NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Arquivos com a Tag: cinema brasileiro

Dia 12
dezembro 2011

CURTAS II: pinceladas de cinema latino

:: Cinema brasileiro multipremiado em Havana

Terminou ontem, 11 de dezembro, a 33a edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana, Cuba. O evento, que fecha 2011 com um resumo do melhor do cinema latino do ano, premiou vários filmes brasileiros, incluindo as animações “Céu, inferno e outras partes do corpo”, de Rodrigo John (assista o trailer acima), e “Furico e Fiofó”, de Fernando Miller; o documentário “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, e as primeiras obras em ficção “Sudoeste”, de Eduardo Nunes, “Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, “Remoinho”, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; além de dois curtas e oito longas de ficção de diretores veteranos. Veja a lista completa de premiados aqui.

:: Lançam livro sobre mecanismo de financiamento audiovisual

O Latin American Training Center, centro de capacitação regional, lançou no final de novembro, no Rio de Janeiro, o livro “Mecanismos Atuais de Financiamento de Conteúdos Audiovisuais na América Latina”, cuja missão é ajudar produtores a buscar financiamento para seus projetos através de fundos públicos e privados em meios tradicionais e alternativos. Os autores são 13 especialistas latino-americanos na área, e o conteúdo é apresentado na forma de artigos que descrevem os mecanismos de fomento disponíveis e os requisitos necessários para um ou outro. Para os interessados, o livro está disponível para download no site do LATC.

:: Cinema latino de volta à Sundance

Seguindo a tradição do calendário dos festivais internacionais de maior tradição, Sundance abre 2012 com uma ampla oferta de novos filmes independentes, incluindo, novamente, uma lista de candidatos latino-americanos. Quatro filmes latinos farão parte da competição principal de ficção, que acontece de 19 a 20 de janeiro, em Park City, Salt Lake City, Ogden y Sundance, cidades do estado de Utah, Estados Unidos. São eles: “A cadeira do Pai”, do brasileiro Luciano Moura, “El último Elvis”, do argentino Armando Bo, a coprodução entre Chile, Argentina, Brasil e España “Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood, e “Joven y alocada”, da chilena Marialy Rivas. Ainda que a presença latina seja novamente representativa entre as ficções, nenhum documentário da região foi selecionado. No ano passado, o único latino-americano premiado no evento foi o colombiano Diego Jiménez, pela fotografia do filme “Todos tus muertos”, de Carlos Moreno. Mais no site do festival.

Dia 26
setembro 2011

Entrevista: Marcelo Laffite fala de Elvis & Madona

Igor Cotrim e Simone Spoladore em "Elvis & Madona"

Igor Cotrim e Simone Spoladore em "Elvis & Madona"

A entrevista abaixo foi realizada em 2009, quando “Elvis & Madona” estava em fase de pós-produção. O filme, que estreou comercialmente no Brasil na última sexta-feira (23 de setembro), passou 10 anos em busca de patrocínios e já circulou por cerca de 50 festivais. Foi filmado em 2007. Por sua ousadia temática (e em tempos de moralismo exacerbado), é uma história atual e mais do que relevante. Sua estreia é uma feliz notícia.

Depois de muita experiência em curtas-metragens e documentários, o cineasta Marcelo Laffite, radicado no Rio de Janeiro, se lança ao universo do longa-metragem com “Elvis & Madona” – segundo ele, uma história que “trata da busca pela realização dos sonhos e dos amores”.

Em fase de pós-produção, o filme deve ficar pronto em novembro para estrear no Festival de Brasília. Depois disso, o plano é ganhar as telas nacionais com um casal diferente (uma lésbica e um travesti apaixonados), atores importantes e o humor atraente da comédia romântica, gênero que está crescendo no cinema brasileiro.

Laffite explicou com detalhes ao La Latina como surgiu a idéia “Elvis & Madona” e também contou os passos que o levaram a esse projeto. Confira a entrevista exclusiva.

