NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Dia 11
abril 2011

BAFICI: Boas novas do cinema chileno

Cena do incrível "Nostalgia da luz", doc de Patricio Guzmán

Cena do incrível "Nostalgia da luz", doc de Patricio Guzmán

O cinema feito no Chile, segundo comentou em entrevista ao La Latina o diretor do BAFICI, Sergio Wolf, “ainda está construindo sua plataforma de cineastas e buscando definir seu estilo e construir sua indústria”, porém, “tem chamado atenção” com bons filmes.

De fato, no últimos anos, o país marcou presença no festival portenho com as últimas novidades de sua produção independente. Três foram os filmes chilenos que vi em Buenos Aires, e todos são dignos de recomendação.

Abaixo, um rápido resumo de cada um pode ser uma boa dica aos interessados.
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Dia 02
setembro 2010

Latinos em Veneza

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

O ator Alfredo Castro, estrela de Tony Manero, também está em Post Mortem

E está em curso o 67o Festival de Cinema de Veneza, um dos eventos que ocupa o pódio dos festivais europeus. O evento começou nesta quarta-feira, 1 de setembro, e vai até o dia 11 com grandes estreias internacionais na competição principal. Entre elas está “Post Mortem” (co-produção entre Chile, México e Alemanha), do chileno Pablo Larrain (“Tony Manero”), o único latino-americano a disputar o Leão de Ouro. Haverá duas exibições do filme no dia 5, o que nos deixa por enquanto sem pistas de sua repercussão junto ao júri internacional, encabeçado por ele: Quentin Tarantino.

Mas é na seção Horizontes, dedicada a “novas tendências” do cinema mundial, que a América Latina faz (um pouco mais) a festa. Lá estão “El pozo”, novo curta do mexicano Guillermo Arriaga (roteirista, agora também diretor que estreou seu “Burning plan” ano passado na competição oficial de Veneza), “En el futuro”, média-metragem do argentino Mauro Andrizzi, “Jean Gentil”, longa de Laura Amélia Gúzman e Israel Cárdenas, da República Dominicana, “Verano de Goliat”, do mexicano Nicolás Pereda, “O mundo é belo”, do brasileiro Luiz Pretti, e “Indefatigable”, curta documentário de Ruth Jarman e Joe Gerhardt, representando o Equador.

E fora de competição, também participa um latino: o novo longa-metragem do brasileiro Andrucha Waddington, “Lope”.

Fique de olho no site do festival para conferir as novidades: www.labiennale.org.

Dia 30
julho 2010

9/11 do Chile compete em Veneza

Digitar relatórios de autópsias?

Digitar relatórios de autópsias?

O “outro” fatídico 11 de setembro, o chileno, que na verdade aconteceu primeiro, mas foi superado na memória coletiva pelo ataque às Torres Gêmeas de Nova York, está no único filme latino-americano selecionado para a competição oficial do 67. Festival de Veneza, que acontece de 1 a, exatamente, 11 de setembro deste ano.

Trata-se de “Post Mortem”, de Pablo Larrain, o terceiro longa-metragem do diretor santiaguino que abocanhou fama com “Tony Manero” – uma co-produção entre Chile o Brasil lançada em 2008 na Quinzena de Realizadores de Cannes e que foi premiada em vários festivais, como o de Rotterdam.

“Post Mortem”, coproduzido entre Chile, Alemanha e México, retrata Mario (Alfredo Castro, ator que também protagonizou “Tony Manero”), um homem de 55 anos que trabalha em um necrotério digitando relatórios de autopsias. Em meio ao golpe de 1973 ao governo de esquerda de Salvador Allende, ele sonha com sua vizinha, Nancy, uma bailarina de cabaré, que desaparece no dia 11 de setembro daquele ano. Mario passa a buscar sua “lover to be” desesperadamente. E contar mais seria estragar o filme.

A obra foi definida pelo próprio diretor como uma “história de amor no Chile no durante o golpe de Estado de 1973”. “Inicialmente, era uma irmã de ‘Tony Manero’, mas terminou sendo só uma prima”, relatou ao jornal chileno La Tercera.

Para ele, que nasceu em 1976 e debutou no cinema com “Fuga” em 2005, “competir em Veneza abre portas para divulgar o filme no exterior”. No Chile, seu aguardado novo trabalho, o primeiro filme chileno a competir pelo Leão de Ouro desde 1990, estreia comercialmente dia 25 de novembro em Santiago. Em 90, quem representou o país no festival italiano foi “La luna del espejo”, de Silvio Caiozzi.

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