Terminou ontem o Festival de Cinema Latino de Biarritz (27 de setembro a 3 de outubro), a principal referência do cinema latino na França há 19 anos. Dez longas e dez curtas participaram da competição oficial, “o melhor da colheita recente do cinema feito na America Latina”, segundo os organizadores do evento. Uma seção competitiva especial deu conta dos documentários.
Quem levou o prêmio “El abrazo” do Sindicato da Crítica de Cinema Francês, disputado por títulos de ficção que já figuraram em outros festivais, como o peruano “Contracorriente” e o argentino “Mirada invisible”, foi o mexicano “Revolución”, uma interpretação crítica da revolução de 1910 realizada por dez cineastas. O filme, apresentado em maio no Festival de Cannes, foi resultado de curtas-metragens de dez minutos de duração assinados por Gael García Bernal, Fernando Eimbecke, Patricia Riggen, Amat Escalante, Carlos Reygadas, Mariana Chenillo, Gerardo Naranjo, Rodrigo Plá, Diego Luna e Rodrigo García – todos “grandes” nomes do cinema do México.
O Brasil foi um dos países mais celebrados, levando o prêmio de melhor atriz, em caráter compartilhado, para Nanda Costa, Amanda Diniz e Kika Farias, por seus papéis em “Sonhos roubados”, de Sandra Werneck. Além desse, ganhou o de melhor documentário União Latina-Festival de Biarritz, por “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, e também o troféu do público por “5x favela – Agora por nós mesmos” – este também um filme episódico, composto de cinco curtas dirigidos por vários cineastas jovens, e exibido primeiro em Cannes.
A Bolívia comemorou com a vitória de “Zona Sur”, de Juan Carlos Valdivia, o melhor longa-metragem segundo o júri.
Mais premiados em Biarritz estão no site oficial do evento.




