VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

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Arquivos com a Tag: cinema chileno

Dia 16
novembro 2010

Um chileno na corrida do Oscar

Peixes também amam

Peixes também amam

Faltou o Chile na lista publicada recentemente neste blog com os pré-candidatos latinos do Oscar 2011!

Vale lembrar que o cinema chileno vem, ainda que timidamente, arrematando bons prêmios em festivais importantes. “Tony Manero” (Pablo Larraín; 2008) e “La nana” (Sebastián Silva; 2009) são só dois exemplos que recolheram muitos troféus em Rotterdam, Sundance, Biarritz e Guadalajara. Quem sabe, depois do espetáculo midiático ao redor dos mineiros soterrados no norte, o Chile não emplaca uma estatueta com um um filmão?

Para o próximo Oscar, a aposta do país é “La vida de los peces”. Dirigido por Matias Bize (o diretor do relativamente famoso “En la cama”, que inspirou versões de si mesmo por aí), o filme conta a história de André: um chileno que mora na Alemanha há mais de 10 anos e que, de visita à terra natal, se dá conta do mundo, dos amigos e do amor que deixou para trás.

Aí vai o trailer:

Dia 05
novembro 2010

Mostra termina com troféus para o chileno Raul Ruiz

Mistérios de Lisboa, filme português do chileno Raúl Ruiz

Mistérios de Lisboa, filme português do chileno Raúl Ruiz

Terminou ontem, 4 de novembro, a 34ª Mostra de São Paulo – e com premiações bem distribuídas pelo globo terrestre.

O grande vencedor – o prêmio do júri internacional para melhor ficção – foi o filme alemão “Quando partimos”, de Feo Aladag. O mesmo júri escolheu o italiano “Jardim Sonoro”, de Nicola Bellucci, como o melhor documentário.

Já o público foi pela ficção “Balibo”, uma co-produção entre Austrália e Timor Leste dirigida por Robert Connoly, e pelo documentário francês “Pense global, aja rural”, de Coline Serreau.

Daí vêm os prêmios da crítica, e é aí que a coisa fica interessante para nós, entusiastas do cinema feito por latinos e/ou na América Latina. “Mistérios de Lisboa”, um filme de Portugal dirigido pelo chileno Raúl Ruiz, levou o troféu de melhor filme de ficção depois de ser amplamente elogiado na imprensa.

O veterano Raúl Ruiz, que ganhou o Prêmio Humanidade da Mostra junto com o cineasta chadiano Mahamat Saleh Haroun, nasceu em Puerto Mont, no sul do Chile, e se radicou na França. Escreveu muito teatro quando era adolescente, estudou Teologia, Direito e Documentário Social e trabalhou nas TVs mexicana e chilena. Em 1968, estreou no cinema com “Três tristes tigres”.

Daí em diante, fez vários documentários com pegada política e também ficções consideradas “pouco acessíveis” pelo público geral por serem sempre longas, mas elogiadas pela crítica. Seu “Mistérios de Lisboa”, um novelão de qualidade, foi considerado um dos melhores filmes da 34a Mostra. É falado em português (sotaque de Portugal), idioma que o diretor domina com fluência. Ah, e parece que vai estar na repescagem… Aproveitem ;)

Com vocês, o trailer e o site oficial do filme (que virou série de TV também).

Dia 01
outubro 2010

Avança o novo projeto de Alicia Scherson

Adaptar Bolaño? Não deve ser fácil

Adaptar Bolaño? Não deve ser fácil

Novidades sobre o próximo projeto de uma talentosa diretora chilena: Alicia Scherson, que leva no currículo “Play” e “Turistas”, dois longas que colheram bastantes elogios festivais afora.

Alicia se dedica atualmente à produção de seu terceiro filme, “El futuro”, uma adaptação de “Una novelita lumpen”, de Roberto Bolaño. O projeto ganhou um bom empurrão com o apoio da produtora alemã Pandora Filmes, que já se envolveu com outros filmes latino-americanos, como o uruguaio “Gigante” e que acaba de se somar à produção.

Segundo Cristoph Friedel, sócio da Pandora, Alicia Scherson tem nas mãos um ótimo roteiro. “Estava muito atraído pelo romance e também pela adaptação. Não sempre é fácil fazer um roteiro maravilhoso de um grande livro”, disse ele à Variety.

Dia 20
setembro 2010

Los 33, um filme inevitável

A gente sabia

A gente sabia

Sempre chega o momento de declarar algo já sabido. Esse é aquele em que se anuncia que o acidente com os 33 mineiros chilenos que ficaram presos na mina San José no Atacama, vai virar filme.

O cineasta Rodrigo Ortúzar, 50, é o dono do projeto, atualmente em fase de “pré-roteiro” e que tem o objetivo de que “a história seja difundida e ajude as famílias afetadas”. Segundo ele, o filme falará não só do período dos mineiros sob a terra, mas também de sua reinserção na vida diária, após serem resgatados.

