No último domingo, 29 de janeiro, chegou ao fim o primeiro grande festival do ano. Sundance, focado em cinema independente, deu dois prêmios importantes para o cinema chileno: o de melhor drama internacional para “Violeta de los cielos”, de Andrés Wood, e o de melhor roteiro internacional para “Joven y alocada”.
O Chile, que vem aumentando sua produção cinematográfica e que em 2011 recuperou o fôlego das bilheterias, comemora os prêmios e o posto de cinematografia latina da vez nos festivais internacionais.
Nosso site-parceiro, LatAm cinema, publicou um bate-papo com a chilena Marialy Rivas, de “Joven y alocada”. Confira a entrevista abaixo (disponível completa e em espanhol aqui).
A realizadora Marialy Rivas – conhecida pelo curta “Blokes” – debuta na direção de longas-metragens com “Joven y alocada”, a história do despertar sexual de uma adolescente bissexual, que, utilizando o apelido que é o título do filme e o anonimato virtual, se permite refutar o mandato familiar e expressar livremente sua sexualidade, abafada por uma estrita educação evangélica. Um filme vivaz, moderno e arriscado, que segue o processo de amadurecimento de uma jovem dividida entre prazer e culpa. Protagonizada por Alicia Rodríguez e María Gracia Omegna e produzida por Fábula (a produtora dos filmes de Pablo Larraín), participa da competição Generation 14plus do Festival de Berlim. Depois de vencer o prêmio a melhor roteiro internacional em Sundance, sua estreia comercial no Chile está prevista para 26 de abril.
Por Cynthia García Calvo
O ponto de partida da história é um blog real, que tem o mesmo nome. Que elementos você encontrou nele para converter em filme e como foi esse processo?
O que me atraiu no blog foram os relatos vibrantes, cheios de humor negro, que a autora faz de sua vida tanto sexual como evangélica. Eram fortes e gráficos, ao mesmo tempo, ternos e divertidos. Me seduziu completamente. O processo foi longo, fizemos entrevistas com ela e criamos histórias para compor o personagem Pedro Peirano. Depois partimos da estrutura que armamos para reescrever com ela os diálogos e as vozes em off. Na verdade, a forma final do filme surgiu na edição. Inclusive, chegamos a filmar depois algumas cenas que achávamos que estavam faltando. Acho que é difícil estruturar qualquer filme, ninguém imagina… Nem eu, até que o fiz e me vi escalando o Everest.
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