
O ótimo "La vida de los peces", do chileno Matías Bize, será exibido no FAM
Preocupados em conquistar público ou simplesmente sedentos por filmes premiados, muitos festivais de cinema se furtam à responsabilidade de abordar exclusivamente a produção sul americana. “Responsabilidade”, porque, sim, é necessário dar espaço aos filmes realizados na região e levá-los aos espectadores locais, da mesma maneira que é importante debater os temas relativos às nossas cinematografias, para que o cinema sul americano seja apoiado, apareça, cresça e floresça. Como se diz por aí, quem cuida tem.
Tudo isso para dizer que o FAM, Florianópolis Audiovisual Mercosul, tem apostado nesse caminho há alguns anos. Celebrando sua 15a edição este ano, o evento tem encontro marcado de 24 de junho a 1 de julho na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, com sete dos 13 países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai.
A proposta é exibir gratuitamente, como faz desde 1993, produções em película e vídeo que ampliem discussões sobre estéticas e narrativas, políticas públicas, distribuição e exibição que também acontecem no âmbito do festival.
Abre-bocas
Em 2011, a mostra comemorativa do FAM presta homenagem ao cineasta brasileiro Carlos Reichenbach, que estará presente no evento em um debate sobre cinema latino-americano que acontece dia 28 de junho.
E de sua tradicional Mostra de Longas Mercosul, não competitiva, participam “Rehén de ilusiones”, de Eliseo Subiela, “Pompeya”, estreia solo da atriz e cineasta Tamae Garateguy e “La vieja de atrás”, escrito e dirigido por Pablo José Meza, da Argentina; “Reus”, de Eduardo Piñero e Alejandro Pi, do Uruguai; o vencedor dos últimos prêmio Goya “La vida de los peces”, de Matías Bize, do Chile; e do Brasil “Estamos juntos”, de Toni Venturi, “Riscado”, longa-metragem de estreia de Gustavo Pizzi, e “O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges, ganhador de cinco candangos no Festival de Brasília em 2010.
Competição oficial
Nas quatro mostras competitivas do FAM 2011, Curtas Mercosul, Doc-FAM, Catarinense e Infanto-juvenil estarão em disputa 55 obras que buscam traduzir a diversidade da produção audiovisual latino-americana (veja as listas dos concorrentes aqui). Em cada categoria, os vencedores de melhor filme receberão o Troféu Panvision concedido pelo júri oficial. Também haverá troféu para os preferidos pelo júri popular, além de prêmios que totalizam aproximadamente R$ 80 mil reais.
Mais
Outras duas mostras completam o cardápio desta edição: Revelando os Brasis, com quatro projetos de realizadores de pequenas cidades brasileiras, e Outros Olhares, espaço dedicado a filmes selecionados pela Associação pela Promoção da Cultura Latinoamericana na Itália, que organiza o Festival de Cinema Latino-Americano de Trieste.
Haverá também oficinas de formação (algumas com inscrições ainda abertas) e painéis de debate (sempre a partir das 15h, durante a programação do festival). O primeiro painel, dia 25 de junho, intitulado “A escritura, o escritor e o filme”, terá a participação dos escritores catarinenses Péricles Prade e Fábio Brüggemann e do cineasta, roteirista e escritor baiano Orlando Senna, ex-secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, ex-presidente da TV Brasil e atual presidente da TAL – Televisão América Latina, uma rede comunicação entre canais educativos, produtores independentes e instituições culturais de toda a América Latina.
Saiba mais sobre o 15o FAM no site do festival e acompanhe, aqui no La Latina, notícias que serão publicadas diretamente de Florianópolis.