Por que a história de um travesti e de uma lésbica, que você viu na TV, chamou sua atenção para escrever um argumento de longa-metragem?

Porque, tirando o sensacionalismo barato, aquela história falava de sonhos e de amores. Foi em um canal hispânico que vi em Miami. Era um programa de auditório tipo “Ratinho”, onde o apresentador fazia o papel de mediador entre um pai e seu filho. A história é que o pai abandonou a família quando o filho era pequeno e voltou anos depois travestido de mulher. Após o susto inicial, o filho voltou a conviver com o pai. Até então, a relação entre eles poderia ter inspirado o filme “Transamérica” (de 2005), mas então surge a tragicomédia: o pai travesti e a mulher do filho se apaixonam perdidamente, e o pai volta a se vestir de homem para viver com a moça. A história me mostrava que o ser humano poderia romper com qualquer padrão assumido para realizar seus sonhos – e aquele pai era a síntese pura e aplicada disso. “Elvis & Madona” não tem os mesmos conflitos dessa história, mas trata da busca pela realização dos sonhos e dos amores.
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Dia 05
maio 2011

Vem aí um novo “Meu pé de laranja lima”

Cena da primeira adaptação do filme

Cena da primeira adaptação do filme

Mais de 30 anos depois de ser adaptado ao cinema pela primeira vez por Aurélio Teixeira, o clássico “Meu pé de laranja lima”, do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos, vai virar filme novamente. A iniciativa é da produtora francesa Passaro Films, com direção e roteiro de Marcos Bernstein (diretor de “O outro lado da rua”, produzido também pela Passaro).

Segundo a produtora Kátia Machado, Marcos Bernstein foi escolhido graças à “sua câmera simples e precisa, a serviço dos personagens e da emoção”. Roteirista antes de se tornar diretor, Bernstein, carioca de 41 anos, é co-autor de “Central do Brasil”, de Walter Salles. Seu trabalho mais recente no cinema foi “Chico Xavier” (2010), cinebiografia do médium e líder espiritual brasileiro dirigido por Daniel Filho.

“Meu pé de laranja lima” conta a história de Zezé, um menino que constrói um mundo fantástico para escapar das hostilidades da vida real. Nessa segunda adaptação, o jovem ator João Guilherme de Ávila fará o papel principal. As filmagens do longa começaram em novembro de ano passado na Zona da Mata, em Minas Gerais, e serão retomadas em julho. A previsão é de que o filme estréie comercialmente no primeiro trimestre de 2012.

(Via LatAm cinema)

Dia 20
outubro 2010

Festival de Brasília e a safra autoral do cinema brasileiro

Lilian M. – Relatório Confidencial, de Carlos Reichenbach

Lilian M. – Relatório Confidencial, de Carlos Reichenbach

Vem aí mais uma edição do Festival de Cinema de Brasília, a 43a, já com os filmes da competição – longas, médias e curtas-metragens em 35 mm e digitais – e programação devidamente anunciados.

O foco, como se sabe, é a produção brasileira recente de corte autoral, como mostram os seis longas da competição de 35 mm: “Alegria” (RJ), de Felipe Bragança e Marina Meliande, “Amor?” (RJ), de João Jardim, “O mar de Mário” (DF), de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati, “O céu sobre os ombros” (MG), de Sérgio Borges, “Transeunte” (RJ), de Eryk Rocha, e “Vigias” (PE), de Marcelo Lordello. Além deles, foram selecionados 12 curtas em 35 e 22 curtas e médias em suporte digital.

A abertura, dia 23 de novembro, terá a exibição da cópia restaurada de “Lilian M. – Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach, precedida da do curta-metragem “50 anos em 5”, de José Eduardo Belmonte, inédito.

A festa acaba dia 30, depois de uma longa agenda de atividades paralelas que incluem debates entre concorrentes, encontros de críticos e pesquisadores, oficina de interpretação, entre outras.

