Um dos diretores brasileiros mais festejados mundialmente desde “Cidade de Deus”, Fernando Meirelles esteve em Manaus como presidente de honra do Amazonas Film Festival e também como produtor do filme de abertura desta edição, “Xingú”. Radicado em São Paulo, este arquiteto que virou cineasta – e que atualmente questiona seu futuro como diretor – conta ter optado por uma “questão prática”, produzindo filmes no Brasil e explorando sua veia de realizador no exterior.
No festival, você apresentou “Xingú”, que dirige Cao Hamburger, como produtor. Como essas histórias que você decide produzir chegam a você e por que você se interessa por elas?
Não existe um padrão. Às vezes é um livro, às vezes um amigo e outras vezes batem à minha porta para me pedirem que faça um filme, como aconteceu com “Xingú”. As coisas que me interessam são muito diversas. Inclusive, depende do dia. Tem ocasiões em que me contam uma ideia e não presto muita atenção, aí no dia seguinte volto a ela, e ela me agrada. Foi o caso de “Xingú”. O filho de Orlando Villas-Bôas (um dos personagens reais nos quais se baseia o filme) foi várias vezes à produtora, e foi só na quinta vez que decidi ler o livro e, assim, me interessei.
Apesar de viver no Brasil, depois do sucesso de “Cidade de Deus”, você se dedicou bastante ao cinema internacional. Por que você já não faz cinema brasileiro?
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