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Dia 29
agosto 2012

Entrevista: Jacobine van der Vloed, coordenadora do CineMart e do Rotterdam Lab

Jacobine van der Vloed

Jacobine van der Vloed

O festival de cinema de Rotterdam construiu ao seu redor diversas plataformas para desenvolver e impulsionar internacionalmente projetos de novos realizadores provenientes de países em desenvolvimento. Elas são o mercado CineMart, o fundo Hubert Bals, o Rotterdam Lab e o recém-criado Boost! – iniciativa lançada em forma conjunta com o Bingerlab e dirigida a tutelar projetos desde sua escrita até a distribuição internacional.

Para conhecer mais sobre essas plataformas, leia abaixo a entrevista com Jacobine van der Vloed, coordenadora sênior do CineMart e do Rotterdam Lab (e no LatAm cinema, a versão completa, em espanhol).

Quais são as principais características dos programas impulsionados pelo Festival de Rotterdam?

O Binger Filmlab é uma plataforma de formação com sede em Amsterdam, que tem duas rondas anuais: uma em março, na qual se escolhem três projetos, e outra em agosto, quando são escolhidos outros dois. Os ganhadores conseguem um financiamento de até 10 mil euros para o desenvolvimento de seus filmes, além de formação “on demand” para a escrita de roteiros. Para finalizar, a capacitação se completa em Amsterdam, onde os realizadores apresentam seus projetos no Boost!, uma seção do CineMart destinada a obras que estão em fase menos avançada de escrita, porque para apresentar os projetos do CineMart o roteiro tem que estar mais avançado. No Boost!, os realizadores mantém reuniões individuais a cada 25 minutos, que é o que lhes dá a chance de falar sobre o projeto e receber comentários. Como aprendizagem, acreditamos que é um processo muito enriquecedor e, apesar de ser improvável que os realizadores fechem um acordo de forma imediata, é uma oportunidade de verem como funciona o mercado e quais seriam as possibilidades de coprodução com outros países. No Binger, em Amsterdam, os realizadores também recebem formação de pitching e capacitação em geral. A ideia é guiar certos projetos em sua primeira fase de desenvolvimento.

Como você vê o cinema latino-americano neste momento?

É uma pergunta difícil, porque a variedade é enorme. Por exemplo, estive no Festival de Cartagena e me chamou a atenção o bom nível do cinema colombiano. O ano passado recebemos um par de projetos muito lindos do Brasil, agora temos projetos da Bolívia… É curioso, porque até um tempo atrás tudo vinha da Argentina, mas agora há outros países. Inclusive a Venezuela está se fazendo notar. De fato, acho que a Argentina não está passando pelo seu melhor momento. É um país muito grande e há muitíssimos realizadores, a concorrência é enorme e não é fácil conseguir dinheiro do INCAA. Muitos filmes vão pra frente sem apoio público, o que até certo ponto faz com que as pessoas sejam mais criativas, mas é difícil. O que fica claro é que no continente já não são somente Argentina, Brasil e México; há em cena outros países cujo cinema cresceu muito, e isso está muito bem. Por outro lado, também acontece que cineastas, por exemplo, da Bolívia vão estudar em Buenos Aires e depois voltam a seu país de origem para fazer cinema.

Quais são os requisitos para se apresentar ao fundo? E que critérios levam em conta na hora de escolher os projetos?

As pautas para se apresentar ao fundo são muito simples, basta pertencer a um dos países incluídos na convocatória. Agora, no caso dos critérios de seleção, é muito mais complicado. São interessantes pra nós os projetos que mostram os países de onde vêm. Não tem que ser político nem ter pautas específicas, mas sim certa sensibilidade e também um “gosto” determinado que esteja em sintonia com a linha editorial do Festival de Rotterdam.

O que você aconselharia aos diretores latinos para que seus projetos tenham mais projeção internacional?

