NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Arquivos com a Tag: colômbia

Dia 11
outubro 2011

Sucesso comercial determina candidato colombiano ao Goya

A notícia é animadora para a nascente indústria de cinema colombiana: “El páramo”, de Jaime Osorio Márquez, somou mais de 45 mil espectadores em seu primeiro fim de semana em cartaz na Colômbia. O número supera de longe as médias de entradas para filmes nacionais.

Estreado na última quarta-feira, 7 de outubro, com 41 cópias, “El páramo” é um projeto da Rhayuela Films, produtora de Bogotá especializada em publicidade e videoclipes, em coprodução com a argentina Sudestada Cine e a espanhola Alta Producción. A empresa francesa Wild Bunch será a encarregada da distribuição internacional.

A história, uma mistura de suspense e terror, foi filmada em uma base militar real, a 4.300 metros de altura. Neste cenário, um comando especial de alta montanha composto por nove soldados experientes é enviado a uma base militar que fica em um campo aberto da montanha, totalmente inabitado. Depois de perder contato e ficar isolado, o grupo vira alvo de um “atacante” desconhecido.

O sucesso comercial do filme fez a Academia Colombiana de Artes e Ciências Cinematográficas anunciar sua seleção para representar a Colômbia na próxima edição dos prêmios Goya na categoria de melhor produção ibero-americana. A definição do candidato colombiano ao Oscar do ano que vem deve caminhar também por aí.

Dia 06
outubro 2011

Mostrando os vários cinemas da região, começa a Première Latina do Festival do Rio

"Porfirio", de Alejandro Landes, um dos colombianos deste Festival do Rio

"Porfirio", de Alejandro Landes, um dos colombianos deste Festival do Rio

Por Camila Moraes

Quase 30 filmes fazem parte da aguardada Première Latina do Festival do Rio, que começa hoje (6 de outubro) e se estende até o dia 18 em várias salas de cinema da cidade.

Para quem nem sempre esteve acompanhando tão de perto o evento em anos anteriores, pode ser precipitado o comentário, mas aparentemente este ano as cinematografias latino-americanas periféricas ganharam maior espaço e representatividade na seção.

É o caso da Colômbia, que antes emplacava filmes com dificuldade, e agora tem nada menos do que cinco títulos programados. Todos eles, claro, já passaram por importantes vitrines internacionais, reforçando a característica do festival carioca, que aposta no “melhor” da produção recente.

O Chile também conquistou seu lugar. Além de uma homenagem ao documentarista Patricio Guzmán, nome essencial do cinema político do país, há três filmes de cineastas que andam pulando de um projeto para outro (o que indica fôlego de produção e amadurecimento de carreira), como acontece com Pablo Larraín, diretor do ótimo “Post Mortem”.

Voltando a Guzmán, é imperdível seu documentário mais recente: “Nostalgia da luz”, que depois de tanto tempo que levou para ser financiado e produzido, representa um relato instigante, poético e absolutamente relevante do maior tema do cinema chileno atualmente: a ditadura de Pinochet. Sobre “Post Mortem” e “Nostalgia da luz”, leia comentários anteriores deste blog aqui.
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Dia 06
setembro 2011

Entrevista: Silvia Echeverri, diretora da Comissão Fílmica Colombiana

Por Gerardo Michelin

Cartagena, cenário que estimulou a criação da comissão fílmica colombiana

Cartagena, cenário que estimulou a criação da comissão fílmica colombiana

Parte da onda de film commissions que surgiram na América Latina nos últimos anos, a Comissão Fílmica Colombiana conseguiu posicionar rapidamente a Colômbia como um dos principais destinos de filmagens no continente. Com a diversidade de suas locações como o principal atrativo, o interesse internacional pelo país como cenário de filmes e comerciais se viu apoiado também pelo sucesso mundial de seu cinema e por um setor de serviços em constante crescimento.

O site LatAm cinema, parceiro do La Latina, conversou com Silvia Echeverri, diretora da Comissão Fílmica Colombiana, sobre o caminho percorrido e os desafios que enfrenta a instituição.

Como surge a Comissão Fílmica Colombiana e que serviços oferece aos produtores e investidores estrangeiros?

A criação do programa da film commission da Colômbia começou a partir da filmagem de “O amor nos tempos do cólera”, produzida pela Stone Village Pictures na cidade de Cartagena. Dado o importante impacto econômico do filme para o país, foi determinada uma política complementar à lei nacional de cinema para a promoção da Colômbia como cenário de produção para cinema, televisão e publicidade. A Comissão Fílmica Colombiana é um projeto da Proimagenes Colombia e do Ministério de Cultura, que conta com o apoio da Proexport Colombia e tem como objetivo posicionar o país internacionalmente no setor audiovisual, oferecendo um portfólio de locações, serviços técnicos e artísticos e infraestrutura de trabalho. Através dela, os produtores internacionais podem receber o apoio necessário para conseguir realizar uma filmagem com sucesso no país. É um canal de comunicação entre produtores internacionais e empresas e autoridades colombianas. Apoia expedições ao interior do território e propõe locações com base nas histórias a serem filmadas.
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Dia 01
setembro 2011

LATINAS: debate do Festival de Curtas de SP conclui que o tal cinema feminino não existe

"Oferenda", de Ana Bárbara Ramos, realizado na Paraíba

"Oferenda", de Ana Bárbara Ramos, realizado na Paraíba

Por Camila Moraes

Falta pouco para o fim do 22. Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo! O evento, que acontece até essa sexta-feira, dia 2 de setembro, foi bastante divulgado na imprensa paulistana e, apesar das radicais mudanças climáticas que pegaram a cidade de surpresa esta semana, o público compareceu fielmente às sessões das seis cinemas participantes.

