NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Arquivos com a Tag: pablo larrain

Dia 14
setembro 2011

“Ilusões óticas” e uma defesa do cinema latino nas telas

Por Camila Moraes

Ver nem sempre é enxergar em "Ilusões óticas"

Ver nem sempre é enxergar em "Ilusões óticas"

Entra em cartaz em São Paulo na próxima sexta-feira, 16 de setembro, um filme chileno que dá conta de algo mais do que dele mesmo. Um filme que mostra que há fôlego de público, no Brasil, para muitas produções latinas entrarem em cartaz ao mesmo tempo. Cada uma com seu estilo, e todas, de uma maneira geral, evidenciando a qualidade crescente do cinema da região.

Essa não é uma constatação difícil: basta perceber, por exemplo, que o afrancesado Reserva Cultural (onde esse filme chileno estreia) está atualmente exibindo, em metade de suas salas, dois filmes argentinos. Sem falar de outros cinemas, mostras não comerciais etc, apresentando títulos latinos. A constatação, apesar de não ser reveladora, é uma boa notícia, que vem reforçada pelo nascimento de distribuidoras independentes de cinema latino-americano – como é o caso da Tucumán Filmes (a que está comercializando esse chileno) e da Esfera Filmes (que distribuiu o mexicano “Cinco dias sem Nora”), ambas, talvez coincidentemente, sediadas no Rio de Janeiro. É decididamente uma perspectiva animadora.

Mas, agora, chega de mistério: o filme é “Ilusões óticas”, dirigido por Cristián Jiménez e que estreou no Brasil primeiro no Festival do Rio de 2010. Uma história de múltiplos personagens que se cruzam na fria e úmida Valdívia, cidade onde o diretor nasceu e à qual ele dedicou este que é seu primeiro longa-metragem. Essa citação não vem à toa. Valdívia – ou talvez qualquer cidade de pouca luz, com escassos momentos de sol para destacar as cores das pessoas, das paisagens e dos objetos – é tão personagem quanto os demais personagens, todos desiludidos (des-ilusão, finalmente, dá a tom emocional de uma ilusão ótica) e apáticos, cinzas como o lugar onde vivem.
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Dia 11
abril 2011

BAFICI: Boas novas do cinema chileno

Cena do incrível "Nostalgia da luz", doc de Patricio Guzmán

Cena do incrível "Nostalgia da luz", doc de Patricio Guzmán

O cinema feito no Chile, segundo comentou em entrevista ao La Latina o diretor do BAFICI, Sergio Wolf, “ainda está construindo sua plataforma de cineastas e buscando definir seu estilo e construir sua indústria”, porém, “tem chamado atenção” com bons filmes.

De fato, no últimos anos, o país marcou presença no festival portenho com as últimas novidades de sua produção independente. Três foram os filmes chilenos que vi em Buenos Aires, e todos são dignos de recomendação.

Abaixo, um rápido resumo de cada um pode ser uma boa dica aos interessados.
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Dia 02
setembro 2010

Latinos em Veneza

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

E está em curso o 67o Festival de Cinema de Veneza, um dos eventos que ocupa o pódio dos festivais europeus. O evento começou nesta quarta-feira, 1 de setembro, e vai até o dia 11 com grandes estreias internacionais na competição principal. Entre elas está “Post Mortem” (co-produção entre Chile, México e Alemanha), do chileno Pablo Larrain (“Tony Manero”), o único latino-americano a disputar o Leão de Ouro. Haverá duas exibições do filme no dia 5, o que nos deixa por enquanto sem pistas de sua repercussão junto ao júri internacional, encabeçado por ele: Quentin Tarantino.

Mas é na seção Horizontes, dedicada a “novas tendências” do cinema mundial, que a América Latina faz (um pouco mais) a festa. Lá estão “El pozo”, novo curta do mexicano Guillermo Arriaga (roteirista, agora também diretor que estreou seu “Burning plan” ano passado na competição oficial de Veneza), “En el futuro”, média-metragem do argentino Mauro Andrizzi, “Jean Gentil”, longa de Laura Amélia Gúzman e Israel Cárdenas, da República Dominicana, “Verano de Goliat”, do mexicano Nicolás Pereda, “O mundo é belo”, do brasileiro Luiz Pretti, e “Indefatigable”, curta documentário de Ruth Jarman e Joe Gerhardt, representando o Equador.

E fora de competição, também participa um latino: o novo longa-metragem do brasileiro Andrucha Waddington, “Lope”.

Fique de olho no site do festival para conferir as novidades: www.labiennale.org.

Dia 30
julho 2010

9/11 do Chile compete em Veneza

Digitar relatórios de autópsias?

Digitar relatórios de autópsias?

O “outro” fatídico 11 de setembro, o chileno, que na verdade aconteceu primeiro, mas foi superado na memória coletiva pelo ataque às Torres Gêmeas de Nova York, está no único filme latino-americano selecionado para a competição oficial do 67. Festival de Veneza, que acontece de 1 a, exatamente, 11 de setembro deste ano.

Trata-se de “Post Mortem”, de Pablo Larrain, o terceiro longa-metragem do diretor santiaguino que abocanhou fama com “Tony Manero” – uma co-produção entre Chile o Brasil lançada em 2008 na Quinzena de Realizadores de Cannes e que foi premiada em vários festivais, como o de Rotterdam.

“Post Mortem”, coproduzido entre Chile, Alemanha e México, retrata Mario (Alfredo Castro, ator que também protagonizou “Tony Manero”), um homem de 55 anos que trabalha em um necrotério digitando relatórios de autopsias. Em meio ao golpe de 1973 ao governo de esquerda de Salvador Allende, ele sonha com sua vizinha, Nancy, uma bailarina de cabaré, que desaparece no dia 11 de setembro daquele ano. Mario passa a buscar sua “lover to be” desesperadamente. E contar mais seria estragar o filme.

A obra foi definida pelo próprio diretor como uma “história de amor no Chile no durante o golpe de Estado de 1973”. “Inicialmente, era uma irmã de ‘Tony Manero’, mas terminou sendo só uma prima”, relatou ao jornal chileno La Tercera.

Para ele, que nasceu em 1976 e debutou no cinema com “Fuga” em 2005, “competir em Veneza abre portas para divulgar o filme no exterior”. No Chile, seu aguardado novo trabalho, o primeiro filme chileno a competir pelo Leão de Ouro desde 1990, estreia comercialmente dia 25 de novembro em Santiago. Em 90, quem representou o país no festival italiano foi “La luna del espejo”, de Silvio Caiozzi.

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Fruto de uma genuína paixão pela força cultural que emana da América Latina, o blog La Latina é um espaço dedicado ao cinema latino-americano e aos demais braços da produção audiovisual dessa região, que comprende as Américas do Sul e Central e o México. O primeiro criado com esse escopo no Brasil e em português.

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