NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

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Arquivos com a Tag: memorial da américa latina

Dia 11
julho 2011

Festival Latino de São Paulo começa amanhã; confira a programação e capriche no sotaque

Cinema latino em São Paulo

Cinema latino em São Paulo

São Paulo ganha novo idioma oficial – o portunhol – a partir desta terça-feira, 12 de julho, até o domingo 17: acontece no Memorial da América Latina, pela sexta vez, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, com filmes, encontros de profissionais e debates, cuja proposta é misturar o Brasil com os países vizinhos na tela do cinema.

As entradas são gratuitas para uma série de eventos espalhados em sessões de longas e curtas-metragens, workshops, debates e homenagens, contando com a presença de cerca de 100 convidados. Confira abaixo alguns destaques do evento, complemente sua programação dando uma olhada na página do festival e aproveite (em sete endereços paulistanos: Memorial da América Latina, Espaço Unibanco de Cinema, CineSesc, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido e Cinusp “Paulo Emílio”).

Homenageados: Gabo e Orlando

Um dos maiores expoentes mundiais da cultura latino-americana será um dos grandes homenageados desta edição do festival: o escritor, roteirista e fundador da EICTV Gabriel García Márquez. O evento exibirá seis filmes roteirizados pelo nobel colombiano (entre eles, “A Viúva de Montiel”, de 1979, com a atuação de Geraldine Chaplin) e, inclusive, sua única experiência como diretor (o curta que realizou na Colômbia em 1954, titulado “A lagosta azul”).

Orlando Senna, escritor, roteirista, realizador e ex-secretário do Audiovisual (além de grande amigo de Gabo) é o outro célebre homenageado do ano. Filmes dirigidos por ele, como o polêmico e premiado “Iracema, uma transa amazônica” (de 1977; em parceria com Jorge Bodanzky), serão apresentados junto a uma aula magna que acontece no sábado, 16, no Memorial.

Contemporâneos: destaque para Chile e América Central

A mais aguardada mostra do festival, a Contemporâneos, terá 26 longas-metragens de 14 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
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Dia 21
agosto 2010

Literatura e cinema com pegada latina

Aproveite você também

Aproveite você também

Os cursos de cinema começaram a pipocar nos grandes centros urbanos do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, ultrapassando inclusive as fronteiras das universidades. Ótima notícia. Dessa onda, fazem parte iniciativas de difusão da produção cinematográfica latina, que, com sua crescente visibilidade (agradecemos ao Oscar 2010, por exemplo, pela preferência…), virou um tema caro aos interessados em, pelo menos, filmes.

O Memorial da América Latina oferece constantemente cursos de extensão universitária (não só a “universitários”, vale lembrar, mas ao público em geral) que têm o objetivo de fazer circular a expressão cultural latino-americana. Na agenda que vem por aí está um curso de “Literatura e Cinema: Intersecções”, que analisará sete longas-metragens latinos cujos roteiros foram adaptados de livros (dos nove títulos que fazem parte do programa).

São 10 aulas que acontecem de 21 de agosto a 27 de novembro, aos sábados, ministradas por Mari Sugai e Sueli Dutra , especialistas em audiovisual e literatura, respectivamente. A dupla conversou com o La Latina para contar detalhes do curso e mais. Confiram.

Falem um pouco da trajetória de vocês separadamente e como chegaram à ideia de dar esse curso juntas.

Mari: Sou graduada em Cinema pela FAAP e há 10 anos trabalho como produtora ligada ao audiovisual (curtas, médias, longas e tv) e de eventos culturais (mostras e festivais de cinema). Após participar de um programa de estágio em TV no Japão, decidi retomar os estudos e finalizei no início de julho deste ano um mestrado pela Universidade de São Paulo (FFLCH – USP), com pesquisa sobre o filme Encontros e desencontros, dirigido por Sofia Coppola, e a modernização e a ocidentalização de Tóquio mostradas pelo filme. Conheci a Sueli, que é de Letras, em uma das disciplinas que cursei durante o mestrado. Juntas, decidimos criar um curso que unisse minha área e a dela, e fizemos a proposta ao Memorial da América Latina, que topou.

Sueli: Sou completamente apaixonada pela literatura. Depois da graduação, fiz vários cursos na FFLCH e em outras instituições sobre cinema, que foram fundamentais pra pensar na literatura e cinema, ali, juntinhos. As formas narrativas e distinção no jeito de contar as histórias me encantam, seja na forma do documento ou ficção. Isso sem contar o conteúdo histórico, social, cultural que são levantados por ambas as artes. Um mar sem fim de coisas maravilhosas a serem desfrutadas. Foi num dos cursos da FFLCH que conheci a Mari. Daí pra conversa sobre o curso, foi um pulo!
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Dia 08
julho 2010

Entrevista: Francisco César Filho e o Festival Latino de SP

Francisco César Filho sorri para o cinema latino

Francisco César Filho sorri para o cinema latino

Por Camila Moraes

As ânsias do público pelo evento e sua ampla divulgação na mídia mostram que o Festival Latino de São Paulo encontrou finalmente sua vocação: difundir a produção cinematográfica contemporânea da região e gerar interesse entre os brasileiros sobre cultura latina em geral.

