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Os cursos de cinema começaram a pipocar nos grandes centros urbanos do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, ultrapassando inclusive as fronteiras das universidades. Ótima notícia. Dessa onda, fazem parte iniciativas de difusão da produção cinematográfica latina, que, com sua crescente visibilidade (agradecemos ao Oscar 2010, por exemplo, pela preferência…), virou um tema caro aos interessados em, pelo menos, filmes.
O Memorial da América Latina oferece constantemente cursos de extensão universitária (não só a “universitários”, vale lembrar, mas ao público em geral) que têm o objetivo de fazer circular a expressão cultural latino-americana. Na agenda que vem por aí está um curso de “Literatura e Cinema: Intersecções”, que analisará sete longas-metragens latinos cujos roteiros foram adaptados de livros (dos nove títulos que fazem parte do programa).
São 10 aulas que acontecem de 21 de agosto a 27 de novembro, aos sábados, ministradas por Mari Sugai e Sueli Dutra , especialistas em audiovisual e literatura, respectivamente. A dupla conversou com o La Latina para contar detalhes do curso e mais. Confiram.
Falem um pouco da trajetória de vocês separadamente e como chegaram à ideia de dar esse curso juntas.
Mari: Sou graduada em Cinema pela FAAP e há 10 anos trabalho como produtora ligada ao audiovisual (curtas, médias, longas e tv) e de eventos culturais (mostras e festivais de cinema). Após participar de um programa de estágio em TV no Japão, decidi retomar os estudos e finalizei no início de julho deste ano um mestrado pela Universidade de São Paulo (FFLCH – USP), com pesquisa sobre o filme Encontros e desencontros, dirigido por Sofia Coppola, e a modernização e a ocidentalização de Tóquio mostradas pelo filme. Conheci a Sueli, que é de Letras, em uma das disciplinas que cursei durante o mestrado. Juntas, decidimos criar um curso que unisse minha área e a dela, e fizemos a proposta ao Memorial da América Latina, que topou.
Sueli: Sou completamente apaixonada pela literatura. Depois da graduação, fiz vários cursos na FFLCH e em outras instituições sobre cinema, que foram fundamentais pra pensar na literatura e cinema, ali, juntinhos. As formas narrativas e distinção no jeito de contar as histórias me encantam, seja na forma do documento ou ficção. Isso sem contar o conteúdo histórico, social, cultural que são levantados por ambas as artes. Um mar sem fim de coisas maravilhosas a serem desfrutadas. Foi num dos cursos da FFLCH que conheci a Mari. Daí pra conversa sobre o curso, foi um pulo!
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