VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

veja mais sobre  VEM AÍ

Arquivos com a Tag: Chile

Dia 06
outubro 2011

Mostrando os vários cinemas da região, começa a Première Latina do Festival do Rio

"Porfirio", de Alejandro Landes, um dos colombianos deste Festival do Rio

"Porfirio", de Alejandro Landes, um dos colombianos deste Festival do Rio

Por Camila Moraes

Quase 30 filmes fazem parte da aguardada Première Latina do Festival do Rio, que começa hoje (6 de outubro) e se estende até o dia 18 em várias salas de cinema da cidade.

Para quem nem sempre esteve acompanhando tão de perto o evento em anos anteriores, pode ser precipitado o comentário, mas aparentemente este ano as cinematografias latino-americanas periféricas ganharam maior espaço e representatividade na seção.

É o caso da Colômbia, que antes emplacava filmes com dificuldade, e agora tem nada menos do que cinco títulos programados. Todos eles, claro, já passaram por importantes vitrines internacionais, reforçando a característica do festival carioca, que aposta no “melhor” da produção recente.

O Chile também conquistou seu lugar. Além de uma homenagem ao documentarista Patricio Guzmán, nome essencial do cinema político do país, há três filmes de cineastas que andam pulando de um projeto para outro (o que indica fôlego de produção e amadurecimento de carreira), como acontece com Pablo Larraín, diretor do ótimo “Post Mortem”.

Voltando a Guzmán, é imperdível seu documentário mais recente: “Nostalgia da luz”, que depois de tanto tempo que levou para ser financiado e produzido, representa um relato instigante, poético e absolutamente relevante do maior tema do cinema chileno atualmente: a ditadura de Pinochet. Sobre “Post Mortem” e “Nostalgia da luz”, leia comentários anteriores deste blog aqui.
Leia mais »

Dia 14
setembro 2011

“Ilusões óticas” e uma defesa do cinema latino nas telas

Por Camila Moraes

Ver nem sempre é enxergar em "Ilusões óticas"

Ver nem sempre é enxergar em "Ilusões óticas"

Entra em cartaz em São Paulo na próxima sexta-feira, 16 de setembro, um filme chileno que dá conta de algo mais do que dele mesmo. Um filme que mostra que há fôlego de público, no Brasil, para muitas produções latinas entrarem em cartaz ao mesmo tempo. Cada uma com seu estilo, e todas, de uma maneira geral, evidenciando a qualidade crescente do cinema da região.

Essa não é uma constatação difícil: basta perceber, por exemplo, que o afrancesado Reserva Cultural (onde esse filme chileno estreia) está atualmente exibindo, em metade de suas salas, dois filmes argentinos. Sem falar de outros cinemas, mostras não comerciais etc, apresentando títulos latinos. A constatação, apesar de não ser reveladora, é uma boa notícia, que vem reforçada pelo nascimento de distribuidoras independentes de cinema latino-americano – como é o caso da Tucumán Filmes (a que está comercializando esse chileno) e da Esfera Filmes (que distribuiu o mexicano “Cinco dias sem Nora”), ambas, talvez coincidentemente, sediadas no Rio de Janeiro. É decididamente uma perspectiva animadora.

Mas, agora, chega de mistério: o filme é “Ilusões óticas”, dirigido por Cristián Jiménez e que estreou no Brasil primeiro no Festival do Rio de 2010. Uma história de múltiplos personagens que se cruzam na fria e úmida Valdívia, cidade onde o diretor nasceu e à qual ele dedicou este que é seu primeiro longa-metragem. Essa citação não vem à toa. Valdívia – ou talvez qualquer cidade de pouca luz, com escassos momentos de sol para destacar as cores das pessoas, das paisagens e dos objetos – é tão personagem quanto os demais personagens, todos desiludidos (des-ilusão, finalmente, dá a tom emocional de uma ilusão ótica) e apáticos, cinzas como o lugar onde vivem.
Leia mais »

Dia 08
setembro 2011

Doc chileno “Operação Vento Forte”: cinema para reconstruir

Por Rogério Teotônio Rodrigues

Crianças da cidade chilena de Tubul

Crianças da cidade chilena de Tubul

O cinema feito no Chile anda conquistando manchetes em diferentes veículos de cinema, por sua presença cada vez mais constante em festivais, mas pouco se sabe ainda sobre um documentário realizado por brasileiros no país com vontade de “dar o que falar” e indo muito além das telas. “Operação Vento Forte”, realizado pelo curitibano Diego Stavitzki, nasceu para contribuir com a reconstrução do único local de educação e cultura da cidade chilena Tubul: a escola Brisas del Mar, que foi destruída por causa do terremoto ocorrido no país em fevereiro de 2010. Tubul foi o epicentro desse desastre, que atingiu magnitude 9 na escala Richter.
Leia mais »

Dia 26
agosto 2011

PENSATA: cinema de mulher e a mostra “Feminino Plural”, do Festival de Curtas de SP

Por Camila Moraes

“Feminino Plural”, o curta que deu nome à mostra. Realizado pela carioca Vera Figueiredo em 1976.

“Feminino Plural”, o curta que deu nome à mostra. Realizado pela carioca Vera Figueiredo em 1976.

Bastante anda se falando, por dizê-lo de alguma maneira, sobre um cinema feminino ou, simplesmente, sobre mulheres detrás das câmeras. Assim, em tom de novidade, de movimento em ascensão. Em si, este provavelmente não é um tema relevante, se trata-se somente de elevar a “categoria feminina” (uma falência de conceito) a certa emancipação dentro deste metiê, pelo menos na minha opinião. O que seria um cinema feminino? De que importa esse esforço de definição?

