NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

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Arquivos com a Tag: festival de veneza

Dia 12
setembro 2011

Veneza premia o argentino “Accidentes gloriosos”

"Accidentes gloriosos"

"Accidentes gloriosos"

Em um ano de escassa participação da América Latina, o Festival de Veneza premiou um filme latino: o argentino “Accidentes gloriosos”, uma coprodução entre Argentina, Suécia e Dinamarca, com direção do argentino Mauro Andrizzi e do sueco Marcus Lindeen, que levaram o prêmio de melhor média-metragem da Orizzonti.

A decisão do júri desta seção paralela, presidido pelo tailandês Apichatpong Weerasethakul, destacou “seu ponto de vista experimental e sua nova forma de colaboração entre diferentes culturas”. A história é a de um fotógrafo em busca do acidente automobilístico perfeito, convencido de que se trata de uma escultura artística instantânea.

Na edição passada do Festival de Veneza, Andrizzi ganhou o prêmio Queer Lion pelo melhor filme de temática gay com “En el futuro”, que competiu na mesma seção. Para os interessados, o trailer:

O 68o Festival Internacional de Cinema de Veneza, que aconteceu entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, entregou o Leão de Ouro a “Fausto”, do diretor russo Alexandr Sokurov.

Dia 22
setembro 2010

Ouviremos falar de: Jean Gentil

Mistura latina: personagem haitiano, diretora dominicana, diretor mexicano...

Mistura latina: personagem haitiano, diretora dominicana, diretor mexicano...

Um filme latino deu o que falar no recém-terminado 67o Festival de Veneza: “Jean Gentil”, do casal Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas – ela dominicana, ele mexicano. O longa, que tem como protagonista um personagem haitiano – o professor Jean Gentil – participou da sessão Orizonti, de novos talentos do cinema mundial, e arrancou aplausos de um público de mais de mil pessoas em uma sessão apresentada pelo próprio diretor do festival. “Na verdade, foi um momento inesquecível, porque assim que a tela ficou preta, logo depois da última cena, que é bem dramática, as pessoas começaram a aplaudir fortemente…”, declarou Laura Guzmán a um jornal mexicano. Veja o trailer do filme abaixo:

Já com presença garantida nos festivais de Valdivia e de Rotterdam, “Jean Gentil” mostra a trajetória de um professor em busca de trabalho em Santo Domingo, capital da República Dominicana. Depois de várias tentativas frustradas, ele, um cara boa-pinta, sente desmoronar seus sonhos e tem sua percepção de vida alterada. Para mais, o filme tem um site oficial.

A dupla, que estudou na escola cubana de San Antonio de los Baños, já tem um longa-metragem no currículo: “Cochochi”, que participou de Veneza em 2007, também na seção Orizzonti. Aqui, o trailer de “Cochochi”:

Dia 13
setembro 2010

Yahima salva Veneza

A bela Yahima Torres

A bela Yahima Torres

Para o cinema latino-americano, a grande surpresa do Festival de Veneza, que terminou no último sábado, dia 11 de setembro, foi um prêmio que não estava no script de um evento que parecia ter a maioria de suas premiações bem roteirizada: o Leão de Ouro de melhor atriz para a cubana Yahima Torrès, estrela do filme “Vênus Noire”, de Abdellatif Kechiche (francês, nascido na Tunísia).

Yahima, que vive na França desde 2003 e, nessa que foi sua estreia no cinema, faz o papel “de uma africana explorada como objeto científico e sexual na Europa do século 19”, segundo reportagem que a Folha de São Paulo dedicou a ela no sábado, sem poupar elogios. Desde o título – “Atriz cubana dribla Portman e Deneuve” –, o texto fala da anônima (a atriz até agora não figura no IMDb, o mais conhecido banco de dados online de cinema) que derrubou nomes cantados para vitória, como os das atrizes Natalie Portman (“Black Swain”) e Catherine Deneuve (“Potiche”).

Yahima conta que deixou Havana em 2003 atraída pela ideia de viver na França, terra que conhecia pelas histórias do pai, marinheiro. Chegou a Paris, deu aulas de espanhol e, um dia, foi descoberta na rua pelo diretor, Kechiche. Depois de ganhar o prêmio em Veneza, a internet já se encarregou de corrigir seu anonimato. Várias entrevistas com a atriz relatam sua enorme surpresa primeiro por ter sido recrutada para o filme, depois por ter sido premiada no festival mais antigo do mundo. “Minha vida mudou”, disse na coletiva de Veneza.

