VEM AÍ

  • O QUÊ: Festival de Cinema de Cannes
  • Ano: 2012
  • Quando: de 16 a 27 de maio
  • Onde: Na Riviera Francesa e no www.festival-cannes.fr
  • Por quê: É considerado o Oscar do mercado cinematográfico e importante vitrine do cinema autoral.
  • Mais: o festival este ano tem boa representação de filmes latino-americanos.

Conheça os títulos latinos selecionados para a 65 edição.

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Dia 10
maio 2011

BAFICI: tendências, estéticas e rumos do atual cinema latino-americano

Os convidados do debate: Monika, Julio e Federico

Os convidados do debate: Monika, Julio e Federico

Aconteceu em meio às atividades do último BAFICI, mas o debate sobre cinema latino-americano realizado dia 7 de abril em Buenos Aires levantou aspectos relevantes (e que merecem ser mencionados) sobre o panorama atual das nossas cinematografias – chegando, inclusive, a abordar características estéticas dos filmes realizados na região e indo um pouco além de encontros parecidos.

Estavam presentes os diretores Federico Veiroj, uruguaio, realizador de “La vida útil”, e Julio Hernández Cordón, guatemalteco, diretor de “Las marimbas del infierno”, junto à diretora do Festival de Cartagena e fundadora da Cinema Tropical, a colombiana Monika Wagenberg – que por seu envolvimento já de muitos anos com o cinema latino-americano, vem observando e identificando os rumos da maioria dos filmes latinos.

Em suas exposições, rápidas porém interessantes, os três abordaram temas-chave para a discussão dos rumos e impactos do cinema local, que o La Latina – presente no evento – destaca abaixo.

O CINEMA LATINO VIVE UM ‘BOOM’ – Monika Wagenberg

“O cinema latino vive um momento de renascimento e de boom criativo. Há renovação, diversidade e evolução constante. Antes não acontecia, mas atualmente os filmes se mantém em circuitos de ‘art house’ nos Estados Unidos, por exemplo”.

O ‘BOOM’ TEM RAZÃO DE SER – Monika Wagenberg

Essa evolução não vem do nada. “Dez anos depois da criação da lei de cinema na Argentina, há processos muito parecidos [ao crescimento do cinema argentino na última década] em outros países, como a Colômbia. O boom, portanto, vem das leis de cinema, mas também da digitalização dos processos de produção e do surgimento de escolas especializadas e, por exemplo, de fundos internacionais que fomentam co-produções”.
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Dia 01
março 2011

Sangue latino

Cena de "Sudor frío"

Cena de "Sudor frío"

Histórias de terror – assim como todos os filmes de gênero – eram raras no cinema latino-americano. Agora, elas começam a aparecer.

Falou-se, no ano passado, do supense uruguaio “La casa muda”, de Gustavo Hernández (leia entrevista aqui), que estreou em no Festival de Cannes e depois teve seu roteiro para um remake que será rodado em Hollywood. O filme, em plano sequência, foi feito com uma câmera fotográfica, baixíssimo orçamento e já passou pelo Brasil durante o último Festival do Rio.

Depois, tem “Sudor frío”, atualmente em cartaz nos cinemas argentinos, dirigido por de Adrián García Bogliano – um cineasta de La Plata, região da grande Buenos Aires, com ampla experiência no gênero (fez também “Habitaciones para turistas”, “Masacre esta noche” e “No moriré sola”). O filme, em geral elogiado pela imprensa argentina, está sendo promovido como “o primeiro grande sucesso nacional do ano”.

E finalmente, mas não por último, aparece “Casting”, uma produção boliviana que estreou em fevereiro na cidade de Sucre depois de passar por La Paz e Tarija. Dirigida por Denisse Arancibia e Juan Pablo Richter, diz-se ser o primeiro filme boliviano de terror. A história é de jovens que participam de um castinga para… Participar de um filme de terror.

Confira os trailers e fique em dia o lado sangrento das cinematografias latinas.

Dia 08
fevereiro 2011

Agora também Brasil e Uruguai. E vice-versa

Brasil e Uruguai

Brasil e Uruguai

A notícia é do fim do ano passado, mas não tinha sido registrada aqui: Brasil e Uruguai, através dos seus órgãos de cinema, já são parceiros em produções cinematográficas.

O acordo, assinado em Montevidéu no dia 15 de outubro de 2010 por Manoel Rangel, do lado da ANCINE, e por Martín Papich, representando o ICAU (Instituto de Cine y Audiovisual de Uruguay), prevê “ações diretas e concretas para o estímulo e desenvolvimento da indústria cinematográfica de ambos países do MERCOSUL”. Em miúdas, por ano, a ANCINE aportará 200 mil dólares, e o ICAU, 100 mil, para um fundo comum de co-produção.

A seleção dos projetos agraciados será feita por uma Comissão Binacional composta por quatro membros, dois de cada país. Segundo os comunicados oficiais, em breve serão informadas datas e condições da primeira convocatória.

Brasil e Argentina já têm um acordo parecido, assinado também em 2010. Esquenta, pois, a indústria cinematográfica do Mercosul.

Dia 12
novembro 2010

Por um circuito comercial latino

Cena do uruguaio "A casa muda", que estreia em janeiro de 2011

Cena do uruguaio "A casa muda", que estreia em janeiro de 2011

Passaram-se dois importantes festivais brasileiros cuja programação inclui boas mostras latinas: o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo. Três, se contarmos o importante Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, inteiramente dedicado à produção cinematográfica da região. Todos eles costumam trazer pescas valiosas de outros festivais internacionais e, em menor parte, apostas próprias de boa qualidade.