Mas talvez seja relevante pensar nos olhares, nas histórias e nos resultados impressos nos filmes, simplesmente porque esse é um dado de conteúdo; um tema de relevância cultural. Não de forma. Jamais de categoria (outra vez, digo eu).

Começou ontem, em várias salas da cidade, a 22a edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, cuja programação vai até o dia 2 setembro, com entradas gratuitas para uma vasta lista de filmes de vários países. Uma das mostras mais divulgadas na imprensa é a “Feminino plural”. De fato, ela é interessante pelo discurso plural que procura abarcar: são propostas discussões, reveladas inquietações, expostos temas e olhares relevantes para qualquer cinema (e seu respectivo público).

Pois bem. Dela fazem parte filmes de realizadoras brasileiras, de “diretoras de outros cantos”, trabalhos que expõem visões políticas e outros que integram a submostra “Fale sem medo” – resultado de um concurso promovido pelo Festival de Guanajuato “Expresión em Corto”, do México, com o objetivo de atrair a atenção do público para o problema da violência doméstica. Entre as diretoras estrangeiras, estão duas latinas: a chilena Dominga Sotomayor, com “Debajo”, e a mexicana Elisa Miller, com “Roma”.

Ambas já tiveram esses curtas selecionados em seções anteriores do festival. Em grandes traços, o primeiro aborda as relações familiares, e o segundo aparentemente toca questões macro, como imigração e trabalho (porém, afunilando-as para o pessoal, na medida em que a protagonista encontra em uma fábrica alívio, ajuda para os seus problemas).

Talvez resida aí a particularidade de um cinema feito por mulheres: há valor ao detalhe, à mente que não se desgruda de uma ideia de coração.

Fica, enfim, mais uma dica para quem quiser acompanhar o Festival, que por sinal está ótimo, especialmente pela mostra latina ;)

Dia 10
agosto 2011

Festival de Curtas de SP: Colômbia e Chile, as boas surpresas da Mostra Latina


Trailer do curta colombiano “Minuto 200”, de Frank Benitez

Falta pouco para o início da 22a edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (25 de agosto a 2 de setembro). O evento, considerado o maior do gênero na América Latina, faz um extenso panorama da produção recente de filmes curtos de todo o mundo e merece ser acompanhado de perto – especialmente pelos Programas Brasileiros, principal vitrine do gênero no país.

Mas a expectativa aqui, claro, é em relação à Mostra Latino-Americana. Essa é a seção especialmente dedicada ao inegável crescimento (e ao visível amadurecimento) dos curtas latinos. E na seleção deste ano, com 30 filmes de 10 países, surpresa boa e bem-vinda é que cinematografias periféricas da região ganharam maior espaço, dando sinais de que há qualidade em ascensão fora do eixo Argentina-México, normalmente responsável pela maioria das inscrições.

É o caso do Chile e da Colômbia, que comparecem com quatro filmes cada. E inclusive de países ainda menos tradicionais cinematograficamente, como Venezuela, Paraguai e Equador, cada um presente na seleção com um filme. Depois, vêm o Uruguai, também com um representante, e, claro, os habitués: Argentina, com sete títulos, México, com cinco, e Cuba, com quatro.

Vale lembrar que são selecionados tanto ficções, quanto documentários, e de durações que variam entre cinco e trinta minutos, aproximadamente. Tematicamente, então, nem falar: a mostra é vasta, com temas vigentes na atualidade dos países envolvidos, e dão uma boa pincelada nessa nossa realidade tão… Latino-americana.
Leia mais »

Dia 04
agosto 2011

Seção de novas tendências do cinema em Veneza tem cinco latinos

“Nocturnos”, do argentino Edgardo Cozarinsky

“Nocturnos”, do argentino Edgardo Cozarinsky

Cinco dos seis longas-metragens latino-americanos que fazem parte da 68a edição do Festival de Veneza (11 31 de agosto a 10 de setembro) estão na seção Orizzonti, dedicada às novas tendências do cinema mundial.

O evento, que é o festival de cinema mais antigo do mundo, dá este ano especial atenção à Argentina, com dois filmes, depois ao Brasil, ao México e ao Chile, com um filme cada. São eles: “Accidentes gloriosos”, de Mauro Andrizzi e Marcus Lindeen (Suécia, Dinamarca, Argentina); “Nocturnos”, de Edgardo Cozarinsky (Argentina); “Girimunho”, de Helvécio Marins Jr e Clarissa Campolina (Brasil, Espanha, Alemanha); “Lung Neaw Visits His Neighbours”, de Rirkrit Tiravanjia (Tailândia, México), e “Verano”, de José Luis Torres Leiva (Chile).

Fora da Orizzonti, aparece o documentário “Vivan las antípodas”, uma co-produção entre Alemanha, Argentina, Holanda, Chile e Rússia dirigida russo Victor Kossakovsky. O filme, que é o segundo a ser exibido na abertura do festival, aborda a noção de antípoda – indivíduo que habita, no globo terrestre, lugar diametralmente oposto a outro –, relatando eventos que acontecem na Argentina e na China, no Chile e na Rússia, Havaí e Botsuana e Nova Zelândia e Espanha.

Assine nosso RSS

Quem Somos


O primeiro site brasileiro especializado em cinema latino

Fruto de uma genuína paixão pela força cultural que emana da América Latina, o blog La Latina é um espaço dedicado ao cinema latino-americano e aos demais braços da produção audiovisual dessa região, que comprende as Américas do Sul e Central e o México. O primeiro criado com esse escopo no Brasil e em português.

leia mais

Proximos Eventos

Nenhum evento

Categorias

Contato



Newsletter