Na noite de ontem, em uma das salas da Cinemateca, aconteceu um dos debates da programação, junto a uma sessão de curtas brasileiros e latinos realizados (um deles atuado) por mulheres. O tema da discussão, batizada de “Latinas”, foi o atualmente bastante evocado “cinema feito por mulheres”.

Estavam presentes as cineastas brasileiras Cecília Araújo, responsável pela mediação, Inês Cardoso, do curta “Cocais, a cidade reinventada” (disponível no Vimeo), e Ana Bárbara Ramos, de “Oferenda”, junto à realizadora cubana Horizoe García, que participa da mostra latina com “O mundo de Raul”, e à atriz colombiana Marcela Morello, que atuou em “Simiente”, outro curta da atual mostra latina.

Dá um certo alívio constatar que o consenso entre elas, apesar das perguntas provocadoras, é que não existe – do ponto de vista estético – um cinema feito por mulheres. Cecília abriu o debate agradecendo a presença de “mulheres realizadoras jovens, independentes e unidas”, porém, uma a uma, foi sendo derrubado o mote do encontro.

Ainda que tenham relatado experiências bastante pessoais, nas quais se envolveram de maneira intensa, chegando a comparar os projetos com “processos de gestação”, negaram que haja vantagens para a sensibilidade ou até mesmo para o olhar feminino quando o assunto é fazer filmes. Ainda, claro, que “a condição de mulher provavelmente tenha influência na maneira ver as coisas e também na aproximação com o personagem”, como afirmou Horizoe García. Seja como for, cinema para todas elas é uma questão de “entrega pessoal”.

Itinerância

O Festival de Curtas tem também mostras itinerantes. Amanhã, sexta-feira, haverá em Curitiba uma sessão de curtas premiados este ano em Cannes, seguida de debate (do qual fui convidada a participar). As atividades do 1. Kinoforum paranaense acontecem no Cineplex Batel, e a entrada para todas as sessões é franca. Compareçam!

Dia 24
agosto 2011

DE OLHO: “La playa”, um filme colombiano ‘diferente’

Em "La playa", o protagonista desenha os penteados afros mais criativos

Em "La playa", o protagonista desenha os penteados afros mais criativos

Vem aí um filme colombiano sobre um tema pouquíssimo explorado na cinematografia da Colômbia. “La playa”, o primeiro longa-metragem de Juan Andrés Arango, aborda as migrações de negros das regiões costeiras do país para Bogotá – uma cidade de tradição conservadora e elite eminentemente branca que vê sua mescla de culturas nem sempre com olhos fraternais.

O longa-metragem, rodado este ano em cerca de 35 locações diferentes em Bogotá, conta a história de Tomás, um adolescente negro deslocado de sua cidade natal na costa do Pacífico à raiz do conflito colombiano, que se enfrenta à necessidade de conquistar seu lugar na capital para iniciar sua vida adulta. Ele acaba de ser selecionado para o projeto “Cine en Construcción”, do Festival de San Sebastián, que apoia produções latino-americanas dando prêmios para possibilitar sua pós-produção.

Juan Andrés, que assina também o roteiro, conta que sua motivação para esse projeto é a transformação da identidade de Bogotá graças à migração negra. “Calcula-se que entre 1991 e 2006 chegaram a Bogotá cerca de 300 mil afro colombianos deslocados das regiões costeiras do Pacífico e do Atlântico por causa da violência. Essa migração massiva fragmenta o hermetismo que, por séculos, separou a cidade da cultura negra”, afirmou.

Outros cinco filmes participam do “Cine en Construcción”: “Era uma vez Verônica” (Brasil), de Marcelo Gomes, “Infancia clandestina” (Argentina), de Benjamín Ávila, “Joven & alocada” (Chile), de Marialy Rivas, “Un mundo secreto” (México), de Gabriel Mariño, “7 cajas” (Paraguai), de Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori. Saiba mais no site do festival.

“La playa” é uma coprodução da Colômbia com França (Cinesud Promotion) e Brasil (Bananeira Films). Para ficar de olho!

Dia 17
agosto 2011

Nova safra de documentários colombianos na Muestra Documental de Bogotá

Cena de "Impunidad", de Juan José Lozano e Hollman Morris, já exibido no Brasil

Cena de "Impunidad", de Juan José Lozano e Hollman Morris, já exibido no Brasil

Dez documentários colombianos, de um total de 72 trabalhos inscritos, foram selecionados para fazer parte da programação da 13a edição da Muestra Internacional Documental de Bogotá – que acontece entre os dias 15 e 19 de novembro.

Segundo informou a organização do evento, a lista de filmes inclui documentários antropológicos, retratos de personagens, propostas experimentais e novas abordagens sobre temas sociais.

Os selecionados são: “Apaporis, en busca del río”, de Antonio Dorado Zúñiga, “Ciudad de letras”, de Julio Oyaga Martínez, “Impunidad”, de Juan José Lozano e Hollman Morris, “Jet Lag”, de Gustavo Vasco, “La hija de la luz”, de Roberto Flores Prieto, “La montaña roja”, de María del Pilar Sánchez, “A solas”, de Marta Hincapié Uribe, “Aquí se nace”, de Juan Pablo Méndez Restrepo, “Putas o peluqueras”, de Mónica Moya, e “Neonato”, de Juan Camilo Ramírez Escobar. Já os filmes da seção internacional serão divulgadas no próximo dia 31.

Vale lembrar que a mostra documental de Bogotá é um dos festivais mais importantes da Colômbia. Quem estiver de passo, pode aproveitar: www.muestradoc.com.

(Via LatAm cinema)

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