Aconteceu em meio às atividades do último BAFICI, mas o debate sobre cinema latino-americano realizado dia 7 de abril em Buenos Aires levantou aspectos relevantes (e que merecem ser mencionados) sobre o panorama atual das nossas cinematografias – chegando, inclusive, a abordar características estéticas dos filmes realizados na região e indo um pouco além de encontros parecidos.
Estavam presentes os diretores Federico Veiroj, uruguaio, realizador de “La vida útil”, e Julio Hernández Cordón, guatemalteco, diretor de “Las marimbas del infierno”, junto à diretora do Festival de Cartagena e fundadora da Cinema Tropical, a colombiana Monika Wagenberg – que por seu envolvimento já de muitos anos com o cinema latino-americano, vem observando e identificando os rumos da maioria dos filmes latinos.
Em suas exposições, rápidas porém interessantes, os três abordaram temas-chave para a discussão dos rumos e impactos do cinema local, que o La Latina – presente no evento – destaca abaixo.
O CINEMA LATINO VIVE UM ‘BOOM’ – Monika Wagenberg
“O cinema latino vive um momento de renascimento e de boom criativo. Há renovação, diversidade e evolução constante. Antes não acontecia, mas atualmente os filmes se mantém em circuitos de ‘art house’ nos Estados Unidos, por exemplo”.
O ‘BOOM’ TEM RAZÃO DE SER – Monika Wagenberg
Essa evolução não vem do nada. “Dez anos depois da criação da lei de cinema na Argentina, há processos muito parecidos [ao crescimento do cinema argentino na última década] em outros países, como a Colômbia. O boom, portanto, vem das leis de cinema, mas também da digitalização dos processos de produção e do surgimento de escolas especializadas e, por exemplo, de fundos internacionais que fomentam co-produções”.
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