Saiba mais no site oficial do evento.

Dia 04
outubro 2010

México e Brasil, grandes premiados em Biarritz

Vive la Amérique Latine en France

Vive la Amérique Latine en France

Terminou ontem o Festival de Cinema Latino de Biarritz (27 de setembro a 3 de outubro), a principal referência do cinema latino na França há 19 anos. Dez longas e dez curtas participaram da competição oficial, “o melhor da colheita recente do cinema feito na America Latina”, segundo os organizadores do evento. Uma seção competitiva especial deu conta dos documentários.

Quem levou o prêmio “El abrazo” do Sindicato da Crítica de Cinema Francês, disputado por títulos de ficção que já figuraram em outros festivais, como o peruano “Contracorriente” e o argentino “Mirada invisible”, foi o mexicano “Revolución”, uma interpretação crítica da revolução de 1910 realizada por dez cineastas. O filme, apresentado em maio no Festival de Cannes, foi resultado de curtas-metragens de dez minutos de duração assinados por Gael García Bernal, Fernando Eimbecke, Patricia Riggen, Amat Escalante, Carlos Reygadas, Mariana Chenillo, Gerardo Naranjo, Rodrigo Plá, Diego Luna e Rodrigo García – todos “grandes” nomes do cinema do México.

O Brasil foi um dos países mais celebrados, levando o prêmio de melhor atriz, em caráter compartilhado, para Nanda Costa, Amanda Diniz e Kika Farias, por seus papéis em “Sonhos roubados”, de Sandra Werneck. Além desse, ganhou o de melhor documentário União Latina-Festival de Biarritz, por “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, e também o troféu do público por “5x favela – Agora por nós mesmos” – este também um filme episódico, composto de cinco curtas dirigidos por vários cineastas jovens, e exibido primeiro em Cannes.

A Bolívia comemorou com a vitória de “Zona Sur”, de Juan Carlos Valdivia, o melhor longa-metragem segundo o júri.

Mais premiados em Biarritz estão no site oficial do evento.

Dia 30
agosto 2010

Update das telas brasileiras

Alice Braga em Cabeça a prêmio

Alice Braga em Cabeça a prêmio

Sem deixar de lado a carreira de ator, Marco Ricca estreou detrás das câmeras com o longa-metragem “Cabeça a prêmio”, que entrou nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campo Grande na última sexta-feira, 27 de agosto. Protagonizado por Alice Braga e pelo uruguaio Daniel Hendler (ator dos três primeiros filmes do diretor argentino Daniel Burman, entre eles “O abraço partido”), o filme tem como cenário a fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia, onde duas famílias disputam poder como pecuaristas e traficantes de drogas. Conta, também, a história de um casal que vive um romance determinado pelas dificuldades do seu entorno. Trata-se de uma adaptação para a tela do romance de Marçal Aquino, feita por Marco Ricca e Felipe Bragança. Veja trailer no You Tube.

Outra adaptação em cartaz no Brasil é o filme “400 contra 1” (trailer), de Caco Souza, baseado na auto-biografia de William da Silva Lima, que relata sua experiência no Comando Vermelho, a organização criminosa que nos anos 70 misturava presos políticos e presos comuns dentro da prisão Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Quem dirige é Caco Souza, com Daniel de Oliveira e Daniela Escobar nos papeis principais.

E a atual trinca de nacionais se fecha com “Cinco vezes favela – Agora por nós mesmos”, o longa em episódios que foi dirigido por jovens cineastas em formação de diferentes favelas do Rio, sob a tutoria de Cacá Diegues – um dos autores do filme original, que inspirou o projeto. O filme foi exibido fora de competição no Festival de Cannes deste ano e tem recebido boas críticas desde então. Não sem razão: está aí um filme de episódios com propósitos em parte sociais que não fica só no auxílio e nem na auto-propaganda. Assista ao trailer.

(Essa notícia foi publicada em espanhol no site LatAm cinema).

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