Atualmente em sua 5a edição, o festival é uma iniciativa da Fundação Memorial da América Latina, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, o que se traduz em entradas gratuitas a todos os filmes de sua programação.

Por trás de cinco anos de esforços para que ele cresça – e, voando ainda mais alto, para que São Paulo vire a capital do cinema latino –, está Francisco César Filho, diretor do evento e também um de seus curadores.

Ele falou ao La Latina e ao LatAm cinema sobre a atual edição e também sobre os rumos de seus altos objetivos. Confira a entrevista exclusiva.

Estamos na 5a edição do festival. Em que momento de sua evolução você acha que ele se encontra?

Em 2010, o Festival de Cinema Latino de São Paulo atinge o ponto em que estabelece seu perfil, que é o de fazer circular a produção cinematográfica recente da América Latina no Brasil, recuperar momentos chaves na história do cinema da região e estimular co-produções, entre outros objetivos. E descobre que é voltado para novas gerações de cineastas latinos, o que é importantíssimo, porque atualmente há narrativas e estéticas muito interessantes aqui. Não é por menos que os filmes latinos têm recebido prêmios em festivais de muita relevância, como o de Berlim, que recentemente tem favorecido vários títulos nossos a cada ano. Esta 5a edição do festival será aberta por “Água fria do mar”, da costa-riquense Paz Fábrega, que é o filme ganhador do Festival de Rotterdam deste ano. Além disso, é o marco da retomada do cinema da Costa Rica. Esse tipo de filme mostra como é significativa a renovação de talentos do cinema latino-americano, que temos o imenso prazer de difundir.

O que você destacaria na programação deste ano?

Selecionamos 137 filmes que serão exibidos gratuitamente em seis salas de São Paulo. É uma programação variada e muito interessante. Entre tantas atividades, eu destacaria as homenagens deste ano, que são a dois cineastas latinos emblemáticos e em plena atividade: o brasileiro João Batista de Andrade e o argentino Marcelo Piñeyro. O festival já homenageou ícones da nossa história cinematográfica, como Nelson Pereira dos Santos e Fernando Birri, e agora chega a esses diretores de carreiras inquietas, variadas e maduras e que buscam o diálogo com o público.

Como é feita a seleção dos filmes? Há preferências por países, diretores ou títulos específicos?

Há um mix de critérios. Certamente estamos muito atentos a novos títulos, mas também buscamos ter o maior número possível de cinematografias representadas na programação, o que nos implica uma enorme pesquisa. Localizamos filmes de qualidade e também prestamos atenção à repercussão deles, como no caso de “Água fria do mar”, da Paz Fábrega. Mas o critério maior é a qualidade. Tem que ser bom.

Qual tem sido o principal público do festival? Na sua opinião, os brasileiros, ao contrário de alguns anos atrás, têm se aproximado da cultura latina?

Sem dúvida. Foi uma surpresa para nós, desde a primeira edição, que o principal público do festival seja de jovens interessadíssimos em cinema latino. Nossos espectadores mais “constantes” são secundaristas e universitários apaixonados por cultura latino-americana. É interessante notar que a postura deles, sendo tão curiosos, é muito significativa dos tempos que vivemos. Há 10 anos, todos eram muito desinteressados. Hoje, para dar alguns exemplos, ensina-se espanhol nas escolas e há cerca de cinco festivais no Brasil que se dedicam ao cinema latino. Entre eles, o mais bem-sucedido é o de São Paulo.

Indo além dos festivais, que iniciativas você acha que poderiam ser tomadas para facilitar a distribuição comercial dos filmes latino-americanos?

Essa é uma questão complexa, pela própria configuração do circuito comercial. É cada vez mais afunilado o tipo de cinema que exibem nas duas mil e poucas salas que existem no Brasil. É um perfil de entretenimento, de espetáculo, que elimina outros tipos de cinema. Nos Estados Unidos, muitos exibidores já afirmam que, para eles, é muito mais interessante comercialmente exibir filmes em 3D. No Brasil, onde os exibidores só não exibem apenas 3D porque não tem dinheiro para atualizar os equipamentos das salas, sofre o cinema brasileiro e, claro, o latino em geral. Os festivais terminam sendo uma saída, mas isso é uma distorção, porque são espaços reduzidos pensados para apresentar propostas e não servir como única alternativa para ver determinados filmes. Há a saída do DVD e da internet. Espera-se que a solução esteja por aí.

Em sua opinião, que momento vive o cinema latino hoje?

