NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Dia 26
janeiro 2012

Do Oscar 2012 e das compensações

A cerimônia deste ano acontece dia 26 de fevereiro

A cerimônia deste ano acontece dia 26 de fevereiro

Com o anúncio dos indicados ao Oscar 2012 na última terça-feira, dia 24 de janeiro, fica confirmada a suspeita: o cinema latino-americano não conquistou a Academia americana este ano. Ou, pelo menos, não diretamente.

O fato é que, às vezes, é melhor considerar o Oscar pelo que a premiação não seleciona do que pelo que ela legitima. Claro que um prêmio a melhor filme estrangeiro, por exemplo, é sempre bem-vindo para impulsionar o público e despertar interesse por determinada cinematografia – sem falar no gás que ganha a carreira de um diretor. A lógica é simples: se esse impulso flui por aqui, melhor para nós.

Mas falemos desta vez do que é pouco alardeado e do que não entrou.

Na primeira categoria, temos a canção “Real in Rio”, composta por Carlinhos Brown e Sérgio Mendes (supostamente, em tempo mínimo). O tema faz parte da trilha da animação gringa “Rio”, dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha. Se, por um lado, não é cinema brasileiro, por outro… É talento brasileiro de exportação, algo que talvez se torne mais comum nos anos vindouros.

Falando ainda em animação, talvez aí resida uma semente de sucesso.

O que não entrou (e talvez esse caso seja mais interessante) é o curta-metragem argentino “Luminaris”, de Juan Pablo Zaramella, que ficou entre os semifinalistas da categoria de curta de animação.

Queridinho de vários festivais ao longo de 2011, muitos deles especializados em cinema de animação, “Luminaris” ganhou o prêmio de público e de crítica (FIPRESCI) no Festival Internacional de Animação de Annecy. É um dos mais importantes da área, onde, por sinal, Juan Pablo Zaramella ganhou uma retrospectiva em 2010. O filme não foi selecionado, mas a Argentina chegou perto de ter um curta celebrado em Hollywood.

Selecionado, sim, foi o longa de animação espanhol “Chico & Rita”, de Fernando Trueba e Javier Mariscal, cuja (bela) história acontece em Cuba. Não é nosso, mas já que esse ano o Oscar é das compensações… Por que não torcer?

Dia 20
outubro 2011

Dez filmes latinos se lançam à conquista do Oscar em 2012

Oscar 2012

Oscar 2012

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou a lista oficial de filmes pré-selecionados à competição pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de sua 84a edição. Um total de 63 países tenta entrar na lista de cinco escolhidos, que será anunciada dia 24 de janeiro do ano que vem. A entrega dos prêmios acontece em 26 de fevereiro de 2012. Sendo a Argentina o único pais latino-americano a obter a famosa estátua (em duas ocasiões: com “A história oficial” e “O segredo de seus olhos”), a América Latina renova suas esperanças através de 10 candidatos.

Assista aos trailers de cada um deles e faça suas apostas:

ARGENTINA

“Aballay, el hombre sin miedo”, de Fernando Spiner.

BRASIL

“Tropa de elite 2”, de José Padilha.

CHILE

“Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood.


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Dia 11
outubro 2011

Sucesso comercial determina candidato colombiano ao Goya

A notícia é animadora para a nascente indústria de cinema colombiana: “El páramo”, de Jaime Osorio Márquez, somou mais de 45 mil espectadores em seu primeiro fim de semana em cartaz na Colômbia. O número supera de longe as médias de entradas para filmes nacionais.

Estreado na última quarta-feira, 7 de outubro, com 41 cópias, “El páramo” é um projeto da Rhayuela Films, produtora de Bogotá especializada em publicidade e videoclipes, em coprodução com a argentina Sudestada Cine e a espanhola Alta Producción. A empresa francesa Wild Bunch será a encarregada da distribuição internacional.

A história, uma mistura de suspense e terror, foi filmada em uma base militar real, a 4.300 metros de altura. Neste cenário, um comando especial de alta montanha composto por nove soldados experientes é enviado a uma base militar que fica em um campo aberto da montanha, totalmente inabitado. Depois de perder contato e ficar isolado, o grupo vira alvo de um “atacante” desconhecido.

O sucesso comercial do filme fez a Academia Colombiana de Artes e Ciências Cinematográficas anunciar sua seleção para representar a Colômbia na próxima edição dos prêmios Goya na categoria de melhor produção ibero-americana. A definição do candidato colombiano ao Oscar do ano que vem deve caminhar também por aí.

Dia 05
outubro 2011

Western é aposta da Argentina na disputa por uma vaga no Oscar 2012

Pistolas, cavalos e paixões povoam "Aballay, el hombre sin miedo"

Pistolas, cavalos e paixões povoam "Aballay, el hombre sin miedo"

Os gêneros têm marcado a recente produção cinematográfica da Argentina. Há quem negue que se trate de um esforço planejado para conquistar público, mas a questão se deixa notar sem esforços com o surgimento de relatos clássicos que antes não se contavam, com forte apelo comercial. Das histórias mínimas, muitos filmes passaram a apostar na ficção científica, como no caso de “Fase 7”, no drama romântico, como o oscarizado “O segredo dos seus olhos” e, agora, no western, com “Aballay, el hombre sin miedo”.

