes estúdios de Hollywood, que reflete os novos tempos: as cinematografias mais débeis e os filmes que escapam às engrenagens do mercado também tratam de se reinventar e de tirar vantagens das novas regras do jogo. Uns com saudades dos velhos tempos, outros animados com um futuro cada vez mais palpável.

Na Argentina, um filme rodado em 2004 e que, apesar de premiado no terreno dos festivais, não encontrou caminhos “formais” de distribuição, foi lançado na internet em dezembro do ano passado.

O lugar escolhido? Cuevana, o site “pirata” (para usar o termo pela indústria e pela mídia hegemônica) mais visitado da América Latina, criado por um par de estudantes de Córdoba, Argentina, com 18 milhões de usuários registrados e três milhões de visitantes diários que têm acesso a quatro mil filmes e 300 séries de televisão, disponíveis via streaming. Tudo gratuito e, inclusive, em alta resolução e com subtítulos em espanhol.

Stephanie”, dirigido por Maximiliano Gerscovich, quem ganhou o prêmio à melhor direção no Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Nova York (competição internacional), relata a noite de cinco amigos que imaginam diferentes versões para a história da bela Stephanie enquanto jogam pôquer.

O sucesso de sua estreia online é de chamar a atenção: 80 mil pessoas assistiram ao filme em sua primeira semana na web. Uma cifra que poderia tranquilamente figurar entre as mais altas para um filme nacional na Argentina.

É por essas e por outras que não há SOPA que faça o mundo andar para trás e abandonar o potencial democrático de um tesouro de conteúdos como é a web.

Filmes mexicanos no You Tube

Acordos formais entre instituições “tradicionais” e os grandes da internet também começam a acontecer. O Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE) e o Google assinaram, também em dezembro, um acordo para subir filmes mexicanos ao You Tube.

Para começar, foram disponibilizados no canal do IMCINE mais de 70 curtas; depois, virão os longas-metragens.

Entre os títulos, estão dois ganhadores da Palma de Ouro de Cannes: os curtas “El héroe”, de 1994, já disponível, e “Ver llover”, de 2006, prometido para breve. Aproveitem.

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