Para ficar bem ao dia dos acontecimentos e “recolher inspiração”, uma equipe está acompanhando o dia-a-dia das escavações, registrando imagens documentais.

O diretor, que leva dois longas-metragens pop no currículo (“Mujeres infieles” e “All inclusive”), critica aqueles que o classificam de oportunista. Para ele, o filme vai muito além do negócio. “Todo o dinheiro que seja arrecadado com o filme – tudo, nem sequer uma porcentagem – irá diretamente a uma fundação que vai se encarregar de cuidar da educação dos filhos dos mineiros”, declarou Ortúzar ao programa Una Nueva Mañana, da Rádio Cooperativa do Chile.

Junto com a história de San José, Ortúzar está trabalhando na preparação de outro filme sobre a chamada Tragédia de Antuco, na que 45 pessoas morreram sob a neve em um acidente no sul do país. E, segundo a imprensa chilena, também em outros acidentes nacionais que ele pretende levar ao cinema, como o terremoto e o tsunami que golpearam o Chile em 27 de fevereiro deste ano. “Quando aconteceu o acidente da mina, disse: ‘Aqui há outra boa história”, declarou ele, um diretor que se especializa em desastres.

Segundo os planos de produção, o filme “Los 33” deverá ser lançado comercialmente no segundo semestre de 2012.

Dia 02
setembro 2010

Latinos em Veneza

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

E está em curso o 67o Festival de Cinema de Veneza, um dos eventos que ocupa o pódio dos festivais europeus. O evento começou nesta quarta-feira, 1 de setembro, e vai até o dia 11 com grandes estreias internacionais na competição principal. Entre elas está “Post Mortem” (co-produção entre Chile, México e Alemanha), do chileno Pablo Larrain (“Tony Manero”), o único latino-americano a disputar o Leão de Ouro. Haverá duas exibições do filme no dia 5, o que nos deixa por enquanto sem pistas de sua repercussão junto ao júri internacional, encabeçado por ele: Quentin Tarantino.

Mas é na seção Horizontes, dedicada a “novas tendências” do cinema mundial, que a América Latina faz (um pouco mais) a festa. Lá estão “El pozo”, novo curta do mexicano Guillermo Arriaga (roteirista, agora também diretor que estreou seu “Burning plan” ano passado na competição oficial de Veneza), “En el futuro”, média-metragem do argentino Mauro Andrizzi, “Jean Gentil”, longa de Laura Amélia Gúzman e Israel Cárdenas, da República Dominicana, “Verano de Goliat”, do mexicano Nicolás Pereda, “O mundo é belo”, do brasileiro Luiz Pretti, e “Indefatigable”, curta documentário de Ruth Jarman e Joe Gerhardt, representando o Equador.

E fora de competição, também participa um latino: o novo longa-metragem do brasileiro Andrucha Waddington, “Lope”.

Fique de olho no site do festival para conferir as novidades: www.labiennale.org.

Dia 30
julho 2010

9/11 do Chile compete em Veneza

Digitar relatórios de autópsias?

Digitar relatórios de autópsias?

O “outro” fatídico 11 de setembro, o chileno, que na verdade aconteceu primeiro, mas foi superado na memória coletiva pelo ataque às Torres Gêmeas de Nova York, está no único filme latino-americano selecionado para a competição oficial do 67. Festival de Veneza, que acontece de 1 a, exatamente, 11 de setembro deste ano.

Trata-se de “Post Mortem”, de Pablo Larrain, o terceiro longa-metragem do diretor santiaguino que abocanhou fama com “Tony Manero” – uma co-produção entre Chile o Brasil lançada em 2008 na Quinzena de Realizadores de Cannes e que foi premiada em vários festivais, como o de Rotterdam.

“Post Mortem”, coproduzido entre Chile, Alemanha e México, retrata Mario (Alfredo Castro, ator que também protagonizou “Tony Manero”), um homem de 55 anos que trabalha em um necrotério digitando relatórios de autopsias. Em meio ao golpe de 1973 ao governo de esquerda de Salvador Allende, ele sonha com sua vizinha, Nancy, uma bailarina de cabaré, que desaparece no dia 11 de setembro daquele ano. Mario passa a buscar sua “lover to be” desesperadamente. E contar mais seria estragar o filme.

A obra foi definida pelo próprio diretor como uma “história de amor no Chile no durante o golpe de Estado de 1973”. “Inicialmente, era uma irmã de ‘Tony Manero’, mas terminou sendo só uma prima”, relatou ao jornal chileno La Tercera.

Para ele, que nasceu em 1976 e debutou no cinema com “Fuga” em 2005, “competir em Veneza abre portas para divulgar o filme no exterior”. No Chile, seu aguardado novo trabalho, o primeiro filme chileno a competir pelo Leão de Ouro desde 1990, estreia comercialmente dia 25 de novembro em Santiago. Em 90, quem representou o país no festival italiano foi “La luna del espejo”, de Silvio Caiozzi.

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