Está mais consolidado. Os filmes são cada vez mais bem-sucedidos culturalmente e artisticamente. Há produções de grande aceitação popular, como “Cidade de Deus”, que teve uma das bilheterias mais significativas da região, além de uma importância estética que influenciou cinemas do mundo inteiro. É um momento muito mais interessante, sem dúvida, que o que vivemos nos anos 80 e 90.

Obs: mais sobre o festival você acha aqui.

Dia 07
julho 2010

Tire férias de uma semana e acompanhe o Festival Latino de SP

PS. Sobre as férias, seria pedir muito?

PS. Sobre as férias, seria pedir muito?

Que rufem os tambores, animação total! Para quem é ligado em cinema latino, o Festival de Cinema Latino de São Paulo, que em 2010 chega à sua 5ª edição, é um espaço cada vez mais importante (interessante, sempre foi).

Isso porque o evento está caminhando firme e dando conta, cada vez mais, de algo que este humilde blog acredita ser muito importante: o cenário ATUAL do cinema latino-americano, com produções recentes, ganhadoras em festivais internacionais ou meros títulos comerciais, representantes da geralmente ótima cinematografia argentina ou da variada produção mexicana, assim como exemplos do que outros países de menor importância cinematográfica na região.

Pois a 5ª edição começa na próxima segunda-feira, 12 de julho, e vai até dia 18 com 137 filmes em seis salas da cidade de São Paulo e, ufa (!), com entrada gratuita. A programação gera interesse desde o mesmo filme de abertura: “Água fria do mar”, da diretora costa-riquenha Paz Fábrega, o grande ganhador de Rotterdam este ano. Um filme da América Central arrematando um festival independente e que aponta talentos no nível que faz Rotterdam? Imperdível per se.

Mas isso não é tudo. Haverá aqueles argentinos que estreiam em Buenos Aires, e a gente quer muito ver, mas que ficam caros incluindo a passagem, como é o caso de “Dois irmãos”, o mais recente de Daniel Burman (“O abraço partido”). Haverá os “impossíveis de ver no Brasil”, como o boliviano “Zona Sur”, de Juan Carlos Valdivia e “Gasolina”, do guatemalteco Julio Hernández Cordón, e os “ganhou festival grande, tem que ver”, como “A la mar”, do mexicano Pedro González-Rubio, e “La nana”, do chileno Sebastián Silva.

Sob a curadoria de curadoria de André Sturm, Francisco Cesar Filho e Jurandir Müller, tem também as tradicionais homenagens do festival. Este ano, felizmente o tempo passa e não continuamos a homenagear os grandes diretores dos 50, 60 (GRANDES nomes, mas já é preciso falar de OUTROS nomes). Serão lembrados, portanto, os cineastas João Batista de Andrade (Brasil) e Marcelo Piñeyro (Argentina), cujas trajetórias recentes são variadas e, como destacou Francisco César Filho em uma entrevista ao La Latina, que em breve você lê aqui, “com um pé na realidade social, como acontece com a maioria dos realizadores latino-americanos”. Haverá também uma importante seção de curtas-metragens, além de aula magna, debates, oficinas audiovisuais, lançamento de livro e competição entre escolas de cinema. Programação completa? Aqui.

Ah, e a sede do evento é o Memorial da América Latina, que deveria sustentar outros eventos latinos do mesmo porte deste.

Dia 24
maio 2007

Memorial abriga III Mostra de Cinema Argentino

Cena de 'Água', drama sobre ex-campeão de natação em águas abertas, que abandona sua carreira após acusação de doping

Cena de 'Água', drama sobre ex-campeão de natação em águas abertas, que abandona sua carreira após acusação de doping

Admiradores do cinema argentino já podem se preparar: foi anunciada a terceira edição da Mostra de Cinema Argentino, a ser realizada novamente no Memorial da América Latina, entre os dias 31.05 e 03.06, com entrada gratuita.

Parte da produção cinematográfica mais recente daquele país fará parte do evento com títulos estreados em 2006, como Whisky Romeo Zulu, do premiado diretor argentino Enrique Piñeyro, e Água, de Verónica Chen, além de dois documentários dos anos 90 sobre Jorge Luis Borges e Julio Cortázar.

A III Mostra é uma parceria do Memorial e da Libreria Española e Iberoamericana e faz parte das comemorações da data da independência argentina (25.05). Os “novos” filmes serão exibidos em formato digital, e, em paralelo, a videoteca do Memorial exibirá títulos antigos durante todo o mês de junho.

Maiores informações podem ser encontradas no site do Memorial.

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Fruto de uma genuína paixão pela força cultural que emana da América Latina, o blog La Latina é um espaço dedicado ao cinema latino-americano e aos demais braços da produção audiovisual dessa região, que comprende as Américas do Sul e Central e o México. O primeiro criado com esse escopo no Brasil e em português.

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