VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

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Dia 12
maio 2011

México em Cannes: Miss Bala e mais

A modelo Stéphanie Sigman é Laura em "Miss bala"

A modelo Stéphanie Sigman é Laura em "Miss bala"

Baseado em uma história verídica, o filme mexicano “Miss bala”, que representa o México na seção Um certo olhar do presente Festival de Cannes, é um dos raros candidatos latino-americanos com chances no evento este ano.

A história é de uma jovem mexicana que sonha em se tornar miss, mas se vê envolvida contra sua vontade no tráfico de drogas. Na vida real, isso aconteceu com Laura Zúñiga Huízar, ex-Miss Sinaloa (Estado do México), que em 2008 foi presa junto a sete traficantes e, posteriormente, libertada por falta de provas. Veja o clipe abaixo (e outros dois no site de Cannes).

A direção (o roteiro e a edição) do filme é de Gerardo Naranjo, ator que despontou como diretor e roteirista depois de apresentar o filme “Drama/Mex” na Semana da Crítica, também em Cannes, em 2006. Em 2010, ele voltou ao festival com o curta “R-10”, parte do filme coletivo “Revolución”. Em entrevistas dada na época, chegou a afirmar que seu trabalho “se inspira no obra de [Alejandro González Iñárritú] e é “verdadeiramente um cinema de urgência, nervoso, direto”.

Sobre “Miss Bala” falou na entrevista coletiva do festival francês o produtor do filme, Pablo Cruz: “É uma história incrível, que agradou muito em Cannes, pois trata de um tema mais pessoal e humanizado sobre Laura, mas também é parte do retrato do submundo do crime que atualmente transformou os espaços públicos do México”. A produção é assinada pela Canana Films, empresa dos atores Diego Luna e Gael García Bernal junto a Cruz. Em tempo, o papel de Laura ficou a cargo da modelo profissional Stéphanie Sigman.

México em Cannes

Além de “Miss bala”, outros dois filmes representam o México na 64a edição do Festival de Cannes. O primeiro é “Días de gracia”, do debutante Everardo Gout, que será apresentado em uma função especial de meia-noite e está fora de competição.

Depois vem “El velador”, de Natalia Almada, que será exibido na Quinzena de Realizadores (acréscimo à seleção inicialmente divulgada aqui da Quinzena). Almada, realizadora de “El otro lado” e “El general”, entre outros filmes, é uma reconhecida documentarista, e esse doc estreou recentemente no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

Dia 07
fevereiro 2011

El Santo no Instituto Cervantes-SP

El Santo

El Santo

Começa hoje (7 de fevereiro), no Instituto Cervantes de São Paulo, uma simpática mostra de cinema: “O Santo Popstar”, com uma seqüência de longas que traz as aventuras de El Santo, o herói popular mexicano.

El Santo, apelido de Rodolfo Guzmán, foi um lutador profissional e ator que se tornou famoso no México nos anos 50 por ser o símbolo da justiça para os homens comuns. O personagem, cuja carreira durou mais de quatro décadas, tendo atuado em 52 filmes, fazia nascer a esperança que superaria os medos da população.

Por isso, foi o assunto escolhido pelo Cervantes de São Paulo para iniciar seu ano do “medo” – tema que o instituto escolheu para pontuar suas atividades em 2011, buscando debate e reflexão que questionem o porquê de uma civilização tão fragilizada.

Foram programados 5 filmes, com uma exibição diária até sábado, dia 12, sempre às 19h30 (com a exceção do último dia, quando haverá uma maratona com uma apresentação seqüencial de todos os títulos, das 9h às 21h). A sessão inaugural conta com a apresentação do artista mexicano Felipe Ehrenberg, que reside no Brasil.

Saiba mais no site do Instituto Cervantes.

Dia 26
janeiro 2011

De olho em: Elisa Miller (México)

A jovem cineasta mexicana Elisa Miller é um dos talentos latino-americanos que vêm se destacando nas importantes vitrines dos festivais internacionais.

Ela “apareceu” em 2006, quando ganhou a Palma de Ouro em Cannes com o curta “Ver llover” (assista-o acima), seu trabalho de conclusão do curso de cinema – que, por sinal, foi criticado por seus professores por estar “mal filmado”.

Miller, de 28 anos, conta que a experiência de ser premiada no festival francês (e, antes disso, no Festival de Morelia), foi reveladora não só por projetá-la internacionalmente, mas também porque a ajudou a confiar em si mesma. “Acho que continuei [em cinema] por ser teimosa. O que entendi é que você tem que acreditar no que faz. Os franceses me disseram que eu era boa, que continuasse sendo eu mesma, mas que tinha que estar segura. Do contrário, não ia chegar lá”, declarou à revista mexicana Kiosko.

