
Campanella de olho no futuro
Faz sentido que o primeiro filme em 3D da Argentina – uma animação – seja um projeto tocado por um diretor da envergadura de Juan José Campanella, competente, de pegada comercial, afim aos gêneros, com o pé em Hollywood e, talvez por tudo isso, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.
Mas, mais importante que isso, autor de filmes que conseguiram importantes bilheterias nas salas argentinas, como “El hijo de la novia” e “Luna de Avellaneda”. Coincidência ou não, ambos os filmes (e também “El secreto de sus ojos”, o vencedor do Oscar) tem o ator Ricardo Darín como protagonista.
Mas, de volta à animação. É um longa “para crianças”, como define o diretor, e se chamará “Metegol”, que em espanhol é o nome dado ao jogo de pebolim. Sua história é uma adaptação do conto “Negro”, de Roberto Fontanarrosa, feita por Eduardo Sacheri, o autor do livro que inspirou o roteiro de “El secreto de sus ojos”.
O projeto, ao estilo de “Madagascar” e “Up”, segundo Campanella, conta com nove milhões de dólares para ser realizado. Será rodado no fim deste ano, e previsão é que chegue às salas de cinema no fim de 2012.
(Via La Capital)

Campanella e o Oscar
O favorito era o filme austríaco “A fita branca”, de Michael Haneke, mas quem levou o Oscar de melhor filme estrangeiro ontem (7 de março) foi o argentino “El secreto de sus ojos”, de Juan José Campanella.
A estatueta foi entregue ao diretor de “El hijo de la novia” e “Luna de Avellaneda” por Pedro Almodóvar e Quentin Tarantino, que anunciaram o prêmio lá pela metade da cerimônia, fazendo vibrar a delegação argentina presente no evento.
Os peruanos, por outro lado, murcharam ao ver escapar sua chance de ganhar um Oscar pela primeira vez na história de seu país, com a derrota de “La teta asustada”, de Claudia Llosa, que esteve presente na premiação ao lado da estrela de seu filme, a atriz Magaly Solier.
“El secreto de sus ojos”, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, é uma adaptação do livro “La pregunta de sus ojos”, uma combinação de thriller policial, suspense e drama romântico escrito por Eduardo Sacheri. É a segunda produção argentina a levar o Oscar de melhor filme estrangeiro e a sexta a ser indicada à Academia. Na Argentina, contabilizou até agora 2,5 milhões de espectadores no circuito comercial.
Leia mais sobre a repercussão do prêmio na Argentina no La Nación e no Clarín, os principais jornais argentinos.