NÃO PERCA

  • O QUÊ: Série "Fronteras" - 8 directores cruzando límites
  • Ano: 2011
  • Quando: desde dezembro
  • Onde: No site da TNT
  • Por quê: Para conhecer diferentes lugares do mundo através do olhar de novo consagrados diretores latino-americanos - incluindo a peruana Claudia Llosa, cujo "Loxoro" será apresentado em fevereiro no Festival de Berlim.
  • Mais: Um projeto da TNT apresentado pelo cineasta argentino Juan José Campanella.

Acesse o site e assista aos episódios de 30 min.

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Arquivos com a Tag: um conto chinês

Dia 27
janeiro 2012

Cuba, México, Argentina e Chile disputam o Goya

Os chilenos Matías Bize e Santiago Cabrera: diretor e ator de "La vida de los peces", ganhador do Goya a melhor ibero-americano de 2011. O filme estreia no Brasil em fevereiro

Os chilenos Matías Bize e Santiago Cabrera: diretor e ator de "La vida de los peces", ganhador do Goya a melhor ibero-americano de 2011. O filme estreia no Brasil em fevereiro

Antes do Oscar, vem aí o Goya, a grande premiação do cinema na Espanha, com uma categoria inteira dedicada a filmes ibero-americanos. A 26a edição cerimônia acontece em 19 de fevereiro, com os seguintes finalistas:

“Boleto al paraíso”, de Gerardo Chijona

Esse filme cubano foi lançado no Festival de Havana em 2010, selecionado para o Sundance do ano passado e passou pelo Brasil durante o 21o Cine Ceará. Conta a história de um grupo de jovens que, em meio a deterioração pela que passava Cuba no começo dos anos 90, por causa do embargo americano, decide se infectar com o vírus da Aids. O fio condutor é a personagem de Eunice, uma adolescente constantemente violada por seu pai. Os temas polêmicos abordados pelo diretor, pouco comuns no cinema cubano, não tiveram sucesso em Cuba, mas conquistaram os espanhóis.


“Miss Bala”, de Gerardo Naranjo

Um dos melhores títulos latinos de 2011, esse mexicano passou por festivais grandes, como o de Cannes e Toronto, e conquistou prêmios importantes. A partir de uma personagem desligada do narcotráfico (uma candidata a miss), o filme aborda a dramática situação de violência que acontece no México, retratando, mais do que a guerra entre o crime organizado e o governo, as vítimas já sem esperanças desse conflito. No Goya do ano passado, outro filme mexicano sobre violência foi selecionado para a mesma categoria: “El infierno”, de Luis Estrada.


“Um conto chinês”, de Sebastián Borensztein

O filme argentino de maior bilheteria de 2011 na Argentina, com 900 mil espectadores. Protagonizado por Ricardo Darín, ícone do star system argentino, o longa é uma história suave, na exata medida entre o drama e a comédia, que tanto convence o público. Darín é um veterano da guerra das Malvinas que se vê obrigado a hospedar um imigrante chinês que chega a Buenos Aires perdido – e, nessa viagem, se redescobre e renasce. Estreou comercialmente no Brasil.


“Violeta se fue a los cielos”, de Andrés Wood

A cinebiografia da cantora Violeta Parra, autora de canções icônicas da música latino-americana, como “Volver a los 17” e “Gracias a la vida”, foi lançada no Chile ano passado, justamente na época dos protestos estudantis que dominaram cidades como Santiago e Valparaíso. Dirigido por Andrés Wood (de “Machuca”), o filme fez quase 400 mil espectadores e se tornou o quinto mais visto da história do cinema feito no Chile.

Vale lembrar que a seleção do Goya é sempre mais comercial (“Boleto al paraíso” e “Um conto chinês”) ou então se esforça pra incluir hits de relevância cultural (“Miss Bala” e “Violeta se fue a los cielos”). Fiquem em dia com os filmes e façam suas apostas.

Dia 05
outubro 2011

Western é aposta da Argentina na disputa por uma vaga no Oscar 2012

Pistolas, cavalos e paixões povoam "Aballay, el hombre sin miedo"

Pistolas, cavalos e paixões povoam "Aballay, el hombre sin miedo"

Os gêneros têm marcado a recente produção cinematográfica da Argentina. Há quem negue que se trate de um esforço planejado para conquistar público, mas a questão se deixa notar sem esforços com o surgimento de relatos clássicos que antes não se contavam, com forte apelo comercial. Das histórias mínimas, muitos filmes passaram a apostar na ficção científica, como no caso de “Fase 7”, no drama romântico, como o oscarizado “O segredo dos seus olhos” e, agora, no western, com “Aballay, el hombre sin miedo”.

