
Ricardo Darín está em "Elefante blanco", filme de Pablo Trapero que estreia comercialmente na Argentina depois de Cannes
Depois de uma participação minguada em 2011, o cinema latino será melhor representado na 65a edição do Festival de Cinema de Cannes, que acontece de 16 a 27 de maio.
Dois filmes de realizadores já consagrados fazem parte da competição oficial do evento, que é considerado o “Oscar” do mercado cinematográfico. O primeiro é “On the road” (“Na estrada”), produção internacional do brasileiro Walter Salles baseada em livro homônimo de Jack Kerouac. Depois tem “Post Tenebras Lux”, o novo filme do mexicano Carlos Reygadas, um dos realizadores mais experimentais e “arriscados” da cinematografia latino-americana.
Na coletiva de imprensa em que anunciou a programação do evento, o diretor de Cannes, Thierry Frémaux, exaltou a “juventude e a vitalidade” dos cineastas da região ao comentar as participações do México, Argentina, Brasil e Colômbia. “Vimos filmes interessantes do Chile, Uruguai e de outros países, mas era preciso manter certo equilíbrio”, destacou.
Os outros países citados – Argentina e Colômbia – comparecem à seção “Um certo olhar”, que perfila projetos mais autorais, com os longas “Elefante blanco”, do já consagrado diretor argentino Pablo Trapero, e “La playa”, primeiro filme do colombiano Juan Andrés Arango. O México aparece aqui também, com “Después de Lucía”, de Michel Franco – que participou da mostra paralela Quinzena dos Realizadores em 2009 com seu primero filme, “Daniel e Ana”.
Fora da competição ainda serão exibidos “A Música Segundo Tom Jobim”, do brasileiro Nelson Pereira dos Santos, e a obra-prima do argentino Gonzalo Tobal, “Villegas”, vencedora no ano passado do Primeiro Prêmio da Cinéfondation do Festival.
Saiba mais no site do festival.