Pois bem. Muitos poucos títulos desses eventos estarão disponíveis outra vez aos que perderam suas exibições nesses festivais. Ou seja, os filmes não estréiam comercialmente. Quase nunca.

Revisando o calendário de lançamentos do site Filme B esses dias, encontrei dois filmes latinos cuja estreia comercial já está confirmada. Só dois. Claro que essa é uma agenda constantemente redesenhada, mas… Dificilmente os latinos serão incluídos. Com sorte, os argentinos. O que, por sinal, suscita uma pergunta que não sei responder: a antiga lei de intercâmbio anual de oito filmes entre Argentina e Brasil ainda vigora?

Bom, duas coisas: aproveitem os festivais e prestigiem os títulos que entrarem no circuito. Isso pode fazer que o cinema latino seja pelo menos como o francês nos cinemas de São Paulo: até que muito bem representado.

E os dois filmes latinos que estrearão em 2011 são:

A casa muda [La casa muda, Uruguai, 2010], de Gustavo Hernandez (PlayArte). Gênero: horror. Elenco: Sandra Staggs, Ben Rovner. Sinopse: Baseado em um caso real que aconteceu em 1944 numa antiga fazenda, onde encontraram os corpos de dois homens brutalmente torturados. As fortes fotografias encontradas foram a chave para resolver este crime sangrento. Duração: a definir. Classificação: a definir. Estreia agendada para: 14 de janeiro.

Biutiful [Espanha/México, 2010], de Alejandro González Iñárritu (Paris). Gênero: Drama. Elenco: Javier Bardem. Sinopse: Uxbal é um herói trágico, pai de dois filhos, que está sentindo a iminência da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que trabalha contra ele, o impedindo de perdoar e amar, para sempre. Duração: a definir. Classificação: a definir. Estreia agendada para: 28 de janeiro.

Dia 17
maio 2010

Gustavo e o terror em Cannes

O uruguaio Gustavo Hernández

O uruguaio Gustavo Hernández

Formado pela Escuela de Cine del Uruguay em 2002, Gustavo Hernández apresenta este ano em Cannes seu primeiro longa-metragem, “La casa muda”, um filme rodado com câmera fotográfica, orçamento mínimo e um claro objetivo: assustar.

Trata-se de uma das raras apostas latino-americanas ao cinema de gênero e, em especial, ao terror psicológico. Selecionada para a Quinzena de Realizadores, já despertou o interesse de distribuidores internacionais, além de vários comentários positivos no festival francês.

Saiba mais na entrevista exclusiva de Gustavo ao La Latina e ao LatAm cinema.

Por Camila Moraes

O que significa pra você a oportunidade de estrear seu primeiro filme em um festival de tanta visibilidade como o de Cannes?

Realmente nunca sonhamos em estrear o filme em Cannes. Esta oportunidade transborda qualquer expectativa e claro que significa algo muito importante na carreira de um diretor.

Você comentou que a ideia para “La casa muda”, que é um filme de terror psicológico, surgiu da limitação do orçamento. O que o motivou a enquadrar seu primeiro filme no cinema de gênero?

O produtor de “La casa muda” é um grande fã de terror, e ambos queríamos fazer um filme – ainda que, confesso, eu não tinha esse gênero em mente. Depois de nos reunirmos várias vezes, chegamos a um acordo, mas com a condição de experimentar o máximo possível, quebrando alguns esquemas de produção e de realização. Ao longo das minhas experiências de trabalho, procurei desafios para encontrar meu próprio pulso narrativo e experimentar a linguagem audiovisual. Simplesmente fui motivado pela liberdade criativa que meu sócio me ofereceu para debutar com um longa-metragem. Acho que o segredo de qualquer diretor é tratar de ser honesto com o trabalho e com sua visão pessoal.
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Dia 14
maio 2010

As estreias do mês

Graciela Borges e Antonio Gasalla em "Dos hermanos", do argentino Daniel Burman

Graciela Borges e Antonio Gasalla em "Dos hermanos", do argentino Daniel Burman

Nova seção do LatAm cinema, nosso site parceiro, que oferece, mês a mês, as principais estreias de cada país da região. A versão em português você poderá conferir sempre aqui no La Latina ;)

Argentina e Brasil revalidaram em abril sua condição de grandes pólos cinematográficos da região, não só estreando juntos uma dúzia de filmes, mas também conseguindo dois sucessos singulares: ”Dos hermanos” e “Chico Xavier”, respectivamente. Do resto de países, destaca-se o debut do uruguaio Pablo Stoll con “Hiroshima” e o lançamento do primeiro filme nicaragüense em 20 anos, “La Yuma”.

Por Cynthia García Calvo

ARGENTINA

Com o Oscar na mão, o cinema argentino prolongou seu momento doce com o sucesso de “Dos hermanos”, novo filme de Daniel Burman, que une duas estrelas nacionais: Graciela Borges e Antonio Gasalla. Comédia dramática sobre a família e a reconciliação, através da história de dois irmãos que devem recuperar seus laços depois de passar vários anos afastados, o filme superou os 400 mil espectadores e continua entre os mais vistos do circuito comercial.
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