Por Camila Moraes
Quase 30 filmes fazem parte da aguardada Première Latina do Festival do Rio, que começa hoje (6 de outubro) e se estende até o dia 18 em várias salas de cinema da cidade.
Para quem nem sempre esteve acompanhando tão de perto o evento em anos anteriores, pode ser precipitado o comentário, mas aparentemente este ano as cinematografias latino-americanas periféricas ganharam maior espaço e representatividade na seção.
É o caso da Colômbia, que antes emplacava filmes com dificuldade, e agora tem nada menos do que cinco títulos programados. Todos eles, claro, já passaram por importantes vitrines internacionais, reforçando a característica do festival carioca, que aposta no “melhor” da produção recente.
O Chile também conquistou seu lugar. Além de uma homenagem ao documentarista Patricio Guzmán, nome essencial do cinema político do país, há três filmes de cineastas que andam pulando de um projeto para outro (o que indica fôlego de produção e amadurecimento de carreira), como acontece com Pablo Larraín, diretor do ótimo “Post Mortem”.
Voltando a Guzmán, é imperdível seu documentário mais recente: “Nostalgia da luz”, que depois de tanto tempo que levou para ser financiado e produzido, representa um relato instigante, poético e absolutamente relevante do maior tema do cinema chileno atualmente: a ditadura de Pinochet. Sobre “Post Mortem” e “Nostalgia da luz”, leia comentários anteriores deste blog aqui.
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