Isso porque o evento está caminhando firme e dando conta, cada vez mais, de algo que este humilde blog acredita ser muito importante: o cenário ATUAL do cinema latino-americano, com produções recentes, ganhadoras em festivais internacionais ou meros títulos comerciais, representantes da geralmente ótima cinematografia argentina ou da variada produção mexicana, assim como exemplos do que outros países de menor importância cinematográfica na região.
Pois a 5ª edição começa na próxima segunda-feira, 12 de julho, e vai até dia 18 com 137 filmes em seis salas da cidade de São Paulo e, ufa (!), com entrada gratuita. A programação gera interesse desde o mesmo filme de abertura: “Água fria do mar”, da diretora costa-riquenha Paz Fábrega, o grande ganhador de Rotterdam este ano. Um filme da América Central arrematando um festival independente e que aponta talentos no nível que faz Rotterdam? Imperdível per se.
Mas isso não é tudo. Haverá aqueles argentinos que estreiam em Buenos Aires, e a gente quer muito ver, mas que ficam caros incluindo a passagem, como é o caso de “Dois irmãos”, o mais recente de Daniel Burman (“O abraço partido”). Haverá os “impossíveis de ver no Brasil”, como o boliviano “Zona Sur”, de Juan Carlos Valdivia e “Gasolina”, do guatemalteco Julio Hernández Cordón, e os “ganhou festival grande, tem que ver”, como “A la mar”, do mexicano Pedro González-Rubio, e “La nana”, do chileno Sebastián Silva.
Sob a curadoria de curadoria de André Sturm, Francisco Cesar Filho e Jurandir Müller, tem também as tradicionais homenagens do festival. Este ano, felizmente o tempo passa e não continuamos a homenagear os grandes diretores dos 50, 60 (GRANDES nomes, mas já é preciso falar de OUTROS nomes). Serão lembrados, portanto, os cineastas João Batista de Andrade (Brasil) e Marcelo Piñeyro (Argentina), cujas trajetórias recentes são variadas e, como destacou Francisco César Filho em uma entrevista ao La Latina, que em breve você lê aqui, “com um pé na realidade social, como acontece com a maioria dos realizadores latino-americanos”. Haverá também uma importante seção de curtas-metragens, além de aula magna, debates, oficinas audiovisuais, lançamento de livro e competição entre escolas de cinema. Programação completa? Aqui.
Ah, e a sede do evento é o Memorial da América Latina, que deveria sustentar outros eventos latinos do mesmo porte deste.