Eu lhes diria que estudem muito bem os tempos do projeto e que não tenham pressa em apresentá-lo, pelo menos no caso do CineMart. É uma pena quando os projetos aparecem em fase muito inicial, porque uma vez que sejam apresentados, estão no mercado e não podem ser enviados novamente, a menos que passem por mudanças muito grandes. Com o fundo, a situação é distinta, mas também lhes aconselho que pensem muito bem no que estão mandando. Especialmente, que façam uma boa tradução, o que pode parecer um conselho bobo, mas já vimos muitas traduções ruins. O mesmo vale para a apresentação geral. Sei que não é fácil escrever uma boa sinopse ou um bom argumento, mas nesta etapa também têm que pensar como realizadores. Para um realizador, é difícil se distanciar do projeto, mas é importante perguntar se uma pessoa que nunca escutou a história seria capaz de entendê-la. Esse é meu conselho: que procurem se distanciar um pouco de seus projetos.

Por Gerardo Michelin

Dia 21
novembro 2011

Festival de Rotterdam anuncia seus primeiros “Tigers”; brasileiro está na seleção

Simone Spoladore é a protagonista de "Sudoeste"

Simone Spoladore é a protagonista de "Sudoeste"

Dos 15 filmes que farão parte da Tiger Awards, a principal seção do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam (IFFR), cinco títulos – todos estreias em longa-metragem de novos diretores – acabam de ser anunciados.

Entre eles, está o primeiro projeto de ficção de um brasileiro: “Sudoeste”, do niteroiense Eduardo Nunes, autor de vários curtas-metragens e estreante no universo dos longas aos 42 anos. Apoiado pelo fundo do festival (o Hubert Bals Fund) na fase de pré-produção e já exibido nos festivais de Gramado, do Rio e de Chicago, o filme foi fotografado em preto e branco.

A história se passa em uma vila de pescadores sustentada por salinas em decadência e acompanha uma menina que nasce, cresce, envelhece e morre no mesmo dia, com longos planos e diálogos reduzidos aos essencial.

A Tiger Awards, dedicada a diretores em seus primeiros ou segundos projetos de longa, oferece um prêmio de 15 mil euros para os três filmes selecionados por um júri especializado.

Saiba mais no site do festival.

Dia 01
novembro 2011

Fundo do Festival de Rotterdam premia 12 filmes latinos

"La playa", do colombiano Juan Andrés Arango

"La playa", do colombiano Juan Andrés Arango

Com tradição no apoio às chamadas cinematografias periféricas e a realizadores em início de carreira, o Fundo Hubert Bals do Festival de Cinema de Rotterdam acaba de anunciar os 25 projetos ganhadores de seus recursos deste semestre (350 mil euros) para desenvolvimento de roteiro, produção digital, pós-produção e distribuição. Desse total, 12 são latino-americanos.

Dois filmes colombianos e um argentino em etapa de pós-produção terão apoio econômico para serem finalizadas: “La playa”, Juan Andrés Arango, que acaba de ser premiado na seção Work in Progress do Australab, no Festival de Cinema de Valdívia (Chile), “Corta”, de Felipe Guerreiro, e “Los salvajes”, do argentino Alejandro Fadel. A estreia mundial dos três acontecerá durante a próxima edição do Festival de Rotterdam, que acontece entre os dias 25 de janeiro e 5 de fevereiro de 2012.

O apoio à produção digital do fundo foi para o argentino Iván Fund, por “Me perdí hace una semana”, e para a paraguaia Paz Encina, por “Ejercicios de memoria.

E os roteiros latino-americanos em desenvolvimento que receberam prêmios são: “As close as possible”, del argentino Eduardo Crespo, “Imagination is a form of memory”, de Flavia Castro (Brasil), “The wife of the man who eats laser beams”, de Helvécio Marins Jr. (Brasil), “Blanco en blanco”, de Théo Court (Chile), “Los dólares de arena”, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cardenas (República Dominicana), e “Insular”, do paraguaio Federico Adorno.

Na área de distribuição, a empresa costa-riquenha El otro cine foi premiada para distribuir “Las marimbas del infierno”, de Julio Hernández Cordón, enquanto na área de formação também ganhou a Costa Rica, com um apoio à Fundacine para a organização de um workshop para realização de filmes de “micro-orçamento”.

(Via LatAm cinema)

Dia 26
janeiro 2011

De olho em: Elisa Miller (México)

A jovem cineasta mexicana Elisa Miller é um dos talentos latino-americanos que vêm se destacando nas importantes vitrines dos festivais internacionais.

Ela “apareceu” em 2006, quando ganhou a Palma de Ouro em Cannes com o curta “Ver llover” (assista-o acima), seu trabalho de conclusão do curso de cinema – que, por sinal, foi criticado por seus professores por estar “mal filmado”.