“Vênus Noire” conta a história de Venus Hotentote, que na verdade é Saartjie Baartman – uma mulher sul-africana com características corporais consideradas exóticas pelos europeus, que foi exibida como atração de circo no século 19 e teve o corpo exposto em museu francês até a década de 1980.

E o grande prêmio – o Leão de Ouro – foi para Sofia Coppola, por “Somewhere”. Apesar de elogiado, o filme ganhador não se livrou das fofocas ao ser anunciado por Tarantino, presidente do júri e ex-namorado de Sofia. O espanhol Alex de la Iglesia, que levou das mãos de Tarantino os prêmios de melhor direção e melhor roteiro por “Balada triste de trompeta”, tampouco ficou de fora da tese do nepotismo nessa 67a edição do festival italiano. Ele é visto como um dos discípulos do diretor de Pulp Fiction.

Não que tudo isso importe. Mas que bom ter Yahima.

Dia 02
setembro 2010

Latinos em Veneza

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

E está em curso o 67o Festival de Cinema de Veneza, um dos eventos que ocupa o pódio dos festivais europeus. O evento começou nesta quarta-feira, 1 de setembro, e vai até o dia 11 com grandes estreias internacionais na competição principal. Entre elas está “Post Mortem” (co-produção entre Chile, México e Alemanha), do chileno Pablo Larrain (“Tony Manero”), o único latino-americano a disputar o Leão de Ouro. Haverá duas exibições do filme no dia 5, o que nos deixa por enquanto sem pistas de sua repercussão junto ao júri internacional, encabeçado por ele: Quentin Tarantino.

Mas é na seção Horizontes, dedicada a “novas tendências” do cinema mundial, que a América Latina faz (um pouco mais) a festa. Lá estão “El pozo”, novo curta do mexicano Guillermo Arriaga (roteirista, agora também diretor que estreou seu “Burning plan” ano passado na competição oficial de Veneza), “En el futuro”, média-metragem do argentino Mauro Andrizzi, “Jean Gentil”, longa de Laura Amélia Gúzman e Israel Cárdenas, da República Dominicana, “Verano de Goliat”, do mexicano Nicolás Pereda, “O mundo é belo”, do brasileiro Luiz Pretti, e “Indefatigable”, curta documentário de Ruth Jarman e Joe Gerhardt, representando o Equador.

E fora de competição, também participa um latino: o novo longa-metragem do brasileiro Andrucha Waddington, “Lope”.

Fique de olho no site do festival para conferir as novidades: www.labiennale.org.

Dia 30
julho 2010

9/11 do Chile compete em Veneza

Digitar relatórios de autópsias?

Digitar relatórios de autópsias?

O “outro” fatídico 11 de setembro, o chileno, que na verdade aconteceu primeiro, mas foi superado na memória coletiva pelo ataque às Torres Gêmeas de Nova York, está no único filme latino-americano selecionado para a competição oficial do 67. Festival de Veneza, que acontece de 1 a, exatamente, 11 de setembro deste ano.

Trata-se de “Post Mortem”, de Pablo Larrain, o terceiro longa-metragem do diretor santiaguino que abocanhou fama com “Tony Manero” – uma co-produção entre Chile o Brasil lançada em 2008 na Quinzena de Realizadores de Cannes e que foi premiada em vários festivais, como o de Rotterdam.

“Post Mortem”, coproduzido entre Chile, Alemanha e México, retrata Mario (Alfredo Castro, ator que também protagonizou “Tony Manero”), um homem de 55 anos que trabalha em um necrotério digitando relatórios de autopsias. Em meio ao golpe de 1973 ao governo de esquerda de Salvador Allende, ele sonha com sua vizinha, Nancy, uma bailarina de cabaré, que desaparece no dia 11 de setembro daquele ano. Mario passa a buscar sua “lover to be” desesperadamente. E contar mais seria estragar o filme.

A obra foi definida pelo próprio diretor como uma “história de amor no Chile no durante o golpe de Estado de 1973”. “Inicialmente, era uma irmã de ‘Tony Manero’, mas terminou sendo só uma prima”, relatou ao jornal chileno La Tercera.

Para ele, que nasceu em 1976 e debutou no cinema com “Fuga” em 2005, “competir em Veneza abre portas para divulgar o filme no exterior”. No Chile, seu aguardado novo trabalho, o primeiro filme chileno a competir pelo Leão de Ouro desde 1990, estreia comercialmente dia 25 de novembro em Santiago. Em 90, quem representou o país no festival italiano foi “La luna del espejo”, de Silvio Caiozzi.

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