A produção, realizada em parceria com a Espanha, foi escolhida pela academia de cinema argentina para representar o país na disputa por um lugar nos concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012. Com 22 votos de uma comissão composta por 69 especialistas, deixou para trás “Um conto chinês” (12 votos), grande bilheteria do ano passado na Argentina e atualmente em cartaz no Brasil, e “El estudiante” (16 votos), filme mais aplaudido na última edição do BAFICI, o mais importante festival argentino hoje.

“Aballay, el hombre sin miedo”, assim como “O segredo de seus olhos”, é uma adaptação de uma obra literária: o conto “Aballay” de Antonio di Benedetto. É uma história de vingança e culpa, em que o formato do western ajuda a resgatar o esquecido gênero “gauchesco”. Segundo seu diretor, Fernando Spiner, “é uma honra que as pessoas que fazem cinema na Argentina tenham visto nesta história o filme que mais méritos tem para nos representar no Oscar… É um filme de ‘gauchos’, assim que nos caracteriza com muita ‘argentinidade’. Neste sentido, creio que se escolheu algo muito autêntico da nossa cultura para ser mostrado no exterior”.

Spiner, 53 anos, tem ampla experiência como produtor, roteirista e diretor de séries e filmes televisivos e também realizou curtas e documentários. Esse é seu segunda longa-metragem de ficção para o cinema (o primeiro foi “Adiós, querida luna”, de 2005).

Vale comentar que a escolha de “Aballay” foi inesperada (o favorito era “Um conto chinês, de Sebastián Borensztein). Tendo feito entre 20 e 30 mil espectadores nas salas argentinas e ainda sem distribuição nos Estados Unidos, talvez não leve a Argentina aos Oscar do ano que vem.

Assista ao trailer:

Dia 29
agosto 2011

Vem aí “Um conto chinês”, comédia argentina com Ricardo Darín

“Um argentino e um chinês unidos por uma vaca que caiu do céu”

“Um argentino e um chinês unidos por uma vaca que caiu do céu”

Já há mercado “garantido” para filmes argentinos médios no Brasil. Por “médios”, entende-se produções de carreiras intermediárias, nem tão artísticas e de festival e nem pop demais, de apelo puramente local. Ainda mais se a história tiver o aval de uma grande figura, como o ator argentino Ricardo Darín, que protagoniza o novo filme de Sebastián Borensztein (“La suerte está echada”), um diretor afim às comédias. Sem lugar a dúvidas, ele é o principal rosto internacional do star system argentino e já tem suficientes admiradores(as) por aqui.

Um conto chinês”, o filme em questão, estreia em salas brasileiras na próxima sexta-feira, 2 de setembro, prometendo conquistar o espectador nacional. E talvez aí resida a novidade: em geral, a Argentina está ligada, para o espectador brasileiro, a histórias mínimas, a prêmios em festivais e algumas indicações, claro, ao Oscar. Mas a verdade é que há certa tradição de comédia no país vizinho, ainda que seja de humor negro, cínico e analítico, como combina com a personalidade argentina de exportação.

E é o caso com o filme Borensztein. Nesse novo trabalho, Darín é Roberto, um cara metódico, dono de uma serralheria, solitário e de vida pacata, que termina aprendendo das casualidades mais absurdas da vida (está aí o significado corrente da expressão “un cuento chino”) a ser mais flexível. A grande casualidade da história é a chegada de Jun, um jovem chinês que não fala uma palavra em espanhol, que aparece em sua vida depois de que uma vaca cai do céu e termina matando sua noiva.

Seja como for, estamos diante de mais um filme argentino “de personagem”. As risadas são garantidas pelas situações de incompreensão mútua e, especialmente, para as dimensões que o talentoso Darín dá ao seu personagem. Mas, segundo as críticas argentinas, “Um conto chinês” não é nada do outro mundo.

“Darín faz com que o filme vibre, porque quase tudo acontece através de suas reações. Ele realiza uma cena silenciosa na Embaixada da China de maneira genial, por mais que o arremate ‘engraçado’ seja óbvio. Ricardo pode dar humanidade a uma pedra, e isso gera uma corrente de simpatia em relação a um personagem quase insuportável”, afirma Diego Lerer no Clarín. “Não é um filme brilhante e baseia seu humor em confusões algo excessivas, mas realmente entretém e termina conseguindo levar os espectadores a algo parecido à emoção”, arremata.

Confira abaixo o trailer do filme e tire suas próprias conclusões:

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