Seu primeiro longa-metragem, “Vete más lejos, Alicia” é um dos Tiger Awards do 40o Festival de Rotterdam, que começa hoje (26 de janeiro) e vai até 6 de fevereiro. O filme, uma co-produção entre México e Argentina, conta com a participação de Sofia Espinosa, a mesma jovem atriz que protagoniza “Ver llover”.

E Elisa já tem mais um projeto na manga: “El placer es mío”, segundo seu produtor, Nicolás Selis, um projeto mais clássico e menos experimental, como é o caso de “Vete más lejos”. O filme, um drama com toques de comédia, conta a história de dois meninos que se conhecem na praia e começam um road trip à Cidade do México. Pra ficar de olho.

Dia 26
janeiro 2011

Mais Rotterdam, com Tigers latinos

Cena de 'Todos tus muertos', de Carlos Moreno, que debutou com 'Perro come perro'

Cena de 'Todos tus muertos', de Carlos Moreno, que debutou com 'Perro come perro'

E finalmente chegaram as ótimas notícias do 40o Festival Internacional de Cinema de Rotterdam, que em dezembro anunciou os primeiros filmes selecionados em suas diferentes seções.

Da competição oficial, não fazia parte até então nenhum título latino. Até então, porque agora se sabe que três dos quatorze Tiger Awards são latino-americanos. A saber: “Vete más lejos, Alicia”, de Elisa Miller (México), “O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges (Brasil), e “Todos tus muertos”, de Carlos Moreno (Colômbia).

Vale lembrar que os selecionados para essa seção são primeiras ou segunda obras de cineastas originários de países em desenvolvimento,

O filme de Sérgio Borges, feito pelo grupo Teia, o coletivo mineiro de cinema, é o elogiado vencedor do 43o Festival de Brasília e tem tudo para conquistar os critérios do júri tão afim a narrativas pouco tradicionais (a cineasta argentina Lucrecia Martel, por exemplo, fará parte dele). Os três ganhadores da competição levam, cada um, um prêmio de 15 mil euros.

Ainda falando de cinema brasileiro, “Desassossego”, dirigido por 14 cineastas, entre eles, Karim Ainouz, e “Alegria”, de Felipe Bragança (leia entrevista com ele aqui) e Marina Meliande, foram selecionados para a seção Bright Future, dedicada a talentos promissores do cinema independente mundial.

Dia 25
janeiro 2011

Dica: “O violino” em São Paulo

Em tempos de comemoração dos 100 anos da Revolução Mexicana, aqui vai uma boa dica de filme que está entre o que há de mais interessante no recente cinema do México: “El violín” (O violino), de Francisco Vargas, será exibido na Sessão Cinéfila do Espaço Unibanco da Augusta, em São Paulo, no próximo sábado, 29 de janeiro.

O filme de 2006, bastante premiado mas de pouca circulação comercial, conta a história de Don Plutarco, do filho e do neto, todos fazendeiros e músicos que participam da guerrilha campesina do país. Eles – especialmente Plutarco, disfarço de humilde violinista – lutam contra os militares para recuperar suas armas.

A Sessão Cinéfila do Espaço Unibanco acontece ao meio-dia todos os sábados, apresentando uma seleção de filmes importantes e raros.

Dia 20
janeiro 2011

Colômbia, Cuba e México competem em Sundance

Sundance 2011: Robert Redford recebe, de 20 a 30 de janeiro

Sundance 2011: Robert Redford recebe, de 20 a 30 de janeiro

Três filmes latino-americanos foram selecionados para competir na seção World Cinema Dramática da próxima edição do Festival de Sundance, grande vitrine do cinema independente mundial, que se celebra em várias cidades do estado de Utah, nos Estados Unidos, de 20 a 30 de janeiro do ano que está para começar.

São eles: o colombiano “Todos tus muertos”, de Carlos Moreno, o mexicano “Asalto al cine”, de Iría Gómez, e o cubano “Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona. Todos são ficção. Para a seção de documentários, nenhum filme latino-americano foi selecionado.

Vale lembrar que o festival apresenta também mostras não-competitivas, como a Spotlight. Qual não foi a surpresa quando, ontem, “Tropa de elite 2” foi anunciado como um dos títulos selecionados. Surpresa, afinal, porque não se trata de um filme independente, no sentido comum da coisa. Da mesma Spotlight, faz parte o chileno “Old Cats”, de Sebastián Silva (que debutou na direção com o ótimo “La nana”).

Na edição de 2011, Sundance irá exibir 115 longas-metragens feitos em 28 países – um terço deles pertence a diretores debutantes e quase todos são estreias mundiais.

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