A produção, realizada em parceria com a Espanha, foi escolhida pela academia de cinema argentina para representar o país na disputa por um lugar nos concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012. Com 22 votos de uma comissão composta por 69 especialistas, deixou para trás “Um conto chinês” (12 votos), grande bilheteria do ano passado na Argentina e atualmente em cartaz no Brasil, e “El estudiante” (16 votos), filme mais aplaudido na última edição do BAFICI, o mais importante festival argentino hoje.

“Aballay, el hombre sin miedo”, assim como “O segredo de seus olhos”, é uma adaptação de uma obra literária: o conto “Aballay” de Antonio di Benedetto. É uma história de vingança e culpa, em que o formato do western ajuda a resgatar o esquecido gênero “gauchesco”. Segundo seu diretor, Fernando Spiner, “é uma honra que as pessoas que fazem cinema na Argentina tenham visto nesta história o filme que mais méritos tem para nos representar no Oscar… É um filme de ‘gauchos’, assim que nos caracteriza com muita ‘argentinidade’. Neste sentido, creio que se escolheu algo muito autêntico da nossa cultura para ser mostrado no exterior”.

Spiner, 53 anos, tem ampla experiência como produtor, roteirista e diretor de séries e filmes televisivos e também realizou curtas e documentários. Esse é seu segunda longa-metragem de ficção para o cinema (o primeiro foi “Adiós, querida luna”, de 2005).

Vale comentar que a escolha de “Aballay” foi inesperada (o favorito era “Um conto chinês, de Sebastián Borensztein). Tendo feito entre 20 e 30 mil espectadores nas salas argentinas e ainda sem distribuição nos Estados Unidos, talvez não leve a Argentina aos Oscar do ano que vem.

Assista ao trailer:

Dia 07
janeiro 2011

Colonização na pauta do espanhol “También la lluvia”

Alguns velhos paradigmas devem entrar em discussão com o filme “También la lluvia”, da espanhola Iciar Bollaín (“Te doy mis ojos”) – o candidato da Espanha aos indicados a melhor filme estrangeiro para o Oscar 2011.

Com roteiro de Paul Laverty, responsável por vários filmes de Ken Loach, o longa, rodado na Bolívia, faz paralelos entre o passado e o presente em uma trama que mostra o esforço de um produtor e um diretor para rodar um drama histórico sobre a descoberta do novo mundo por Cristóvão Colombo, enquanto o governo boliviano tenta privatizar o fornecimento de água.

Gael García Bernal está na produção como um dos protagonistas da história e também como produtor, através de sua Canana Films. Segundo o ator, “este filme causará certa mobilização de velhos fantasmas históricos que de alguma maneira permeiam a linguagem e a semântica atuais”. E prossegue, em entrevista à Agência Efe: “É um pouco estranho. Descobriram? Descobrimos? Nos descobriram? Fomos descobertos? É uma espécie de jogo meio perverso isto de se colocar de um lado ou de outro”, diz.

Por mais estranho que possa parecer, os espanhóis não estão tão familiarizados com as condições em que se originaram os países latino-americanos em tempos de colonização da América: violência e ambição desmedidas. Notadamente, do lado espanhol, pelo que historicamente se tem notícia. Gael concorda: “Os países latino-americanos somos um capricho colonial que pouco a pouco fomos adquirindo uma certa identidade e passamos a reconhecer não só o indígena que levamos dentro de nós, mas também o africano e o espanhol, o branco, o europeu”.

Em tempos de comemorações pelos bicentenários de independência, esta aí um filme para se ver (se bem que ainda não há data de estreia para ele no Brasil).

Site oficial: www.tambienlalluvia.com.

Dia 23
novembro 2010

Ricardo Darín dá a cara e (põe o corpo) pelo nosso cinema

Ricardo Darín

Ricardo Darín

Mesmo sendo uma das “caras visíveis” do cinema latino-americano, o ator argentino Ricardo Darín se absteve de presenciar a cerimônia do Oscar, em fevereiro desde ano, quando “O segredo de seus olhos” garantiu à Argentina sua segunda estatueta de melhor ficção estrangeira. No filme, ele repete a sucesso de sua parceria com o cineasta Juan José Campanella, que o dirigiu em “O filho da noiva” – trabalho que projetou Darín ao mundo em 2001.

O veterano ator de flamantes olhos azuis, nascido em Buenos Aires há 53 anos, com carreira hoje consagrada na televisão e no cinema de seu país, tem problema com as homenagens. No entanto, para a 5a edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul, Darín abriu uma exceção. Ela tem a ver com o fato de ser, ele admite, uma “cara visível”. “Não considero que eu seja merecedor de tantos elogios. Mas acredito que os rostos conhecidos dos nossos cinemas devem ‘colocar o corpo’ e participar de iniciativas como essa. Por isso estou aqui, muito feliz e honrado”, declarou o ator na coletiva de imprensa da mostra. O evento o escolheu como homenageado em 2010 graças à sua participação em filmes que tratam temas relacionados aos Direitos Humanos.
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