Miller, de 28 anos, conta que a experiência de ser premiada no festival francês (e, antes disso, no Festival de Morelia), foi reveladora não só por projetá-la internacionalmente, mas também porque a ajudou a confiar em si mesma. “Acho que continuei [em cinema] por ser teimosa. O que entendi é que você tem que acreditar no que faz. Os franceses me disseram que eu era boa, que continuasse sendo eu mesma, mas que tinha que estar segura. Do contrário, não ia chegar lá”, declarou à revista mexicana Kiosko.

Seu primeiro longa-metragem, “Vete más lejos, Alicia” é um dos Tiger Awards do 40o Festival de Rotterdam, que começa hoje (26 de janeiro) e vai até 6 de fevereiro. O filme, uma co-produção entre México e Argentina, conta com a participação de Sofia Espinosa, a mesma jovem atriz que protagoniza “Ver llover”.

E Elisa já tem mais um projeto na manga: “El placer es mío”, segundo seu produtor, Nicolás Selis, um projeto mais clássico e menos experimental, como é o caso de “Vete más lejos”. O filme, um drama com toques de comédia, conta a história de dois meninos que se conhecem na praia e começam um road trip à Cidade do México. Pra ficar de olho.

Dia 26
janeiro 2011

Os primeiros anúncios do festival número 40 de Rotterdam

Rotterdam, de olho no cinema latino

Rotterdam, de olho no cinema latino

Tudo pronto para o 40o Festival Internacional de Cinema de Rotterdam, uma vitrine e tanto do cinema independente contemporâneo, incluindo vários títulos procedentes da América Latina. Essa edição acontece de 26 de janeiro a 6 de fevereiro na segunda maior cidade da Holanda, com uma tradicional programação que ultrapassa 400 títulos em exibição (em diferentes seções) e outras tantas atividades paralelas.

A competição oficial, a Tiger Awards Competition, só foi anunciada em parte até o momento e, entre os sete longas citados, não está nenhum representante latino (os demais serão apresentados nos próximos dias). Seja como for, a cineasta argentina Lucrecia Martel representa o toque latino-americano no júri, que conta com outros quatro nomes bem variados. Como essa é uma edição de aniversário, alguns Tiger Awards do passado serão exibidos em uma seção especial. Dela farão parte filmes de vários cineastas asiáticos – outro tradicional foco de atenção do evento.

A parte do festival que já anunciou todos seus participantes é o CineMart, o mercado de co-produção de Rotterdam, agora em sua 28a edição. Dos 33 projetos selecionados, há quatro provenientes da América Latina. São eles: “Tree Shade”, o novo projeto do mexicano Pedro González Rubio, que recebeu o Tiger Award em 2010 por “Alamar”, “Bull Down”, de Gabriel Mascaró (Brasil-Uruguay), “El instructor”, de Santiago Otheguy (Argentina-Francia), e “Post tenebras lux”, do diretor mexicano Carlos Reygadas. Ótimas oportunidades para esses filmes: 850 possíveis parceiros e investidores estarão presentes.

E aí tem o cobiçado fundo do festival, o Hubert Bals Fund, que este ano selecionou 24 projetos para apoiar em diferentes categorias. Em pós-produção, estão a ficção “Ausências”, da argentina Milagros Mumenthalers, e “Artificial Paradises”, primeira ficção da mexicana Yulene Olaizola (cujo documentário “Intimidades entre Shakespeare e Victor Hugo”, de 2008, é multipremiado). Em produção digital: “Las voces”, do mexicano Carlos Armella. Em desenvolvimento de roteiro: “Mai Morire”, o segundo projeto de longa-metragem do mexicano Enrique Rivero, de “Parque Vía”, “King”, do chileno Niles Atallah, “Conurbano”, do argentino Gregorio Cramer, “Dos disparos”, do argentino Martín Rejtman, “La mujer de barro”, do chileno Sergio Castro San-Martín, e “Sombra del arbol”, do mexicano Pedro Gonzalez-Rubio (outra vez ele, do “Alamar”).

Em breve, mais atualizações sobre Rotterdam rolarão aqui. Enquanto isso, fique de olho no site do festival.

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